Blog da Parábola Editorial

Princípios da sociolinguística

Princípios da sociolinguística
 Conceitos e definição

 

A sociolinguística costuma ser definida como um ramo interdisciplinar nos estudos da linguagem. Para entendermos onde repousa essa interdisciplinaridade, vamos remontar sucintamente a suas raízes e discutir as subáreas que se abrigam sob a denominação sociolinguística.

 

Em meados do século XX, muitos estudiosos de linguística na Europa, palco de duas guerras mundiais, fixaram residência nos Estados Unidos. Eram pesquisadores renomados, com formação advinda da linguística saussuriana e do Círculo Linguístico de Praga.

 

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A estrutura da língua portuguesa

A estrutura da língua portuguesa

 

Um sistema semiótico infinitoAnalisar cientificamente uma língua não é nada fácil. Os linguistas, que são os estudiosos que se dedicam profissionalmente a esta tarefa, sabem disso muito bem porque se deparam continuamente com as inesgotáveis complexidades estruturais e funcionais da língua.

 

Para se ter uma ideia dessa complexidade, basta lembrar que qualquer língua é uma realidade infinita. Entendamos bem isso. O número de sons da fala de que se serve uma língua é finito (em torno de três dezenas). O número de suas palavras (ainda que imenso) é finito (calcula-se que uma língua como o português brasileiro tem algo em torno de meio milhão de palavras). O número de regras com as quais organizamos os enunciados é também finito (embora não tenhamos ainda ideia clara de sua quantidade).

 

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Linguística histórica e a mudança nas línguas

Linguística histórica e a mudança nas línguas

 

Uma introdução ao estudo da história das línguas

 

Não há exagero em dizer que o maior acontecimento dos tempos modernos na área dos estudos das línguas foi a descoberta de que elas têm história. São realidades dinâmicas, que mudam continuamente no tempo, e têm, portanto, um passado. Essa descoberta mudou substancialmente a nossa compreensão do fenômeno linguístico. Mas teve também efeitos amplos sobre toda a compreensão que a Europa tinha de sua própria cultura.

 

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Língua portuguesa: tecnologia e ensino

Língua portuguesa: tecnologia e ensino
Do eu lírico à selfie

 

Meu objetivo específico neste pequeno texto é refletir sobre o uso da selfie no ensino da língua portuguesa. Para isso, desenvolvo a seguinte tese:

(1) todos falam de si;

(2) falar de si não é uma atividade superficial;

(3) falar de si ajuda na aprendizagem da língua.

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Ensino de língua portuguesa

Ensino de língua portuguesa

Ensinar ou não nomenclatura gramatical?

 

Oração substantiva objetiva direta; regência nominal; aposto; sujeito indeterminado; pronome relativo; verbo intransitivo; sujeito oculto; objeto indireto; agente da passiva; locução adverbial; índice de indeterminação do sujeito; oração coordenada assindética; partícula apassivadora; vocativo; oração adjetiva restritiva; verbo transitivo direto; regência verbal… A lista de conceitos teóricos relacionados à gramática com a qual os estudantes se deparam na educação básica é imensa. Maior que ela, apenas a falta de paciência de muitos estudantes para lidar com essa lista de conceitos.

Será a impaciência dos estudantes justificada? Paciência ou impaciência à parte, os professores devem ou não ensinar a nomenclatura gramatical? E os estudantes precisam mesmo aprendê-la?

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Língua Portuguesa: Vírgula sem cara de interrogação

Língua Portuguesa: Vírgula sem cara de interrogação

 Os diferentes usos da vírgula

 

 

Vamos pensar nos diferentes sentidos das frases abaixo:

Não, espere! / Não espere!Aceito, obrigado. / Aceito obrigado.Isso só, ele resolve. / Isso, só ele resolve.Esse, juiz, é corrupto. / Esse juiz é corrupto.Vamos perder, nada foi resolvido. / Vamos perder nada, foi resolvido.“Não queremos saber!” / “Não, queremos saber!”
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Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Os principais desafios para o professor de língua portuguesa 

Um bom professor de língua precisa entender que atualmente se considera o texto como elemento fundamental que possibilita a interação verbal, na oralidade e na escrita. Ele é entendido como unidade de comunicação, formada por elementos do sistema linguístico e por aspectos relacionados a seu uso. Nessa perspectiva, o texto é formado por sua estrutura morfossintática (elementos lexicais e gramaticais organizados de acordo com regras do sistema da língua), pelos seus níveis de significação e pelas suas possibilidades pragmáticas de interpretação, presentes quando a unidade textual está inserida em contextos específicos de uso.

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