Blog da Parábola Editorial

Sírio Possenti é graduado em Filosofia pela PUC-PR (1969), fez mestrado em Linguística na UNICAMP (1977) e doutorado em Linguística também na UNICAMP (1986). Atualmente, é professor titular no Departamento de Linguística da UNICAMP. Atua em diversas áreas da linguística, com ênfase em teoria e análise linguística, principalmente na subárea da análise do discurso, em especial nos campos do humor e da mídia. Seus interesses são: combater preconceitos linguísticos, analisar textos humorísticos e discutir a questão da subjetividade. É autor de Língua portuguesa(Série Vestibular UNICAMP, 1993), pela Editora Globo, com Maria Bernadete Abaurre; Discurso, estilo e subjetividade (1988), pela Martins Fontes;Por que (não) ensinar gramática na escola (1996); Os humores da língua(1998) e A cor da língua e outras croniquinhas de linguista (2001). Pela Parábola Editorial, publicou Questões de linguagem: passeio gramatical dirigido (2011); Doze conceitos em análise do discurso (2010); Questões para analistas do discurso(2009); Língua na mídia (2009); Mal comportadas línguas (2009); Os limites do discurso: ensaios sobre discurso e sujeito(2008), além de participar de capítulos de diversas obras e de traduzir e organizar publicações de Dominique Maingueneau.

O sistema de pronomes pessoais está balançando

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COME EU, RENAN!

Como se tornou notório, um jornalista de gabarito entrevistou sósia de Filipão e publicou a matéria. Depois que tudo ficou esclarecido, ele pediu desculpas etc. O episódio não me interessa como barriga, mas apenas em razão de uma das afirmações do jornalista: – Realmente foi um erro tolo. Agi de boa fé. Percebi o erro e corrigimos, deu para corrigir. Não prejudiquei ninguém, a não ser eu mesmo.

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DANIEL SANTOS
Outro exemplo atualíssimo é a música da dupla Fernando e Sorocaba, muito conhecida pela juventude e por quem nem é tão jovem assim... Leia Mais
Terça, 19 Junho 2018 14:46
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Análise do discurso é política

Análise do discurso é política

Análise do discurso e questões sociais

 

Que a análise do discurso é política, não há dúvida. É, inclusive, um motivo de desconfiança de que se trate de uma especialização no interior da linguística (o curioso é que a “cognição” não sofre a mesma acusação – e dizer isso já é fazer política...).

Claro, podem-se encontrar trabalhos de pesquisa que se colocam sob o guarda-chuva “análise do discurso” e que tratam de questões “culturais”, “cognitivas”, “conversacionais”. Nestes casos (simplifico um pouco), discurso é quase sinônimo de fala (há quem prefira chamar estes trabalhos de estudos do discurso).

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Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Duas pequenas frases

Ler textos é sempre uma atividade complexa. Foi-se o tempo em que se imaginava que uma mensagem poderia ser codificada, se por “codificada” se entendesse que todo o sentido deveria estar expresso por signos organizados segundo regras, sejam da sintaxe, sejam do texto. Hoje se sabe que grande parte do sentido está implícito (uso esse termo para recobrir um conjunto diferente de estratégias).

O que não está expresso e, no entanto, o leitor “descobre” é, frequentemente, um conhecimento, um saber evocado. Para usar um exemplo bem banal (comentado por Umberto Eco em um de seus livros): se numa viagem de carruagem nunca se fala dos cavalos, isso não significa que eles não estão na história. Se, ao final, numa parada, o viajante pede que os cavalos sejam alimentados, nenhum leitor vai estranhar. Ele sabe que carruagens são puxadas por cavalos.

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