Blog da Parábola Editorial

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Hip-hop como prática de letramento

Hip-hop como prática de letramento

Letramentos de reexistência: uma história


Na docência, em nível básico ou superior, sempre temos nossa disciplina predileta, aquela que faz o olho brilhar e que a cada semestre nos leva a rever, com “furor pedagógico”,  as anotações feitas, replanejar aula a aula, buscar textos e pensar projetos como se fôssemos nós mesmas a sentar nas carteiras. Minha paixão é Língua, Poder e Diversidade Cultural, que leciono nas turmas de graduação do
bacharelado interdisciplinar.   A disciplina busca problematizar algumas das ideias que sustentam a construção da noção de Brasil Nação, analisar implicações políticas, sociais, culturais para os dias atuais, perceber as intrincadas relações de poder nas quais estamos inseridos e de que maneira diferentes grupos sociais subalternizados reinventam, reconhecem, nominam, práticas que têm a intenção e permitem  viver-burlar a morte simbólica e mesmo física. 


Na sala de aula, trabalhamos com as reexistências da população em situação de rua, de grupos de quilombo, de pescadores, de lésbicas, transexuais, grupos de K.POP, de rock,  de estudantes africanos, de estudantes cotistas, grupo de proteção de mulheres em situação de violência,  e outros tantos que ao longo do semestre vamos descobrindo próximos.  Focando o histórico da população negra no Brasil e mais especificamente os jovens da cultura hip-hop, interessa saber dos usos das diversas modalidades de linguagem que os ativistas realizam, reportando-se às matrizes africanas e afro-brasileiras, bem como os saberes escolares e os da cultura de rua.

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Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Análise do discurso: o debate político e as aulas de português

Duas pequenas frases

Ler textos é sempre uma atividade complexa. Foi-se o tempo em que se imaginava que uma mensagem poderia ser codificada, se por “codificada” se entendesse que todo o sentido deveria estar expresso por signos organizados segundo regras, sejam da sintaxe, sejam do texto. Hoje se sabe que grande parte do sentido está implícito (uso esse termo para recobrir um conjunto diferente de estratégias).


O que não está expresso e, no entanto, o leitor “descobre” é, frequentemente, um conhecimento, um saber evocado. Para usar um exemplo bem banal (comentado por Umberto Eco em um de seus livros): se numa viagem de carruagem nunca se fala dos cavalos, isso não significa que eles não estão na história. Se, ao final, numa parada, o viajante pede que os cavalos sejam alimentados, nenhum leitor vai estranhar. Ele sabe que carruagens são puxadas por cavalos.

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Por que é difícil incentivar o hábito de leitura na transição da infância para a adolescência?

Por que é difícil incentivar o hábito de leitura na transição da infância para a adolescência?

Hábito de leitura na transição da infância para a adolescência

Silviane Barbato (UnB)
com Mila Junger (Estudante de Ensino Médio)

 

Desafios da transição da infância à adolescência


Os momentos de transição implicam desafios que podem gerar dificuldades. Cada um de nós é produto de um emaranhado da história pessoal e da história coletiva, e esse diálogo entre a pessoa, as comunidades das quais faz parte e a cultural societal vai gerando novas formas de sentir e atuar no mundo.


As transições são dinamogênicas, isto é, geram desenvolvimento e abrem possibilidades de mudança. As dificuldades podem ser enfrentadas e, com a compreensão do que está ocorrendo, podemos produzir novas formas de fazer com foco na inclusão de todos. Estratégias e modos de enfrentamento podem ser ensinados, abrindo-se espaço para a expressão pessoal das crianças em transição e incentivando a produção da autonomia, independência intelectual e da colaboração em grupo.

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Libras? Que língua é essa?

Libras? Que língua é essa?

