Blog da Parábola Editorial

Quem inventou a letra A?

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O princípio da escrita

 

Olho para o meu filho, de língua entre os lábios, a desenhar as letras que anda a aprender. Com esforço, vai associando aqueles desenhos pequenos, em várias formas, aos sons que já usa todos os dias há muito tempo. Reparo na letra A. Quem inventou esta forma em particular?

 

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O que você pode fazer com um diploma em linguística?

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The Language Nerds

[https://ahtaitay.blogspot.com/p/blog-page.html]

Tradução: Marcos Marcionilo

 

 

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A TRADUÇÃO CAPENGA E O IMPERIALISMO LINGUÍSTICO

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O IMPERIALISMO LINGUÍSTICO 

 

Uma das principais consequências da pressão esmagadora de uma língua imperial sobre as línguas subalternizadas são as fissuras que vão se abrindo nessas línguas, fissuras por onde a língua imperial vai se infiltrando sorrateiramente e colonizando o léxico e a gramática das subjugadas. É o que se dá hoje em dia com o inglês, que ataca todas as outras línguas do mundo de cima para baixo e de dentro para fora. 

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Como traduzir palavras intraduzíveis?

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[…]

 

Uma conversa entre irmãos

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Língua: fator de identidade e forma de ação

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“No uso da língua, não se tem apenas atos de dizer, mas atos de fazer.”

 

 

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Mikhail Bakhtin

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Alastair Renfrew, professor inglês de língua e literatura, tem em Mikhail Bakhtin seu segundo livro sobre esse autor. O primeiro é mais especificamente voltado para a literatura e discute uma proposta de estética material considerando as propostas de Bakhtin do ponto de vista de sua contribuição para os rumos atuais da teoria literária ou, mais amplamente, do estudo da literatura (cf. Renfrew, 2006). 

 

Em Mikhail Bakhtin, o autor amplia seu horizonte de considerações, embora permaneça ligado ao discurso literário, que lhe serve de base de exemplificação e explicação didática de pontos que julga mais relevantes. O interesse do autor é destacar “a significação fundamentalmente literária da obra de Bakhtin”, mas também mostrar que a contribuição de Bakhtin é “inteiramente consistente” com as ciências humanas em geral, em vez de se restringir ao literário (p. 19). 

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COMO E POR QUE AS LÍNGUAS MUDAM?

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A mudança linguística decorre de três principais fatores: 

 

(1)    o aparelho articulatório da espécie humana (lábios, dentes, palato, língua, úvula, glote, laringe, pregas vocais etc.); 

(2)    a cognição humana, isto é, a nossa capacidade de processar experiências, adquirir e produzir conhecimento;

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ALEXANDRE FALCAO SANSEVERINO
Professor Bagno, veja esta coisa absurda! https://youtu.be/iZV3__eRrF8... Leia Mais
Quarta, 29 Agosto 2018 01:04
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O mundo na sala de aula

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Intertextualidade nos anos finais do ensino fundamental

 

 

 

O livro nos propõe debruçar-nos sobre a leitura “como objeto de estudo” para o atendimento de algumas questões teóricas como: 

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Artigo de opinião

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA FUNCIONALISTA

 

A proposta que Artigo de opinião – Sequência didática funcionalista, de Vânia C. Casseb-Galvão e Milcinele da Conceição Duarte traz ao leitor, considerada uma visão mais geral, centra-se no desenvolvimento das competências discursivo-textuais que cabe à escola empreender, e, nesse caminho, fixa-se na necessidade de atividades escolares que promovam “uma vivência rica com a língua em função, acontecendo interativamente”. Na base está a concepção do texto como prática de linguagem, o que leva à requisição de um estudo de gramática empreendido em função da atividade textual-discursiva.   

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5 dicas para lidar com o dilúvio de informações (acadêmicas)

5 dicas para lidar com o dilúvio de informações (acadêmicas)

 

Quero conversar sobre estratégias de publicação e sobre e a importância de compartilhar o que publicamos.

