Blog da Parábola Editorial

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AQUISIÇÃO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

AQUISIÇÃO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

 

Um modelo fractal

 

Os modelos de aquisição de línguas não contemplam todos os processos envolvidos na aquisição de uma língua, muito menos, os de uma língua estrangeira. Vejo esses modelos como visões fragmentadas de partes de um mesmo sistema. Embora seja possível teorizar sobre a existência de alguns padrões gerais de aquisição, cada pessoa tem as suas características individuais, sendo impossível descrever todas as possibilidades desse fenômeno. Há variações biológicas, de inteligência, aptidão, atitude, idade, estilos cognitivos, motivação, personalidade e de fatores afetivos, além das variações do contexto onde ocorrem os processos de aprendizagem ─ quantidade/qualidade de input disponível, distância social, tipo e intensidade de feedback, cultura, estereótipos, entre outros.

 

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Leitura: ainda precisamos falar muito sobre isto

Leitura: ainda precisamos falar muito sobre isto

 

O livro que faz amar os livros mesmo que você não goste de ler!

 


Nem 1% dos leitores da Parábola Editorial, muitos dos muitos mais que nos acompanham [odeio a palavra “seguidores”], se deu conta do lançamento de O livro que faz amar os livros mesmo que você não goste de ler!, em agosto de 2014, de Françoize Boucher.

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Narrativas em tiras - quadrinhos na sala de aula

Narrativas em tiras - quadrinhos na sala de aula

 

O que eles gostam de ler? 

Pesquisa mostra que estudantes escolhem a tira como leitura preferida

 

Os primeiros dias de 2014 trouxeram uma pesquisa com resultados reveladores e que dão muito o que pensar. O estudo revela que as “narrativas em tiras” (voltaremos a essa expressão já, já) são a leitura preferida dos estudantes da rede pública de ensino de São Paulo.

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O PORTUGUÊS BRASILEIRO E O PORTUGUÊS EUROPEU

O PORTUGUÊS BRASILEIRO E O PORTUGUÊS EUROPEU

 

Quando nasce uma língua nova?

 

A grande maioria das pessoas acredita que definir o que seja uma “língua” é algo fácil e cômodo, e que os linguistas sabem com precisão onde termina uma língua e onde começa outra. Nada mais distante da verdade! Isso porque a definição de “língua” escapa das mãos dos linguistas — que há séculos confessam ser impossível enunciá-la — e vai pousar no terreno pantanoso daquilo que se chama ideologia. Sim, a definição do que é uma “língua” tem muitíssimo mais a ver com questões políticas, religiosas, identitárias etc. do que com questões propriamente linguísticas, isto é, fonético-fonológicas, morfossintáticas, lexicais etc.

 

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Princípios da sociolinguística

Princípios da sociolinguística

 

Conceitos e definição

 

A sociolinguística costuma ser definida como um ramo interdisciplinar nos estudos da linguagem. Para entendermos onde repousa essa interdisciplinaridade, vamos remontar sucintamente a suas raízes e discutir as subáreas que se abrigam sob a denominação sociolinguística.

 

Em meados do século XX, muitos estudiosos de linguística na Europa, palco de duas guerras mundiais, fixaram residência nos Estados Unidos. Eram pesquisadores renomados, com formação advinda da linguística saussuriana e do Círculo Linguístico de Praga.

 

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A estrutura da língua portuguesa

A estrutura da língua portuguesa

 

Um sistema semiótico infinito


Analisar cientificamente uma língua não é nada fácil. Os linguistas, que são os estudiosos que se dedicam profissionalmente a esta tarefa, sabem disso muito bem porque se deparam continuamente com as inesgotáveis complexidades estruturais e funcionais da língua.