Confrontando discursos sobre a língua brasileira de sinais


O título deste texto traz à memória a publicação de Audrei Gesser, o livro LIBRAS? Que língua é essa? publicado pela Parábola Editorial em 2009. Outro dia, eu disse a Audrei que esse era um livro que eu gostaria de ter escrito. Pelo linguajar claro, pelo didatismo e pelo ineditismo. Sim, ineditismo. Pode até parecer que estou dando os louros para quem chegou muito depois, mas publicações anteriores na área ou versavam sobre a “surdez” de uma forma muito geral, ou sobre a Libras de uma forma mais técnica. Ou seja, oito ou oitenta. A pergunta que coincide com o título do livro de Gesser e da escrita deste texto talvez hoje não esteja mais tão presente na mente dos brasileiros, muito em face das explicações contidas naquela publicação. Que bom!

Em relação às outras línguas faladas no Brasil além do português, a LIBRAS é uma língua de inegável evidência. Hoje já vemos as pessoas utilizando a língua de sinais nas ruas (pelo menos eu percebo!), nos estabelecimentos comerciais, televisão, universidades etc. Numa ubiquidade maravilhosa e libertária, já que a Libras por muito tempo ficou relegada ao uso caseiro e às instituições de ensino para surdos no Brasil. Não que a população surda brasileira tenha crescido em relação às outras décadas, não! Mas, ela ganhou visibilidade. Apareceu graças à mudança de olhar, que se deu em grande parte por conta dos estudos de educadores, linguistas e da luta da própria comunidade surda, atualmente mais empoderada.

Os surdos expandiram os locais de uso de sua língua e ganharam legitimidade para isso (cf. lei 10.436/2002). Embora ainda não seja uma das línguas oficiais do nosso país, arrisco dizer que a Libras é a segunda língua mais falada no território nacional, depois do português, pois a comunidade surda chega a quase 1,5 milhões de pessoas usuárias (IBGE, 2010). “Sociolinguisticamente” falando, a situação da língua não é a ideal para uma comunidade de fala (em termos de aquisição e prática), porque a surdez é randômica. Nunca se sabe se alguém nascerá surdo ou não. E não existe uma cidade, estado ou país só de surdos. O que existe é uma comunidade bastante heterogênea, a maioria filhos de pais ouvintes não sinalizadores, mas que em grande parte, cedo ou tarde passam a conviver com a Libras e a aprendem no contato linguístico. A comunidade surda brasileira existe tanto presencialmente em associações e escolas de surdos, quanto virtualmente, nos espaços de discussão e diversão na internet.

Contudo, mesmo com os avanços acima descritos, é comum enfrentarmos o discurso daqueles que, baseados em sua experiência gestual, afirmam que as línguas de sinais não seriam suficientes para possibilitar o desenvolvimento linguístico de um indivíduo. Felizmente, não há mais como dar um passo atrás. Estamos muito evoluídos em termos de conhecimento científico sobre a autonomia linguística das línguas de sinais para se dizer o contrário. Somos comprovadamente seres providos de uma determinação biológica que reconhece inputs de diferentes qualidades¹, a saber:

(a) sonoros = línguas orais utilizadas pelos ouvintes;
(b) visuais = línguas de sinais utilizadas por surdos videntes;
(c) táteis = línguas de sinais utilizadas por surdos cegos.

 

Aproveito para remeter o leitor ao primeiro manual de línguas de sinais publicado², onde podem ser encontradas referências de pesquisas realizadas com mais de cinquenta línguas de sinais já estudadas no mundo. Não há mais como dizer que as línguas de sinais não são línguas naturais e humanas!


Três principais áreas da ciência lidam mais diretamente com as pessoas surdas: a educação, a linguística e a medicina (otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos principalmente).  A partir dessas, outras áreas correlatas também se ocuparam de investigar a surdez e seus desdobramentos materiais como a tradução, a política, a psicologia e algumas outras. Neste texto, vou me ater às três primeiras áreas, tentando pontuar suas principais contribuições ou retrocessos.
 

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Os gêneros do discurso na sala de aula

Os gêneros do discurso na sala de aula

Como exercitar os gêneros do discurso com alunos do curso de Letras?