Se,  por um lado, a mudança na avaliação dos periódicos pode aumentar a pressão pela publicação “de qualidade”, por outro, ela trouxe um ótimo pretexto para que, juntos, possamos repensar a maneira com que escrevemos o gênero artigo acadêmico. E mais: a maneira com que o lemos, em tempos de tantas informações.

Quantos feeds você acompanha por dia? Quantas “linhas do tempo”? Quantas mensagens, por dia, lhe chegam por WhatsApp? Quantos e-mails? Uma vez que ciência e sociedade fazem parte de uma mesma realidade, é natural que ambas vivenciem questões semelhantes, como a dificuldade de lidar com o dilúvio de informações as mais diversas. Todos os dias, surgem novos canais de comunicação por toda parte e escolher o que acompanhar fica cada vez mais complexo. Escolher o que ler é ainda mais complicado, num universo de hiperlinks por toda parte e de “pouco tempo” para textos com mais de três parágrafos. 

Nesse cenário, fica cada vez mais difícil encontrar artigos acadêmicos que nos interessem ou que possam ser úteis em nossas pesquisas. 

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Educação do campo no ensino superior: jovens iniciativas ameaçadas

Educação do campo no ensino superior

 

Não se pode negar o significativo número de conquistas sociais geradas da década de 2000 para cá, em sentido oposto ao que se vê nos últimos dois anos. No campo da educação superior, houve espaço para medidas como o ProUni e o Reuni, apenas como maiores expoentes entre vários exemplos, que promoveram a ampliação em mais de 100% do acesso à educação superior no país. Em 2001, o número de matrículas contava com pouco mais de três milhões, enquanto em 2016, de acordo com o último censo divulgado pelo governo, esse número passava de oito milhões [https://bit.ly/2ujqmFt].

É na esteira dessas conquistas que as lutas por políticas públicas em torno de uma educação do campo democrática no Brasil, protagonizadas por movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG) e outros, começam a colher certos frutos. Entre tais iniciativas, o meu foco aqui são as licenciaturas para a educação do campo e meu local de fala é o de um dos professores do curso denominado Licenciatura em Educação do Campo (LEC), voltado para a formação de professores da educação básica nas áreas de ciências da natureza e linguagens e códigos, ofertado pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Em dissertação de mestrado de 2017i [dissertação intitulada Educação do Campo no Vale do Jequitinhonha: um olhar sobre o PROCAMPO defendida pelo Programa de Mestrado Profissional Interdisciplinar em Humanidades da UFVJM, disponível em: [https://bit.ly/2uGv9hw], Carolina Vanetti Ansaniressalta que na história da luta por uma educação do campo mais democrática, nasce em 2008 o Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (PROCAMPO) que promove a abertura de cursos-piloto para formação de professores do campo como reflexo de iniciativas como o curso Pedagogia da Terra da UFMG e parcerias entre a Escola Nacional Florestan Fernandes e universidades federais. 

O PROCAMPO, então, torna-se uma iniciativa importante para a educação de ensino superior voltada para as especificidades do campo, como pressupõem as orientações epistemologicamente calcadas no interacionismo, como aponta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996. O programa vem se consolidar com a elaboração do Programa Nacional de Educação do Campo (PRONACAMPO), no ano de 2012, já no governo Dilma Roussef. O divisor de águas para ocrescimento das iniciativas foi um editaldo Ministério da Educação que selecionou 45 instituições federais de ensino superior [https://bit.ly/2LiBZR9] para a criação de cursos regulares de licenciatura em educação do campona modalidade presencial (edital 3 SESU/SETEC/SECADI/MEC de 31 de agosto de 2012). O edital também promoveu a abertura de novas turmas nos cursos em andamento pelo PROCAMPO e garantiu a essas instituições a contratação de 15 professores para cada curso e o acesso a recursos oriundos diretamente da União no âmbito do Plano de Ações Articuladas, sem onerar o caixa das universidades, o que se mostrou uma política acertada diante do que se construiu a partir de então.