 

Para se ter uma ideia dessa complexidade, basta lembrar que qualquer língua é uma realidade infinita. Entendamos bem isso. O número de sons da fala de que se serve uma língua é finito (em torno de três dezenas). O número de suas palavras (ainda que imenso) é finito (calcula-se que uma língua como o português brasileiro tem algo em torno de meio milhão de palavras). O número de regras com as quais organizamos os enunciados é também finito (embora não tenhamos ainda ideia clara de sua quantidade).

 

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O que é gramática?

O que é gramática?

 

Os diversos tipos de gramática e suas funcionalidades

 

LETRA MAGNA: Vamos começar por um questionamento genérico: o que caracteriza uma gramática?

 

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Linguística histórica e a mudança nas línguas

Linguística histórica e a mudança nas línguas

 

Uma introdução ao estudo da história das línguas

 

Não há exagero em dizer que o maior acontecimento dos tempos modernos na área dos estudos das línguas foi a descoberta de que elas têm história. São realidades dinâmicas, que mudam continuamente no tempo, e têm, portanto, um passado. Essa descoberta mudou substancialmente a nossa compreensão do fenômeno linguístico. Mas teve também efeitos amplos sobre toda a compreensão que a Europa tinha de sua própria cultura.

 

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Ensino de língua materna no Brasil

Ensino de língua materna no Brasil

 

As práticas silenciadoras de ensino

ENTREVISTA COM CELSO FERRAREZI

 

 

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Prática de ensino de língua portuguesa

Prática de ensino de língua portuguesa

 

6 Dicas para transformar sua aula de português

 

Há muitas evidências de que a prática de ensino da língua não tem conseguido resultados que respondam, satisfatoriamente, às demandas sociais do momento atual

 

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Repensar o objeto de ensino de uma aula de português

Repensar o objeto de ensino de uma aula de português

 

Uma forma de inserir o aprendiz na cultura letrada

 

O linguista Marcos Bagno considera lamentável que a imagem da língua portuguesa tenha sido empobrecida e reduzida a uma nomenclatura profusa e confusa e a exercícios mecânicos de análise sintática e morfológica. Para ele, essas são “práticas que se revelam, ao fim e ao cabo, inúteis e irrelevantes para, de fato, levar alguém a se valer dos muitos recursos que a língua oferece”. Ganhador do Prêmio Jabuti, Bagno é professor da Universidade de Brasília (UnB), pesquisador associado do Instituto da Língua Galega – Universidade de Santiago de Compostela, e atua no campo da educação linguística. No livro Preconceito linguístico (Parábola Editorial, 2015), o escritor reitera seu discurso em favor de uma educação linguística voltada para a inclusão social, o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural brasileira.

 

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O ensino da leitura

O ensino da leitura

 

15 estratégias e 7 itens para ensinar a ler

 

Muitos alunos têm dificuldade de ler porque acham que estão lendo, mas não estão de fato envolvidos na construção do sentido. Como nos lembra Tovani, “o significado chega porque estamos engajados propositalmente em pensar enquanto lemos” (Tovani, 2004: 9).

 

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Língua Portuguesa para nativos

Língua Portuguesa para nativos

 

Um projeto com raízes no espaço escolar 

 

Venho propor, pensando no ensino de língua portuguesa, uma medida endógena, situada em nosso espaço nacional, uma medida um tanto quanto doméstica, por isso mesmo básica. Refiro-me às condições de nossas escolas de ensino da língua portuguesa para nativos. Quero aqui refletir sobre como a escola de cada comunidade brasileira, urbana ou rural, poderia iniciar os estudantes ou (confirmá-los) nos ideais de “promoção, defesa, enriquecimento e  difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais”, conforme propõe o Instituto Internacional de Língua portuguesa (IILP).