Os estudantes do curso de Letras podem ter uma profícua experiência no mundo dos gêneros textuais/discursivos em duas dimensões:

(I) dimensão da vivência como leitor e produtor de textos orais e escritos nas diversas esferas sociais em que os gêneros (primários e secundários) forem utilizados no processo de interação verbal;

(II) dimensão da vivência como professor em formação que precisa conhecer teorias e encaminhamentos para o trabalho de leitura e de produção de textos na perspectiva dos gêneros.


Nas dimensões apontadas, defendo a ideia de “vivência” no sentido de experimentar, na literalidade do termo, e de ter experiência como leitor para formar leitores; ter a experiência de produtor de textos orais e escritos para ser professor de práticas orais e escritas; ter a experiência de analisar a configuração estrutural e composicional, a dinamicidade heterogênea e multifacetada, bem como a circulação ampla e irrestrita dos gêneros textuais para poder conduzir os diálogos que levam à interpretação e construção de sentidos do texto (verbal ou não verbal).

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Linguística na sala de aula

Linguística na sala de aula

Cinco livros de Carlos Alberto Faraco que todo professor de Letras deveria ter

 

A linguística é a ciência que estuda a linguagem verbal humana. O profissional linguista se dedica ao estudo das línguas e suas dimensões, assim como: sua estrutura, a maneira como a utilizamos, sua história e suas relações com as sociedades. 


Carlos Alberto Faraco é um linguista brasileiro, professor de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, da qual foi reitor no período 1990-1994. Tem experiência na área de linguística, com ênfase em linguística aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Bakhtin, discurso, dialogismo, história do pensamento linguístico, linguística e ensino de português.


Suas obras são adotadas em diversas faculdades de Letras. Veja uma relação de cinco livros do autor que todo professor de linguística deveria ter:

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Coesão textual: seis dicas para melhorá-la na produção de texto

Coesão textual: seis dicas para melhorá-la na produção de texto

O uso correto da coesão na produção textual

Você já deve ter ouvido alguém dizer: “Ah, eu até tenho boas ideias, mas não sei colocá-las no papel”. Pois é, isso normalmente acontece porque a pessoa deve ter alguma dificuldade com a coesão textual.


Muitas publicações falam sobre esse tema. Mas vamos tentar resumir em seis dicas aquilo que é mais importante de se pensar na hora  da produção de texto.


Antes, porém, é preciso lembrar que coesão textual forma um tipo de “par” com a coerência. A coerência é o bom encaixe das ideias presentes num texto. Isto é, um texto coerente, normalmente faz sentido, porque as ideias (o seu conteúdo) estão convivendo harmoniosamente lá dentro. E como se consegue isso? Com a coesão textual.


E o que é a coesão textual? Basicamente é palavra certa no lugar certo. Quer dizer, o modo como você organiza as palavras no texto para que as pessoas entendam aquilo que você quer transmitir a elas quando forem ler o que você escreveu.

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A falta de leitura pode destruir um país.

A falta de leitura pode destruir um país.

A leitura pode salvar ou destruir um país?

 

Numa oportunidade, no Rio de Janeiro, estive com Anna Rennhack, pedagoga e mestra em educação, que, por cerca de 13 anos, exerceu o cargo de gerente de Relações Institucionais no Grupo Record. Seu foco principal eram as vendas para o governo. Dela, ouvi uma informação preocupante, mas que precisa ser mais discutida e que já provocou inúmeras baixas no mercado editorial, de pessoas e empresas, e, se não estivermos atentos, pode provocar um dano muito maior à educação, à formação de leitores, ao futuro de nossos profissionais de todas as áreas. Pois bem, Anna Rennhack foi quem me deu o start deste artigo.            Anna Rennhack


Há dois anos um tipo de compra de livros está paralisado: são as compras de livros para bibliotecas das escolas feitas no quadro do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). Tudo indica que não haverá compras em 2017 e, hoje, nada parece desanuviar o cenário para 2018!

