Blog da Parábola Editorial

Língua portuguesa e estrangeirismos

Língua portuguesa e estrangeirismos
Influência da língua inglesa sobre o português

 

Graças à publicação de um grande número de artigos em jornais de circulação nacional e regional, em revistas científicas, além de dois livros [Motta-Roth (org.), 2000 e Faraco, 2001], todos eles críticos ao Projeto de Lei n. 1676/1999, o empreendimento do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) ficou parado numa comissão legislativa e nunca chegou a ser votado pelas plenárias das duas câmaras. Importante observar que a linguística aplicada, ainda incipiente no país por volta de 1999, foi a primeira área dos estudos da linguagem a rejeitar a proposta de proibir o uso de estrangeirismos [Motta-Roth (org.), 2000].

A Folha de S.Paulo, num editorial intitulado “Português a fórceps” (30/03/2001: 2), foi severa. O uso do vocábulo fórceps capta nitidamente a opinião do jornal.

Não considero exagerado afirmar que nenhum outro projeto proposto pelo poder legislativo chegou a ser debatido com tanta amplitude e tenha levado a tantas publicações – livros, dissertações de mestrado e teses de doutoramento – junto com uma pletora de artigos.   

 

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O curso de Letras e suas possibilidades no mercado editorial

O curso de Letras e suas possibilidades no mercado editorial

Vamos sair da teoria e entrar na prática?

 

Um amigo pelo qual tenho enorme consideração e grande respeito pelo seu trabalho e inteligência me pediu que escrevesse sobre os aprendizados que um estudante de Letras pode adquirir trabalhando no meio editorial. Pensei se deveria mesmo escrever; afinal, seria para um blog cheio de teses, artigos acadêmicos, textos de pessoas cultas, doutores, autores renomados...

Mas daí me lembrei de tantos estagiários que já passaram por mim em mais de vinte anos na área editorial. Então, resolvi escrever um texto simples e direto para aqueles estudantes que, além de desejarem aprender coisas novas, querem entender como poderão aplicar alguns conhecimentos teóricos adquiridos na faculdade em sua vida profissional. E são muitas as áreas em que eles poderão atuar no futuro; afinal, o curso de Letras abre várias possibilidades de profissões. E na área editorial há diversas delas.

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Situação dos professores no Brasil: autoestima e valorização profissional

Situação dos professores no Brasil: autoestima e valorização profissional

Espécie em Extinção (epílogo)

 

Este é o terceiro texto no qual me atenho à situação dos professores no Brasil. No primeiro artigo, expusemos dados e as condições gerais do magistério hoje no país; no segundo, enfrentamos as péssimas condições de trabalho que têm espantado gente boa da sala de aula. Agora, neste epílogo, vou falar da autoestima de nossos professores. Ou do que restou dela.

Fazer chacota de professor virou moda no Brasil nas últimas décadas. Se, sob a alegação de que o humor é uma forma de denúncia que chama a atenção para a condição triste de nossos professores, as diversas escolinhas malucas da televisão procuraram, de boa fé, denunciar as mazelas do magistério, parece que o tiro saiu pela culatra. Os “professores-Raimundos”, mal pagos e sofredores, se multiplicaram na cabeça da população não na forma de uma espécie a ser salva, mas na forma de uma espécie condenada. Não poucas vezes, vi, em atividades culturais da escola, arremedos da “Escolinha do Professor Raimundo” em que os alunos faziam grotescas imitações de seus próprios professores, desrespeitosas sátiras de seus mestres, como se eles não fossem dignos de qualquer respeito.

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Sala de aula de língua portuguesa e "Arquitetura da conversação"

Sala de aula de língua portuguesa e "Arquitetura da conversação"

Qual a importância de Arquitetura da conversação: teoria das implicaturas para os professores?  

A investigação sobre como, na conversa, compreendemos mais do que o que é dito (as implicaturas) levou a descobertas que mostram que o estudo das implicaturas interessa ao professor de língua, de matemática, de computação, de filosofia, para ficar nas áreas mais diretamente relacionadas ao tema.

Com amparo em experimentos online1, os estudos apontam que os falantes de uma língua natural são sensíveis a propriedades lógico-matemáticas das quais não têm consciência2. Os desdobramentos da teoria griciana, cujo início data de 1967 com Logic and Conversation, modelam a mente humana e permitem construir máquinas inteligentes3.

