Blog da Parábola Editorial

CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

 

Os nossos cursos de Letras

 

Vou começar essa conversa com uma afirmação clara e simples: a situação dos nossos cursos de Letras é catastrófica. Qualquer um: seja de universidade pública prestigiada em grande capital, seja de pequena faculdade isolada no sertão, a diferença é pouca. É doloroso ter que admitir isso. É angustiante, para uma pessoa apaixonada pelo estudo da linguagem em todas as suas manifestações, ter de escrever essas palavras: os nossos cursos de Letras são uma catástrofe. Por quê?

 

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Faculdade de Letras, xiii... e agora?

Faculdade de Letras, xiii... e agora?
 5 Dicas para fazer do aluno um profissional

 

O sistema educacional brasileiro tem mais leis no papel do que organização de verdade na prática. Uma das consequências mais diretas disso é que os níveis de ensino não conseguem conversar entre si. A educação básica tem métodos, materiais e programas com uma estética própria que não têm qualquer relação com a estética da graduação. Então, quase sempre ocorre um choque tremendo no aluno que sai do ensino médio e consegue entrar na faculdade de Letras. Ele se sente perdido e demora bastante para se dar conta do que querem dele ali –  isso quando consegue descobrir o caminho das pedras. O mesmo ocorre quando ele sai da graduação e entra em um mestrado ou doutorado, que são outros dois níveis que parecem se odiar, cada um com sua estética própria e monológica. Ao invés de haver uma contínua progressividade nos níveis de ensino, está cada um no seu quadrado, e o aluno que se vire para se adaptar. E isso é bem ruim.

 

Vejamos, então, alguns elementos importantes da estética geral da graduação. Queremos ajudar o aluno ingressante a descobrir o que querem dele em um curso de Letras. A ideia é diminuir o sofrimento pessoal e melhorar o desempenho desses alunos por meio da compreensão de como as coisas funcionam (ou deveriam funcionar) nos cursos superiores brasileiros. Vamos lá!

  1. Chega de pegar na mão 

 

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O curso de Letras e suas possibilidades no mercado editorial

O curso de Letras e suas possibilidades no mercado editorial

Vamos sair da teoria e entrar na prática?

 

Um amigo pelo qual tenho enorme consideração e grande respeito pelo seu trabalho e inteligência me pediu que escrevesse sobre os aprendizados que um estudante de Letras pode adquirir trabalhando no meio editorial. Pensei se deveria mesmo escrever; afinal, seria para um blog cheio de teses, artigos acadêmicos, textos de pessoas cultas, doutores, autores renomados...

Mas daí me lembrei de tantos estagiários que já passaram por mim em mais de vinte anos na área editorial. Então, resolvi escrever um texto simples e direto para aqueles estudantes que, além de desejarem aprender coisas novas, querem entender como poderão aplicar alguns conhecimentos teóricos adquiridos na faculdade em sua vida profissional. E são muitas as áreas em que eles poderão atuar no futuro; afinal, o curso de Letras abre várias possibilidades de profissões. E na área editorial há diversas delas.

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Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Formação crítica do profissional de LetrasA linguagem é elemento fundamental para a reflexão e a ação sobre a realidade social. Entender como a linguagem funciona nas práticas sociais e se posicionar frente a elas, principalmente no mundo densamente semiotizado em que vivemos, é questão de cidadania. Para trabalhar e atuar de forma consequente no mundo, portanto, o profissional de Letras (e vou me ater aqui centralmente ao professor ou professora de línguas) precisa ter uma formação crítica.

Em termos dos debates sobre ensino e aprendizagem de línguas, está pressuposto hoje que a professora e o professor irão mobilizar a leitura crítica nas práticas de atuação linguística dos e das estudantes (ou seja, nas práticas de leitura, escuta, produção textual oral e escrita e análise linguística). Para fazer isso, a professora e o professor, em sua formação durante o curso de Letras, também precisam desenvolver sua própria leitura crítica. E trata-se de um processo que tem avançado nas últimas décadas, com professores terminando a graduação com uma visão mais aguçada dos problemas sociais que envolvem a constituição e o uso de linguagens.

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Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Um roteiro em 10 passos

 

O início de um curso envolve uma série de sentimentos, principalmente quando se trata de uma graduação, independentemente de já termos cursado outra faculdade ou de essa ser a nossa primeira vez no nível superior.

Sejam quais forem os motivos que nos trouxeram, aqui nos encontramos: no primeiro semestre do curso de Letras. Partilhei dessa sensação há exatos onze anos e, de lá para cá, muita coisa mudou, embora eu já tenha pertencido a uma geração de estudantes formados sob uma ótica linguística, algo de grande valia em minha atuação como professor.