Em 2014, último ano em que houve compras do PNBE, elas representaram quase 20 milhões de livros infantis e juvenis, correspondendo a 66% do mercado infantojuvenil. Isso significa dizer que nos últimos dois anos o mercado editorial neste segmento encolheu para 1/3 do que costumava ser.

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Bastidores dos estudos da variação linguística no Brasil

Bastidores dos estudos da variação linguística no Brasil

Relato de Stella Maris Bortoni-Ricardo

 

Enviou-me a Parábola Editorial sugestão de que eu escrevesse sobre curiosidades de variação linguística. O tema é oportuno porque o Brasil é a nação onde o modelo epistemológico e metodológico da variação linguística alcançou o mais amplo desenvolvimento, se considerarmos todos os países em que a língua ou línguas nacionais têm sido objeto desses estudos.


Quem me afirmou isso foi William Labov, e essa para mim já é a primeira importante curiosidade sobre o tema. No início da década de 1990, eu havia recentemente retornado de um estágio de pós-doutorado na Universidade da Pensilvânia, onde William Labov leciona há muito tempo, quando fui prazerosamente surpreendida com um amável convite de colegas linguistas da UFRJ para ir ao Rio de Janeiro encontrar-me justamente com o professor Labov. O convite partiu da saudosa amiga Alzira Tavares de Macedo, linguista do Departamento de Linguística e Filologia da Faculdade de Letras da UFRJ.

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Linguística contemporânea

Linguística contemporânea

Relativa cortadora: Que história é essa?

Recentemente, folheando a revista de bordo da Azul, topei com uma página inteira de propaganda da própria empresa que trazia, no alto e em letras bem grandes, a seguinte frase: “Você acumula pontos todos os meses para fazer aquela viagem que sonha todos os dias”. Claro que na mesma hora guardei a revista na mochila para incluir o achado no meu banco de dados. Por quê? Porque é um indício de uma mudança linguística que já se completou. Como assim?


Desde os anos 1970, diversos linguistas brasileiros vêm se dedicando a estudar o fenômeno chamado estratégias de relativização. As orações iniciadas por um pronome relativo (que, cujo, o qual etc.) são rotuladas tradicionalmente de “orações adjetivas”, mas na pesquisa linguística contemporânea recebem o nome de orações relativas. Quando o verbo é transitivo direto, tudo se passa sem nenhuma surpresa: “O carro que comprei é vermelho”. Mas quando o verbo é transitivo indireto, ou seja, quando o complemento desse verbo é introduzido por uma preposição, a coisa muda de figura. Onde a prescrição tradicional exigiria, por exemplo: Ninguém imagina os problemas por que / pelos quais eu tenho passado”, o que de fato ouvimos (e lemos) é: Ninguém imagina os problemas que eu tenho passado. Onde foi parar a preposição? Ela foi apagada ou cortada, justamente por isso essa construção é chamada de relativa cortadora.

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Meus alunos não gostam de ler!

Meus alunos não gostam de ler!

Dicas para estimular o hábito de leitura dos alunos na sala de aula

Material produzido por Carla Viana Coscarelli
e pela
 equipe do Redigir, FALE/UFMG


Isso acontece com frequência, mas não é o que queremos para nossos alunos, não é mesmo?


Aqui vão algumas dicas para você pensar sobre essa questão e encontrar algumas saídas para ela.


Detectando problemas:

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A importância de trabalhar literatura nas escolas

A importância de trabalhar literatura nas escolas

Veja uma lista de livros imperdíveis para trabalhar literatura na sala de aula.


É por meio da literatura que os alunos desenvolvem a imaginação, o hábito de leitura, o pensamento crítico e suas emoções. E mesmo sabendo que o ensino de literatura não está tão presente nas escolas como deveria, o cuidado para não tornar essa disciplina tão importante monótona deve ser tomado.