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Dez razões para usar as tecnologias digitais em sala de aula

Dez razões para usar as tecnologias digitais em sala de aula

O uso das tecnologias digitais em sala de aula

As tecnologias digitais estão definitivamente integradas em nossas vidas e ninguém mais tem dúvidas da necessidade de sua integração em nossas práticas pedagógicas. No livro Letramentos digitais, Dudeney, Hockly e Pegrum (2016) defendem que professores e alunos necessitam adquirir quatro tipos de letramento digital. O primeiro está relacionado ao uso da linguagem para comunicação, incluindo a utilização de celulares; o segundo visa tanto à busca quanto à filtragem de informação; o terceiro diz respeito às conexões como a participação em redes sociais, entre outros tipos de conexão; e o último inclui o (re-)desenho ou remix, como por exemplo, usar editor de imagens, inserir voz ou legendas em um filme com outro sentido, fazer montagens de textos e imagens etc.

Muitos são os motivos para usarmos as tecnologias digitais em sala de aula e o principal deles, em minha opinião, é o fato de fazerem parte de nossa vida cotidiana, pois os computadores, tabletes e celulares conectados à Internet se tornaram uma extensão de nós mesmos. A sala de aula não pode ignorar esses novos hábitos mediados pela Internet. 

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Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Duas pequenas frases

Ler textos é sempre uma atividade complexa. Foi-se o tempo em que se imaginava que uma mensagem poderia ser codificada, se por “codificada” se entendesse que todo o sentido deveria estar expresso por signos organizados segundo regras, sejam da sintaxe, sejam do texto. Hoje se sabe que grande parte do sentido está implícito (uso esse termo para recobrir um conjunto diferente de estratégias).

O que não está expresso e, no entanto, o leitor “descobre” é, frequentemente, um conhecimento, um saber evocado. Para usar um exemplo bem banal (comentado por Umberto Eco em um de seus livros): se numa viagem de carruagem nunca se fala dos cavalos, isso não significa que eles não estão na história. Se, ao final, numa parada, o viajante pede que os cavalos sejam alimentados, nenhum leitor vai estranhar. Ele sabe que carruagens são puxadas por cavalos.

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Por que é difícil incentivar o hábito de leitura na transição da infância para a adolescência?

Por que é difícil incentivar o hábito de leitura na transição da infância para a adolescência?

Hábito de leitura na transição da infância para a adolescência

Silviane Barbato (UnB)com Mila Junger (Estudante de Ensino Médio)

 

Desafios da transição da infância à adolescênciaOs momentos de transição implicam desafios que podem gerar dificuldades. Cada um de nós é produto de um emaranhado da história pessoal e da história coletiva, e esse diálogo entre a pessoa, as comunidades das quais faz parte e a cultural societal vai gerando novas formas de sentir e atuar no mundo.

As transições são dinamogênicas, isto é, geram desenvolvimento e abrem possibilidades de mudança. As dificuldades podem ser enfrentadas e, com a compreensão do que está ocorrendo, podemos produzir novas formas de fazer com foco na inclusão de todos. Estratégias e modos de enfrentamento podem ser ensinados, abrindo-se espaço para a expressão pessoal das crianças em transição e incentivando a produção da autonomia, independência intelectual e da colaboração em grupo.

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Os gêneros do discurso na sala de aula

Os gêneros do discurso na sala de aula

Como exercitar os gêneros do discurso com alunos do curso de Letras?

Os estudantes do curso de Letras podem ter uma profícua experiência no mundo dos gêneros textuais/discursivos em duas dimensões:

(I) dimensão da vivência como leitor e produtor de textos orais e escritos nas diversas esferas sociais em que os gêneros (primários e secundários) forem utilizados no processo de interação verbal;

(II) dimensão da vivência como professor em formação que precisa conhecer teorias e encaminhamentos para o trabalho de leitura e de produção de textos na perspectiva dos gêneros.

Nas dimensões apontadas, defendo a ideia de “vivência” no sentido de experimentar, na literalidade do termo, e de ter experiência como leitor para formar leitores; ter a experiência de produtor de textos orais e escritos para ser professor de práticas orais e escritas; ter a experiência de analisar a configuração estrutural e composicional, a dinamicidade heterogênea e multifacetada, bem como a circulação ampla e irrestrita dos gêneros textuais para poder conduzir os diálogos que levam à interpretação e construção de sentidos do texto (verbal ou não verbal).