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multi-frag-letramento-digita-e-tal 

multi-frag-letramento-digita-e-tal

 

Quantas lasquinhas de mundo espalhadas pela rede! Quantos pedacinhos de nada com cara de alguma coisa. Quantas opiniões parciais e frases de efeito que nos dão a sensação de profundidade, mas que, na verdade, não passam de baboseira sem valor. O saber se desintegrou, o mundo se desintegrou: quase tudo virou um monte de fragmentos de todas as coisas que, ao final, são um monte de coisa nenhuma. E daí? E daí os tempos mudaram, as tecnologias mudaram, as formas de acesso ao saber mudaram, mas, as pessoas, muito pouco! Nossa cognição ainda é a mesma, nossos sentimentos e a forma como nos educamos também. Nossos padrões de pensamento e a maneira como construímos nossa visão de mundo é tal qual há vinte ou trinta anos. Ainda precisamos ser civilizados, disciplinados, ensinados a nos concentrar e a compreender os assuntos mais profundos, pois não nascemos sabendo nada disso, mesmo que tenhamos nascido na geração digital. E é aí que entra o perigo da fragmentação: como ajunta um monte de coisas sobre mais um monte de coisas (mesmo que quase sem valor algum) ela nos dá uma falsa sensação de segurança e de saber. Pensamos que sabemos muito e acabamos nos conformando com isso. Mas, na real, não sabemos de quase nada – e nos sentimos satisfeitos assim! Três tuítes e o carinha acha que tirou o ensino médio, mais duas postagens de Facebook já fazem ele acreditar que tem nível superior. Junte mais dois PowerPoints malfeitos sobre livros quaisquer e o sujeito acredita que é mestre e, com mais meia hora de Instagram, se acha doutor – e o pior! –, pronto para opinar sobre tudo! Nada de longas leituras, nada de livros, nada de tratados, nada de ensaios profundos... agora, é a ilusão do multi-frag-letramento-digita-e-tal que manda no mundo! É uma pena! O multiletramento é importante! Mas, acreditar que alimentar a mentesó de lasquinhas de conhecimento é multiletramento é uma enorme ilusão! A consequência dessa ilusão é nos tornamos superficiais e arrogantes! A fragmentação do mundo fez isso conosco. Agora não há mais espaço para sentar-se e ler um grande texto, com todo o seu poder transformador e educativo! Queremos resumos e resenhas, introduções que saltam para as conclusões, e jogamos fora os miolos. Estamos vivendo das cascas das bananas, pois seu conteúdo é sistematicamente desprezado. Temos pressa! Sempre temos pressa! Por isso, não gostamos mais de ler longos textos que nos civilizariam e que nos ensinariam em profundidade, desenvolvendo poderosamente nossa mente! Não queremos mais o pesado e doloroso conhecimento que construiu a ciência e a fé – sim! o conhecimento é doloroso, pois abala as realidades! Esquecemos as longas e sérias conversas, nos perdemos nas palestras, que já não entendemos mais. Não queremos mais os filósofos, os pensadores nem os livros sagrados. Queremos pitadas, lasquinhas, pedacinhos, pequenos bocados fáceis de ingerir e de digerir – mas enganadores!!! Ama mos o s frag men tos! Qu an to m a i s f á c i l m e l h o r! Qu ant o m en or me lh o r! Nos s a ment e st á enfr a q ue c en d... Fr ag me nt o s... p o r fa v o r!! S ó f r @g me n t ... s... s... d e s... co ne x o s ... ----------- 00 00... # v a z i o...

 

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Qual política linguística?

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quem mexe na(s) língua(s)?

Parece existir um desentendimento antigo entre linguistas e não linguistas em relação à língua, um objeto que, mesmo por motivos diferentes, suscita o interesse de todo mundo. A linguagem é assunto de discussão e objeto de polêmica em qualquer sociedade, pois não há como escapar da normatividade que rege os usos da língua. As práticas sociais que Deborah Cameron (1995) chama de “higiene verbal” existem sempre que as pessoas refletem criticamente sobre os usos linguísticos, próprios ou alheios. Embora muitas opiniões sobre as convenções linguísticas se manifestem realmente sob a forma da intolerância, isso não invalida a importância das avaliações das práticas de linguagem, que fazem parte da vida social.