Para isso, listamos aqui quatro livros imperdíveis que lhe ajudarão a trabalhar o ensino de literatura e a prática da crítica literária em sala de aula.

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O que estamos aprendendo com as ocupações estudantis?

O que estamos aprendendo com as ocupações estudantis?

 Um convite à reflexão

 

Absolutamente nada.

Estamos, grosso modo, perdendo o bonde da história, aquele que está passando, e por medo de não sabermos direito o itinerário, ficamos parado no ponto esperando que venha o de sempre.

 

O bonde de sempre é guiado pelos rostos de sempre. Aqueles que todos conhecem. Gente do naipe de Eduardo Cunha & Cia.

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Línguas estrangeiras - Inglês “pra inglês ver”

Línguas estrangeiras - Inglês “pra inglês ver”

A importância de valorizar o ensino de línguas estrangeiras na escola regular brasileira



Nesta entrevista, os organizadores e autores de Faça a diferença: ensinar línguas estrangeiras na educação básica, Laura Miccoli e Alex Garcia da Cunha abordam a importância dos benefícios de se aprender uma segunda língua, especialmente o inglês, ainda na infância, nas escolas públicas e privadas e o quanto este ensino é desacreditado por alunos e professores na escola regular do Brasil. Para aprender uma segunda língua, o aluno precisa pensar menos em vocabulário e gramática e mais no uso da língua estrangeira.


1. O avanço extraordinário da tecnologia é feito em língua inglesa. Que perspectivas tem a pessoa que chega à idade de trabalhar e não sabe inglês


Não saber inglês pode reduzir as possibilidades de entrar no mercado de trabalho em atividades de nível superior e até mesmo de nível médio. A pouca oferta de vagas aumenta a disputa por postos de trabalho e quem tiver mais a oferecer sairá na frente. Um empregado com domínio de mais que apenas a língua materna potencializa as oportunidades de trabalho e daquilo que pode oferecer à empresa contratante, tornando-se mais atraente ao empregador. 
 

Em outras palavras, não saber inglês ou mais línguas estrangeiras pode prejudicar quem deseja entrar no mercado de trabalho. 

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Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Os principais desafios para o professor de língua portuguesa 

Um bom professor de língua precisa entender que atualmente se considera o texto como elemento fundamental que possibilita a interação verbal, na oralidade e na escrita. Ele é entendido como unidade de comunicação, formada por elementos do sistema linguístico e por aspectos relacionados a seu uso. Nessa perspectiva, o texto é formado por sua estrutura morfossintática (elementos lexicais e gramaticais organizados de acordo com regras do sistema da língua), pelos seus níveis de significação e pelas suas possibilidades pragmáticas de interpretação, presentes quando a unidade textual está inserida em contextos específicos de uso.

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Ensino de línguas estrangeiras na educação básica

Ensino de línguas estrangeiras na educação básica

Como ensinar inglês e outros idiomas na educação básica?

 

A Parábola Editorial me incumbiu a tarefa de escrever um texto em resposta à pergunta: Como ensinar inglês e outros idiomas na educação básica? É tarefa difícil responder a essa pergunta em um texto curto e mais difícil ainda se tratarmos das escolas públicas. Afinal, as escolas privadas, em sua maioria, possibilitam aos alunos aulas de idiomas de qualidade por possuírem a infraestrutura necessária, disponibilizando equipamentos e materiais didáticos a alunos e professores. Além disso, série após série, elas conseguem manter uma sequência de ensino, com um número razoável de alunos por turma, garantindo-lhes a possibilidade de desenvolverem inclusive a fala e a compreensão oral. Há escolas privadas que contratam os serviços de institutos de idioma, geralmente, de inglês, para se responsabilizarem pelas aulas. Não há, portanto, necessidade de eu escrever mais sobre elas aqui.