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A importância da leitura na infância

A importância da leitura na infância

Para ler e criar é só começar!

 

Ninguém nasce um leitor, é preciso aprender a gostar da leitura. E para isso, é necessário estabelecer um vínculo de prazer com o ato de ler.

 

A sociedade atual tende a estimular os sentidos à exaustão, oferecendo uma superdose de imagens e movimento. Assim, torna-se cada vez mais difícil despertar o interesse e a concentração da criança em um objeto estático e único: o livro.

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Saussure e seu impacto sobre a linguística

Saussure e seu impacto sobre a linguística

100 anos depois de publicado o Curso de linguística geral

 

Comemoramos em 2016 o centenário da publicação do livro Curso de linguística geral (CLG) atribuído por seus organizadores-editores ao linguista genebrino Ferdinand de Saussure (1857-1913).

O livro foi composto por Charles Bally e Albert Sechehaye, ambos professores na Universidade de Genebra, com base nas notas de cadernos de alunos que haviam frequentado os três cursos de linguística geral dados por Saussure nos anos letivos de 1907, 1908-09 e 1910-11.

A partir dos últimos anos da década de 1920, o CLG começou a ter grande repercussão, primeiro em linguística (assentando as bases da linguística estrutural sincrônica) e, depois, em antropologia (pelas mãos de Claude Lévi-Strauss) e em psicanálise (por meio da releitura que Lacan fez do pensamento de Freud). Na década de 1960, o “efeito Saussure” alcançou os estudos de semiologia e de teoria literária.

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Professor de Línguas - um novo olhar sobre a formação

Professor de Línguas - um novo olhar sobre a formação

Parceria sustentada em técnicas de coaching instrucional para a formação continuada de professores

 

FATO

É fato bem documentado na literatura que o ensino de língua estrangeira na escola pública brasileira encontra-se à deriva e os professores em um contexto de “solidão profissional”. Os cursos de formação continuada em serviço são escassos, para não dizer inexistentes na maioria das cidades, e o professor raramente tem a quem recorrer para compartilhar experiências, dúvidas, angústias e tantas nuanças de seu fazer profissional.

 

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O livro que faz você (+ seu filho adolescente) megafeliz

O livro que faz você (+ seu filho adolescente) megafeliz

A autora Françoize Boucher ensina como pais e filhos adolescentes podem ser mais felizes

 

O livro que faz você megafeliz (mesmo nos piores dias) é uma brincadeira séria. Assumindo o papel de “professora de felicidade” (como se pudesse existir uma professora dessas), Françoize Boucher, a autora do texto e das ilustrações, aborda o tema da felicidade, que tem um peso considerável e cada vez mais crescente na vida de todas as pessoas e que assume, tantas vezes, a forma de angústia na cabeça dos adolescentes. É nessa fase da vida que surgem perguntinhas nada fáceis de responder como:

 

1. Será que todo mundo pode ser feliz?

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Os leitores da Parábola Editorial [Confirmações e surpresas]

Os leitores da Parábola Editorial [Confirmações e surpresas]

Durante quatro dias aplicados a conhecer leitoras e leitores da Parábola Editorial durante a XVI Bienal Internacional do Rio de Janeiro, tivemos confirmações e surpresas, sintetizadas em três momentos:

AS CONFIRMAÇÕES

1. Quem entra em nosso estande sabe onde exatamente onde está entrando. É muito comum ouvir a pessoa dizer a quem está ao lado: “Tenho este, este, este”; “Li este texto em cópia, gostei tanto que quero ter o livro”; “Onde estão os lançamentos, moço?”. Isso nos dá a dimensão de nosso trabalho de divulgação é feito com foco preciso: vamos ao encontro de nosso público em eventos realizados em grandes ou em pequenos centros durante o ano todo, em grandes e pequenos cursos, em célebres ou nem tão célebres faculdades. Como resultado dessa ação de divulgação impressa à editora, desde nosso primeiro livro, por Andréia Custódio, sócia-diretora da Parábola Editorial, vemos crescer a familiaridade dos leitores com o catálogo que criamos título a título.