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Cinco passos para produzir um artigo científico de qualidade

Cinco passos para produzir um artigo científico de qualidade

Como produzir um artigo científico relevante na graduação e na pós-graduação

 

O artigo científico é hoje o gênero textual mais conceituado na divulgação do saber acadêmico, além de ter se tornado um meio de assegurar o espaço profissional do pesquisador. Esse espaço vem se ampliando e abraçando também os graduandos¹, que têm sentido a necessidade das práticas da escrita acadêmica para além da obtenção de nota na avaliação de disciplinas (uma publicação pode ser critério para classificação na obtenção de bolsa de pesquisa, por exemplo). No entanto, nosso maior argumento para a relevância da escrita de artigo científico na graduação (e na pós-graduação) é que sua escrita pode contribuir para desenvolver capacidades linguageiras no discente, que poderão ser mobilizadas em outras situações acadêmicas. Tal argumento se baseia na tese do gênero textual/discursivo enquanto instrumento psicológico (no sentido vigotskiano do termo), desenvolvida por Bernard Schneuwly, pesquisador da Universidade de Genebra. Assim, não importa se o discente irá ou não, de fato, precisar escrever um artigo científico em sua vida acadêmica, mas sim as capacidades linguageiras desenvolvidas ao se trabalhar a produção escrita desse gênero e as operações envolvidas na produção de linguagem: sintetizar, relacionar ideias, concluir, fazer escolhas lexicais adequadas ao objetivo que se tem, fazer escolhas temáticas adequadas ao público-alvo e local de publicação, seleção dos conteúdos, dentre inúmeras outras. Além disso, o artigo científico também faz interface com outros gêneros da esfera acadêmica, tais como o resumo, a resenha, o projeto de pesquisa, a dissertação, a tese, além do seminário e da comunicação oral.

Vamos, então, a algumas dicas básicas para quem quer escrever um artigo científico. A enumeração das dicas visa facilitar alguns esclarecimentos sobre o processo como um todo, não reflete uma linearidade do processo de escrita.

1. O artigo final não conterá tudo o que você leu, pesquisou e escreveu. O processo da escrita do artigo científico pode ser desmembrado em três instâncias que devem ser compreendidas como inerentes a esse processo. Inicialmente, a prescrição (ou a autoprescrição) do que lhe foi solicitado: se a escrita do artigo for a avaliação de uma disciplina, é importante considerar também as instruções de seu professor. Se você pretende escrever para publicar em uma revista, verifique as normas da revista para saber se seu trabalho será aceito, tanto em relação à temática, quanto ao número de páginas ou de seu papel social, ou seja, aluno de graduação, de pós-graduação etc. Em segundo lugar, ter em mente que boa parte do que você pesquisar pode não ser utilizado na versão final, e (boa) parte do que você escrever poderá ser excluído de seu texto final. Exemplifiquemos esse processo com a escrita do objetivo. Sua definição não é feita de forma mediata e no início do processo, ele irá se modificar conforme seu trabalho de pesquisa e de escrita for se materializando. Entenda que esse processo, que não aparece na versão final, é comum a todo escritor (não só aos acadêmicos). Compreender isso fará dessa “etapa invisível” um processo riquíssimo de aprendizagem em sua caminhada para tornar-se escritor de artigo científico, ou seja, das escolhas que você precisou fazer e de outras que você deixou de fazer. Por fim, o trabalho final, já realizado, é a versão final de seu texto, encaminhada ou aceita para publicação.

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Para que semiótica nos cursos de Letras?

Para que semiótica nos cursos de Letras?

O estudo da semiótica nos cursos de Letras

 

Vivemos em um mundo em que nos ocupamos não somente das palavras, mas também de imagens, de sons, de movimentos, de sentidos táteis. Frequentemente nos perguntamos sobre o sentido de cultivar as palavras e pouco relacionamos essa pergunta com o bombardeio sensorial que se apresenta não somente nas mídias, mas na música, nas artes, no esporte, nas representações culturais, nos rituais religiosos, no cotidiano.

Em um universo de compreensão tão complexa quanto o nosso, o profissional de Letras tem um papel essencial de apresentar ferramentas capazes de mobilizar recursos cognitivos do aluno para que ele passe a enxergar com lupa o mundo em que está inserido.

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Os gêneros do discurso na sala de aula

Os gêneros do discurso na sala de aula

Como exercitar os gêneros do discurso com alunos do curso de Letras?

Os estudantes do curso de Letras podem ter uma profícua experiência no mundo dos gêneros textuais/discursivos em duas dimensões:

(I) dimensão da vivência como leitor e produtor de textos orais e escritos nas diversas esferas sociais em que os gêneros (primários e secundários) forem utilizados no processo de interação verbal;

(II) dimensão da vivência como professor em formação que precisa conhecer teorias e encaminhamentos para o trabalho de leitura e de produção de textos na perspectiva dos gêneros.

Nas dimensões apontadas, defendo a ideia de “vivência” no sentido de experimentar, na literalidade do termo, e de ter experiência como leitor para formar leitores; ter a experiência de produtor de textos orais e escritos para ser professor de práticas orais e escritas; ter a experiência de analisar a configuração estrutural e composicional, a dinamicidade heterogênea e multifacetada, bem como a circulação ampla e irrestrita dos gêneros textuais para poder conduzir os diálogos que levam à interpretação e construção de sentidos do texto (verbal ou não verbal).

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