Blog da Parábola Editorial

Letramento como prática social

Letramento como prática social
 Brian Street:  “Buscamos um letramento baseado no que as pessoas realmente fazem”

Entrevista com Brian Street realizada pela Universidade Federal de São João Del Rei.

 

 

Como você define os Novos Estudos sobre o Letramento (New Literacy Studies – NLS)?

BS: Os NLS mostram que o letramento varia nas diferentes culturas, nos diferentes espaços dentro de uma cultura, nas distintas instituições e contextos. Você pode escolher um tipo de letramento para atender a um objetivo, mas não significa que pode transferir esse tipo de letramento para outro contexto. Se você coloca um texto para alguém ler, talvez a pessoa pronuncie algumas palavras, ou entenda a ortografia, ou os significados, as interações sociais, as relações. Adquirir letramento no colégio não significa saber lidar com o letramento na Universidade. Adquirir um letramento associado à Geografia não significa poder usar esse letramento na Engenharia. Os alunos, particularmente aqueles de cursos multidisciplinares, lutam muito, pois os professores dizem:

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O ensino da escrita

O ensino da escrita

Escrever é uma prática

 

Escrever é uma prática, ou seja, aperfeiçoa-se a escrita praticando a escrita. Praticar a escrita é escrever. Quem escreve um artigo acadêmico e só volta a escrever quando tiver de escrever outro artigo acadêmico não está propriamente praticando a escrita, principalmente se escrever esse outro artigo seguindo as mesmas instruções pelas quais se orientou para escrever o anterior, assim como quem preenche um formulário.

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Língua portuguesa: escrever bem é escrever simples

Língua portuguesa: escrever bem é escrever simples

“Possuir” e outros sintomas de hipercorreção

Tragédia da educação linguística no Brasil

A história da educação linguística do Brasil é uma tragédia em muitos, longos e dolorosos atos. O acesso ao letramento nunca foi democrático nem democratizado, tal como nunca foi o acesso a todos os demais bens e direitos, reservados e protegidos com garras e dentes pelo 1% de sempre.

 

Ao lançar em 2017 uma nova edição atualizada de seu livro clássico Linguagem e escola: uma perspectiva social, publicado pela primeira vez em 1986, a grande educadora Magda Soares pergunta, na apresentação:Magda Soares

 

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O médico e o monstro na web: um raôxis dos letramentos e da intolerância linguística

O médico e o monstro na web: um raôxis dos letramentos e da intolerância linguística
Caso de intolerância linguística entre médico e paciente reacendeu debate sobre os letramentos no Brasil

 

Todos sabemos que questões sociais e questões de linguagem estão ali, ó, juntinhas. Não é sem razão que o bafafá da última semana de julho, nas redes sociais e na web brasileira, tenha relação com um jovem médico que “debochou” de um paciente que “falava errado”. As aspas aqui têm mais de uma função, mas uma delas é retomar termos empregados por outros redatores. Uma pesquisa rápida no Google trará à sua tela diversas notícias, em veículos de imprensa maiores ou menores, relatando – mas não apenas isso – o caso de intolerância linguística ou de preconceito linguístico, para usar os termos respectivos de Marta Scherre e de Marcos Bagno, autores da Parábola.

 

Resumo da óperaO resumo da ópera é o seguinte: o jovem médico Guilherme Capel Pasqua, formado pela Unesp, funcionário do Hospital Santa Rosa de Lima, na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo, atendeu um cidadão pouco estudado, isto é, uma pessoa “simples”, na quarta-feira, dia 27 de julho.

 

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Gêneros textuais e ensino

Gêneros textuais e ensino
É possível praticar o trabalho com gêneros textuais em sala de aula?