 

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O filólogo, o gramático e o linguista

O filólogo, o gramático e o linguista

 

O filólogo, o gramático e o linguista

 

O filósofo italiano Antonio Gramsci dizia que todos os seres humanos são filósofos. E isso porque todos nós formulamos intuitivamente perguntas fundamentais em busca de explicações para nossa existência e para o mundo. Apenas alguns de nós se tornam, porém, filósofos profissionais e, vinculados em geral às universidades, se dedicam ao estudo sistemático das perguntas fundamentais e das inúmeras respostas que a elas vêm sendo dadas desde que os gregos lançaram as bases da filosofia lá pelo século VI a.C.

 

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Letramento como prática social

Letramento como prática social

 

Brian Street:  “Buscamos um letramento baseado no que as pessoas realmente fazem”

Entrevista com Brian Street realizada pela Universidade Federal de São João Del Rei.

 

 

Como você define os Novos Estudos sobre o Letramento (New Literacy Studies – NLS)?

BS: Os NLS mostram que o letramento varia nas diferentes culturas, nos diferentes espaços dentro de uma cultura, nas distintas instituições e contextos. Você pode escolher um tipo de letramento para atender a um objetivo, mas não significa que pode transferir esse tipo de letramento para outro contexto. Se você coloca um texto para alguém ler, talvez a pessoa pronuncie algumas palavras, ou entenda a ortografia, ou os significados, as interações sociais, as relações. Adquirir letramento no colégio não significa saber lidar com o letramento na Universidade. Adquirir um letramento associado à Geografia não significa poder usar esse letramento na Engenharia. Os alunos, particularmente aqueles de cursos multidisciplinares, lutam muito, pois os professores dizem:

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CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

 

Os nossos cursos de Letras

 

Vou começar essa conversa com uma afirmação clara e simples: a situação dos nossos cursos de Letras é catastrófica. Qualquer um: seja de universidade pública prestigiada em grande capital, seja de pequena faculdade isolada no sertão, a diferença é pouca. É doloroso ter que admitir isso. É angustiante, para uma pessoa apaixonada pelo estudo da linguagem em todas as suas manifestações, ter de escrever essas palavras: os nossos cursos de Letras são uma catástrofe. Por quê?

 

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Tendências pedagógicas na prática escolar

Tendências pedagógicas na prática escolar

 

9 dicas de como aprender com os erros

 

Diana Laufenberg é uma professora de história que trabalha na Science Leadership Academy da Filadélfia, Pennsylvania. Ela fez uma palestra no TED Talk (2010), intitulada: “Como aprender? Com os erros”. Essa palestra está disponível na internet e disponibiliza legendas em português. Vale a pena ouvir. São apenas 10 minutos sobre tendências pedagógicas na prática escolar, mas tão preciosos! Não deixe de ver. Siga o link: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/diana_laufenberg_3_ways_to_teach

 

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Importância da leitura na escola

Importância da leitura na escola

 

Contrabando poético na escola

 

Nunca aprendi a ler poemas na escola. Passei pelo ensino público, pelo privado... e os textos poéticos, quando apareciam, eram vítimas dos clássicos esquartejamentos sintáticos. Um versinho de Vinicius aqui, alguma coisa de Drummond acolá. Tudo oco de sentido. Nada da importância da leitura na escola, nem dentro, nem fora da sala de aula

 

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Produção de textos

Produção de textos

 

Desenvolver no aluno a consciência de ‘autor’

 

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor de bons textos na escola, problema que, por sua vez, já inclui outra questão: saber em que consiste um bom texto; que propriedades ele deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

 

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Produção de textos na escola

Produção de textos na escola

Como ensinar o aluno a escrever e a desenvolver a consciência de ‘autor’

 

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor de bons textos na escola, problema que, por sua vez, já inclui outra questão: saber em que consiste um bom texto; que propriedades ele deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

 

Pesquisas e nossa própria experiência na escola dão conta de que os resultados obtidos na área da produção de textos não correspondem ao investimento de tempo e de recursos gastos pela escola. Diante de alguns textos dos alunos, chegamos mesmo a nos perguntar o que estes alunos fizeram na escola durante onze anos de estudo de língua portuguesa?

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