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O sentido de uma editora

O sentido de uma editora

Todo o tempo, me pergunto: qual será o próximo livro que a Parábola Editorial publicará? De onde virá o próximo livro? Fruto de qual conversa, de qual leitura, de qual indicação, de que lugar do mundo? É como se todos os livros já publicados fossem um passado sólido, mas desmanchado no ar, um passado que não deixa marcas, porque o vinco do esforço da busca pelo próximo livro é tão fundo e tão estreito, que nele só cabem livros novos. Um por vez, passando pela brecha do novo que alimenta uma editora em sua ligação umbilical com seus leitores.

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Mas o que é mesmo ‘gramática’?

Mas o que é mesmo ‘gramática’?

Carlos Franchi

Nós estamos reeditando neste agosto de 2013 o livro “Mas o que é mesmo ‘gramática’?”, obra que reúne textos do professor Carlos Franchi (1931-2002), dois deles em coautoria com Esmeralda Vailati Negrão e Ana Lúcia Müller. A obra foi organizada e apresentada por Sírio Possenti e está em sua 2ª reimpressão [que equivale à antiga 3ª edição]. A 1ª edição é de setembro de 2006 e segue firme em nosso catálogo, porque “Mas o que é mesmo ‘gramática’?” tem uma importância fundamental para o ensino de língua materna no Brasil.

Seria necessário fazer com que esse livro fosse lido, rabiscado, assimilado e praticado por todos os professores de língua materna em nossas fronteiras, especialmente os professores dedicados ao ensino de língua nos níveis fundamental e médio. É para eles que Franchi pensou os textos que constituem o livro, convicto de que os estudos linguísticos já possuíam [imaginem, então hoje] um acervo de conhecimentos diretamente aplicável em sala de aula. Ao mesmo tempo, Franchi não olha para os professores como “pobres coitados para os quais se devem escrever textos ‘facinhos e coloridos’” (Possenti, Apresentação, p. 9). Convicto de ser um professor entre professora(e)s, Franchi se dirige a ela(e)s como quem se dirige a pares.

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Tradução: História, teorias e métodos

Tradução: História, teorias e métodos

Sinara de Oliveira Branco (UFCG)

 

Michael Oustinoff. Tradução: História, teorias e métodos.

Tra­d.: Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola Editorial,

2011, 144 p.

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A escrita escolar: uma prática que desenvolve nos alunos a consciência de ser ‘autor’?

A escrita escolar: uma prática que desenvolve nos alunos a consciência de ser ‘autor’?

Irandé Antunes

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor na escola de bons textos, que, por sua vez, já inclui uma outra questão:saber em que consiste um bom texto; que propriedades deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

Pesquisas e nossa própria experiência na escola dão conta de que os resultados obtidos na área da escrita de textos não correspondem ao investimento de tempo e de recursos gastos pela escola. Diante de alguns textos dos alunos, chegamos mesmo a nos perguntar o que estes alunos fizeram na escola durante 11 anos de estudo de língua portuguesa.

Mas, vamos ao que nos interessa:

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Notícias de um pensador: Michel Foucault e a coragem da verdade

Notícias de um pensador: Michel Foucault e a coragem da verdade

Tony Hara

 

Frédéric Gros (org.). Foucault: a coragem da verdade.

Trad.: Marcos Marcionilo. São Paulo, Parábola Editorial,

2004, 268 pp.

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Português no século XXI

Português no século XXI

PREFÁCIO

José Luiz Fiorin

O homem sorriu (ou pelo menos assim julguei) e, levantando o dedo como para admoestar, disse:

— Penitenciagite! Vide quando draco venturus est para roê-la a tua alma! A mortz est super nos! Reza que vem o papa santo para livrar-nos a malo de todas as peccata! Ah, ah, gostais d’ista necromancia de Domini Nostri Iesu Christi! Et mesmo jois m’es dols e plazer m’es dolors… Cave el diablo! Semper m’espreita em qualquer canto para me ferrar os calcanhares. Mas Salvador non est insipiens! Bonum monasterium, e aqui se manja e se roga dominum nostrum. Et el resto valet um figo seco. Et amen. No? (Umberto Eco, O nome da rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983: 34).

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Opinião de quem já recebeu sua gramática

Opinião de quem já recebeu sua gramática

Comunico-lhe que recebi o livro (Gramática de Bolso do Português Brasileiro, de Marcos Bagno) comprado na Parábola ontem, dia 25/04/13. Tudo correu muito bem. Fiquei muito feliz com a dedicatória feita pelo próprio autor. Párabéns pela excelente ideia.

 

Obrigado!

 

Luiz

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