 Por Luís Antônio Marcuschi

Tendo em vista que todos os textos se manifestam sempre num ou noutro Gênero textual, um maior conhecimento do funcionamento dos gêneros textuais é importante tanto para a produção como para a compreensão. Em certo sentido, é esta ideia básica que se acha no centro dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), quando sugerem que o trabalho com o texto deve ser feito na base dos gêneros, sejam eles orais ou escritos. [E esta é também a proposta central dos ensaios da coletânea reeditada pela Parábola Editorial (2010), Gêneros textuais & ensino, que pretende] mostrar como analisar e tratar alguns dos gêneros mais praticados nos diversos meios de comunicação.

 

As observações teóricas expostas não só visam esclarecer conceitos como também apontar a diversidade de possibilidades de observação dos gêneros textuais. Por certo, não estamos aqui em condições de nos dedicar a todos os problemas envolvidos, mas é possível indicar alguns. Em especial, seria bom ter em mente a questão da relação oralidade e escrita no contexto dos gêneros textuais, pois, como sabemos, os gêneros distribuem-se pelas duas modalidades num contínuo, desde os mais informais aos mais formais e em todos os contextos e situações da vida cotidiana. Mas há alguns gêneros que só são recebidos na forma oral, apesar de terem sido produzidos originalmente na forma escrita, como o caso das notícias de televisão ou rádio. Ouvimos aquelas notícias, mas elas foram escritas e são lidas (oralizadas) pelo apresentador ou locutor.

 

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Coesão e coerência são sempre bem-vindas: passos para estruturar bem o texto

Coesão e coerência são sempre bem-vindas: passos para estruturar bem o texto
A importância de coesão e coerência para escrever um texto relevante

 

É consensual o princípio de que um conjunto aleatório de palavras ou mesmo de frases não constitui um texto e, portanto, não pode funcionar como ação de linguagem. Um conjunto de palavras, para ser um texto, para ser interpretável e, assim, poder funcionar como uma atividade de linguagem, precisa apresentar algumas propriedades, ou seja, estar provido de algumas características específicas, fundamentais para a expressão dos sentidos e das intenções pretendidos. Entre tais propriedades, destacam-se coesão e coerência.

 

A primeira tem a ver com a articulação, ou seja, com os nexos criados entre os vários segmentos do texto, de modo a prover o texto da necessária continuidade, que, por sua vez, integrando esses vários segmentos, promove a unidade semântica que torna o texto interpretável. A segunda, isto é, a coerência, tem a ver, exatamente, com essa ‘unidade semântica’ que resulta daquela continuidade, fruto dos diferentes elos ou nexos criados e sinalizados.

 

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História da língua portuguesa em resumo: do período românico ao século XVI

História da língua portuguesa em resumo: do período românico ao século XVI
Um pouco da história da língua portuguesa

 

A língua que designamos hoje pelo nome de “português” é o desdobramento histórico dos falares de origem latina que se desenvolveram no noroeste da Península Ibérica, numa área que abrange atualmente o norte de Portugal e a Galiza (região autônoma da Espanha).

 

Os romanos ocuparam aquela região tardiamente (só por volta do século I a.C.). Essa tardia romanização e implantação do latim deram sobrevida ao uso das línguas pré-romanas daquela área, o que veio a influenciar o modo como o latim foi falado ali.

 

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Tradução: História, teorias e métodos

Tradução: História, teorias e métodos

Sinara de Oliveira Branco (UFCG)

 

Michael Oustinoff. Tradução: História, teorias e métodos.

Tra­d.: Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola Editorial,

2011, 144 p.

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A escrita escolar: uma prática que desenvolve nos alunos a consciência de ser ‘autor’?

A escrita escolar: uma prática que desenvolve nos alunos a consciência de ser ‘autor’?

Irandé Antunes

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor na escola de bons textos, que, por sua vez, já inclui uma outra questão:saber em que consiste um bom texto; que propriedades deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

Pesquisas e nossa própria experiência na escola dão conta de que os resultados obtidos na área da escrita de textos não correspondem ao investimento de tempo e de recursos gastos pela escola. Diante de alguns textos dos alunos, chegamos mesmo a nos perguntar o que estes alunos fizeram na escola durante 11 anos de estudo de língua portuguesa.

Mas, vamos ao que nos interessa:

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