Blog da Parábola Editorial

Luciano Amaral Oliveira é graduado em economia pela Universidade Federal da Bahia (1988), mestre em letras e linguística pela Universidade Federal da Bahia (1997) e doutor em letras e linguística pela Universidade Federal da Bahia (2003). Atualmente é professor adjunto de língua portuguesa da Universidade Federal da Bahia. Atua principalmente nas seguintes áreas: leitura e produção textual, análise do discurso textualmente orientada, ensino de língua portuguesa e semântica.

Ensino de língua portuguesa

Ensino de língua portuguesa

Ensinar ou não nomenclatura gramatical?

 

Oração substantiva objetiva direta; regência nominal; aposto; sujeito indeterminado; pronome relativo; verbo intransitivo; sujeito oculto; objeto indireto; agente da passiva; locução adverbial; índice de indeterminação do sujeito; oração coordenada assindética; partícula apassivadora; vocativo; oração adjetiva restritiva; verbo transitivo direto; regência verbal… A lista de conceitos teóricos relacionados à gramática com a qual os estudantes se deparam na educação básica é imensa. Maior que ela, apenas a falta de paciência de muitos estudantes para lidar com essa lista de conceitos.

Será a impaciência dos estudantes justificada? Paciência ou impaciência à parte, os professores devem ou não ensinar a nomenclatura gramatical? E os estudantes precisam mesmo aprendê-la?

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Ensino de línguas estrangeiras na educação básica

Ensino de línguas estrangeiras na educação básica

Como ensinar inglês e outros idiomas na educação básica?

 

A Parábola Editorial me incumbiu a tarefa de escrever um texto em resposta à pergunta: Como ensinar inglês e outros idiomas na educação básica? É tarefa difícil responder a essa pergunta em um texto curto e mais difícil ainda se tratarmos das escolas públicas. Afinal, as escolas privadas, em sua maioria, possibilitam aos alunos aulas de idiomas de qualidade por possuírem a infraestrutura necessária, disponibilizando equipamentos e materiais didáticos a alunos e professores. Além disso, série após série, elas conseguem manter uma sequência de ensino, com um número razoável de alunos por turma, garantindo-lhes a possibilidade de desenvolverem inclusive a fala e a compreensão oral. Há escolas privadas que contratam os serviços de institutos de idioma, geralmente, de inglês, para se responsabilizarem pelas aulas. Não há, portanto, necessidade de eu escrever mais sobre elas aqui.

ESCOLAS PÚBLICASA realidade das escolas públicas, infelizmente, é outra se sairmos da esfera federal e nos mantivermos nas esferas municipal e estadual. Geralmente, faltam equipamentos e materiais didáticos. Às vezes, a carga horária semanal é baixa e as turmas são grandes. Em algumas escolas, há ainda o problema de os alunos terem aulas de uma língua em um ano, como, por exemplo, espanhol, e de outra língua no ano seguinte, como, por exemplo, inglês. Essa descontinuidade traz óbvios prejuízos para a aprendizagem.

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Ensino e aprendizagem da língua portuguesa

Ensino e aprendizagem da língua portuguesa

Tendências pedagógicas para o ensino de língua portuguesa: quais adotar?

Tendência: direção ou forma que algo toma em uma determinada época. É isso que nos diz o Caldas Aulete. Depreende-se daí que os contextos socioculturais, epistemológicos e filosóficos favorecem determinadas ideias e comportamentos. Isso se aplica a todas as esferas das atividades humanas, desde algo aparentemente sem muita importância, como a moda e o futebol, até a algo notoriamente importante, como a saúde pública e o ensino.

No que diz respeito ao ensino de língua portuguesa, há tendências que considero as mais adequadas nesta nossa contemporaneidade. E elas dizem respeito à forma como os professores concebem o ensino, a aprendizagem e a língua.

Durante muitas décadas, gerações de professores foram influenciadas pelo behaviorismo, segundo o qual é o professor quem transfere seus conhecimentos para a mente vazia dos seus alunos, cuja tarefa seria absorver passiva e corretamente tais conhecimentos. Na segunda metade do século passado, as ideias construtivistas de Jean Piaget e de Lev Vygotsky mostraram que o processo de aprendizagem é uma construção ativamente realizada pelos aprendizes. Tanto o amadurecimento biológico do indivíduo, como defendia Piaget, quanto a interação que ele estabelece com a sociedade, como enfatizava Vygotsky, contribuem para a construção de conhecimentos. À voz desses dois psicólogos uniu-se a do educador Paulo Freire, crítico ferrenho da concepção behaviorista de ensino e de aprendizagem, à qual ele deu o rótulo de concepção bancária.

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