ESCOLAS PÚBLICAS

A realidade das escolas públicas, infelizmente, é outra se sairmos da esfera federal e nos mantivermos nas esferas municipal e estadual. Geralmente, faltam equipamentos e materiais didáticos. Às vezes, a carga horária semanal é baixa e as turmas são grandes. Em algumas escolas, há ainda o problema de os alunos terem aulas de uma língua em um ano, como, por exemplo, espanhol, e de outra língua no ano seguinte, como, por exemplo, inglês. Essa descontinuidade traz óbvios prejuízos para a aprendizagem.

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IVO NÃO VIU A UVA

IVO NÃO VIU A UVA

Redação do Enem 2016 


Gente, ficou impossível não falar da redação do ENEM 2016, com o tema: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.


Grata surpresa foi ver que o ENEM manteve, na linha dos últimos temas escolhidos, a decisão de levar os estudantes a refletirem e escreverem trinta linhas sobre um assunto de impacto decisivo para o ordenamento social brasileiro, para nossa convivência cotidiana na luta pela defesa de nossos interesses mais legítimos. Não à toa o senso comum recomenda: “Religião e política não se discutem!”, dado o potencial explosivo desses dois temas que, na verdade, são mais que temas, posições pelas quais se vive e se morre na longa duração da história humana.

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Está na faculdade de Letras?

Está na faculdade de Letras?

Cinco livros de cabeceira para quem é estudante de Letras


Presente nas universidades brasileiras,  Letras é uma graduação para quem gosta muito de ler e escrever. Com duração de aproximadamente 4 a 5 anos para os cursos presenciais, a graduação – que geralmente é divida em bacharelado e licenciatura – prepara o estudante para atuar como professor na sala de aula dos ensinos fundamental e médio.

 

Ser professor, porém, não é a única opção de carreira dos estudantes do curso de Letras: também é possível trabalhar como editor, revisor, copidesque, intérprete, tradutor, redator ou escritor.

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Novos letramentos e o impacto das mídias digitais no ensino

Novos letramentos e o impacto das mídias digitais no ensino

Novas práticas de letramentos

Durante as últimas décadas, temos observado desenvolverem-se novas práticas de letramento e novas maneiras de estabelecermos participações sociais, das quais as escolas não podem, não devem ficar de fora.

Chama-nos a atenção o fato de que essas novas construções são desenvolvidas normalmente por jovens, apoiados em ferramentas digitais de edição, pós-produção (de imagem, vídeo e áudio) e por formas de distribuição independente.

Esses jovens, a partir de suas próprias necessidades e objetivos, desenvolvem novas maneiras de criar, distribuir e negociar significados, nas quais se confundem os papéis de leitor, espectador e, de maneira híbrida, constroem produções como as que vemos disseminadas em redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube (veja exemplos abaixo).

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Por que estudar Filosofia da Linguagem?

Por que estudar Filosofia da Linguagem?

O estudo da Filosofia da Linguagem


Pais ouvem com admiração as primeiras palavras, os balbucios de seus bebês. A sensação é a de que se trata de um ser já capaz de algum tipo de comunicação. Pois bem, os signos, os sinais, os meios para significar algo, a compreensão dos múltiplos sentidos que nos permitem relações com outras pessoas, isso tudo seria impossível sem a capacidade de falar. Para poder raciocinar, pensar, analisar, e mesmo utilizar os sentidos e sensações pela nossa presença no mundo, pelo nosso corpo, em tudo isso e muito mais, lá está ela, a linguagem.


A Filosofia da Linguagem tem por objetivo refletir sobre os vários aspectos da linguagem, tais como o uso para significar nossas intenções e propósitos, nos situarmos na comunidade linguística, referirmo-nos ao mundo e ao que nos cerca. Mas, pergunta-se o filósofo, como se dá esse processo? Podemos pensar sem a linguagem? Quais são as escolas de pensamento e os principais filósofos que se dedicam ou se dedicaram à reflexão sobre os signos, qual são as funções da linguagem, o incrível poder das palavras para comunicar em tantas e tão variadas ações humanas?

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