Blog da Parábola Editorial

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Thi Zilio é especialista e mestrando em Língua Portuguesa pela PUC SP. Foi bolsista do governo grego no Institute for Balkan Studies, em Tessalônica e na University of Crete, em Creta.
Atua como docente há dez anos no Ensino Fundamental II e Médio, ministrando aulas de Língua Portuguesa, Gramática, Literatura e Produção Textual. Além dessas...

Thi Zilio é especialista e mestrando em Língua Portuguesa pela PUC SP. Foi bolsista do governo grego no Institute for Balkan Studies, em Tessalônica e na University of Crete, em Creta.
Atua como docente há dez anos no Ensino Fundamental II e Médio, ministrando aulas de Língua Portuguesa, Gramática, Literatura e Produção Textual. Além dessas disciplinas, também lecionou Língua e Cultura Grega no extinto Instituto Educacional Ateniense, em São Paulo.
Desde a graduação, dedica-se à pesquisa de temas relacionados a língua, literatura e cultura grega e afro-brasileira.

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NORMAS EM CONFLITO NA GRAMÁTICA ESCOLAR

normas-e-conflito

O desenvolvimento das pesquisas científicas sobre a linguagem tem proporcionado a contestação de vários dogmas cristalizados no imaginário comum quando o assunto é a língua e o uso que se faz dela. Apesar dos esforços, não é de espantar que haja ainda muita confusão, seja com relação ao trabalho do linguista (tachado por muitos como defensor de um “vale-tudo”), seja com relação a conceitos que ultrapassaram as fronteiras da ciência e caíram de paraquedas em esferas outras, como a escolar.

Se à escola cabe a divulgação dos saberes também científicos, vale a pena questionar a dificuldade que a Linguística encontra em se fazer integralmente presente no material didático disponibilizado aos estudantes. No entanto, o intuito da presente reflexão não é analisar os empecilhos com os quais se depara a ciência da linguagem para se firmar nos anuais escolares. Ao contrário, será analisado o trato de um termo que já se encontra “assentado” na educação básica: a norma.

Antes, é necessário fazer uma incursão histórica à década de 1960, que assistiu à divulgação mais expressiva dos estudos linguísticos, sobretudo por meio de sua introdução nos cursos de Letras. Na mesma época, também houve um aumento na produção de materiais didáticos, cujas finalidades eram duas principais:

(a) preencher uma lacuna da formação dos professores, tidos, já àquela altura, como profissionais que não estavam sendo formados de modo “adequado”;

(b) formar classes mais populares, por conta da demanda de escolarização por parte do processo industrial que se intensificara (González, apud Zilles e Faraco, 2015: 228)

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Por que [não] amamos o português brasileiro?

Por que [não] amamos o português brasileiro?

 

“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?"

[ALENCAR, José de. Sonhos d´Ouro. São Paulo: Melhoramentos, s.d. apud PINTO, Edith Pimentel. O português do Brasil. São Paulo: Edusp, 1978, p. 96]

 

A epígrafe acima revela um questionamento tão válido quanto o título deste artigo. Embora título e epígrafe soem contemporâneos, a segunda pergunta é de José de Alencar (1829-1877) e data de 1872. Mesmo assim, apesar de separados por mais de cento e quarenta anos, o título e a epígrafe demonstram uma “preocupação” com o português no Brasil existente antes mesmo do advento da linguística, tal como a concebemos.

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Quem é o pai da Língua Portuguesa?

Quem é o pai da Língua Portuguesa?

ENTRE A MEMÓRIA E A LINGUÍSTICA HISTÓRICA

 

 

O homem, em sua incessante busca por respostas, deparou-se com diversos questionamentos, que fazem parte de sua natureza “investigativa”. Essa eterna necessidade de conhecer e estabelecer ligações apresenta diversas facetas e o levou a inúmeras descobertas, de grande importância para sua existência. 

 

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Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Um roteiro em 10 passos

 

O início de um curso envolve uma série de sentimentos, principalmente quando se trata de uma graduação, independentemente de já termos cursado outra faculdade ou de essa ser a nossa primeira vez no nível superior.


Sejam quais forem os motivos que nos trouxeram, aqui nos encontramos: no primeiro semestre do curso de Letras. Partilhei dessa sensação há exatos onze anos e, de lá para cá, muita coisa mudou, embora eu já tenha pertencido a uma geração de estudantes formados sob uma ótica linguística, algo de grande valia em minha atuação como professor.

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