“a voz do linguista, que invoca a neutralidade da ciência na observação crua dos fatos, se for convocada, costuma levantar vagas de incompreensão, e mesmo de indignação, pelo seu aparente relativismo”

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Poesia na sala de aula

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Poesia na sala de aula é um livro que vem nascendo há muitos anos. Vem nascendo da vivência da leitura do poema em sala de aula nos mais diversos níveis de ensino. Com o tempo, a ele foram sendo incorporadas novas reflexões, leituras, indicações. Mas a base do livro é pensar caminhos para a leitura do poema, fugindo do modelo tradicional fornecido pelo livro didático.

 

“A base do livro é pensar caminhos para a leitura do poema, fugindo do modelo tradicional fornecido pelo livro didático”

 

Em Poesia na escola, defendo que o estudo da poesia não deve começar muito cedo. Mas a leitura, a aproximação mais lúdica do poema deve e pode começar o mais cedo possível. Até o final do ensino fundamental o eixo não deve ser o estudo, e sim a apreciação, a convivência cotidiana com os mais diversos tipos de poemas.  Para isso, a leitura oral é a chave, a porta de entrada para a aproximação do poema.

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O sistema de pronomes pessoais está balançando

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COME EU, RENAN!

Como se tornou notório, um jornalista de gabarito entrevistou sósia de Filipão e publicou a matéria. Depois que tudo ficou esclarecido, ele pediu desculpas etc. O episódio não me interessa como barriga, mas apenas em razão de uma das afirmações do jornalista: – Realmente foi um erro tolo. Agi de boa fé. Percebi o erro e corrigimos, deu para corrigir. Não prejudiquei ninguém, a não ser eu mesmo.

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DANIEL SANTOS
Outro exemplo atualíssimo é a música da dupla Fernando e Sorocaba, muito conhecida pela juventude e por quem nem é tão jovem assim... Leia Mais
Terça, 19 Junho 2018 14:46
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Texto e feminismo

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— Meu filho, sai desse computador e vai terminar o dever de casa!

— Eu tô fazendo o dever de casa. É uma pesquisa pra um texto.

— Sobre o que você tá pesquisando?

— Era pra fazer uma pesquisa sobre um movimento social e eu resolvi pesquisar sobre o feminismo. Não entendi ainda essa frase aqui: “Feminismo é a ideia radical de que as mulheres são gente”. Teve alguém em algum lugar que achou que as mulheres não eram gente?

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Inglês como “língua franca” na publicação de periódicos acadêmicos

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Uma crítica

 

A tendência para publicar em inglês é resultante de políticas neoliberais que afetam os objetivos, as atividades e as condições de trabalho no ensino superior.

Tradução: Raquel Salek Fiade Flávia Danielle Sordi Silva Miranda

 

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INGEDORE KOCH

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INGEDORE KOCH in memoriam

 

 

Uma das coisas bacanas da semana que passou foi poder homenagear a Inge no evento de Linguística de Texto no Abralin em Cena, em Teresina, no Piauí. Segue abaixo o texto que escrevi para a ocasião: 

 

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VAMOS ESTUDAR BANTO?

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Formação do português brasileiro

 

 

O destaque que as práticas religiosas de matriz iorubana adquiriram na cultura brasileira, especialmente na baiana, teve como consequência um desequilíbrio no interesse pelas línguas africanas que deram sua contribuição à formação do português brasileiro. Ocorreu uma supervalorização do iorubá e uma quase invisibilização das línguas do grupo banto (quimbundo, quicongo e umbundo), que tiveram um impacto muito mais profundo na nossa língua. Muitas pessoas, em busca das raízes africanas da nossa formação social e cultural, ou em busca de suas próprias raízes étnicas, se dedicam ao estudo do iorubá, considerado como o componente principal dessas raízes.

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Língua portuguesa em pauta 

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CONVERSA COM CARLOS ALBERTO FARACO

 

 

No âmbito do projeto “O Tamanho da Língua”, Carlos Alberto Faraco, professor titular aposentado e ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, durante uma tarde na Livraria do Chain, em Curitiba, conversou comigo sobre o tema a que tem dedicado seus 45 anos de vida acadêmica: a língua portuguesa.

 

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