Blog da Parábola Editorial

Variação linguística no ensino de língua portuguesa

Variação linguística no ensino de língua portuguesa

Os problemas mais sérios no tratamento dado à variação linguística nos livros didáticos

Os livros didáticos (LD) constituem, em muitos ambientes escolares, sobretudo no universo do ensino público brasileiro, a principal (quando não única) ferramenta para o processo de letramento não só dos alunos (e, muitas vezes, de suas famílias) como também dos próprios docentes, cuja formação é reconhecidamente precária, insuficiente. Fornecer a esse público discente-docente livros de boa qualidade teórica e metodológica, sintonizados com os avanços das ciências da linguagem e da educação, representa, portanto, uma política de aprimoramento do ensino e, consequentemente, de construção da cidadania. A importância dos livros didáticos na educação brasileira em geral e na educação em língua materna em particular é claramente demonstrada pelo volume de publicações que, nos últimos anos, vem se acumulando em torno do tema.

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Estudos e pesquisas em Linguística Aplicada

O que se tem compreendido nas pesquisas em Linguística Aplicada

Vou tentar pontuar três aspectos interrelacionados, situando em primeiro lugar o campo aplicado dos estudos da língua(gem) que, no Brasil, é designado genericamente por Linguística Aplicada; em segundo lugar apontando os principais desafios que têm feito avançar a discussão interna ao campo e em suas interfaces com outros campos de estudo em que a língua(gem) tem papel significativo. Sendo que tal discussão é geralmente suscitada por pesquisas, por reflexões que considero de ponta no sentido de produzirem questionamentos, de problematizarem ortodoxias bem estabelecidas, no sentido de nos tirarem, portanto, dos automatismos e desfazerem a crença da unicidade e do privilégio de significações estabilizadas. Daí a relevância que temos atribuído a esses desafios.

Em primeiro lugar, então, gostaria de situar muito rapidamente o campo de estudo que me serve de referência nas considerações que me proponho a apresentar aqui. Isso porque, no Brasil, o campo aplicado dos estudos da língua(gem) é um campo não unificado, tanto do ponto de vista teórico-metodológico, ou seja, do ponto de vista dos modos de se produzir conhecimento, quanto do ponto de vista curricular em instituições de ensino, ou seja, do ponto de vista das disciplinas e linhas de pesquisa filiadas a esse campo nos currículos de graduação e pós-graduação. 

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Sociolinguística em sala de aula

Sociolinguística em sala de aula

Como introduzir a Sociolinguística em sala de aula?

 

A Sociolinguística é um ramo dos estudos da linguagem que teve origem na chamada Linguística Estruturalista do século XX, mas que não adotou um de seus pressupostos herdados do suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913) e influenciados por Émile Durkheim (1858-1917): o de que há que se fazer uma distinção entre o fato social, a língua, e sua manifestação, a fala. A primeira, por ser social e compartilhada  é homogênea e, portanto, podia ser estudada e descrita, enfatizando-se as oposições que se estabeleciam em seu interior. Já a fala seria a província da variação e era infensa a regularidades.

 

Os estudiosos que vieram a ser chamados de sociolinguistas estavam em busca de regularidades também na fala heterogênea, isto é, no uso que os indivíduos fazem da língua. Muitos deles simplesmente descartaram a dicotomia saussuriana língua e fala, bem como a outra, chomskiana, competência e desempenho, que faz uma releitura daquela.Tal busca emergiu principalmente nos Estados Unidos, nas décadas de 1960 e 1970, quando aquele país assistia às reivindicações da população afro-americana, que deram origem à postulação dos Direitos Civis, depois transformados em lei. Nesse contexto, é fácil entender por que  os primeiros trabalhos de Sociolinguística se voltaram à descrição da variedade do inglês usada pela população estigmatizada.  A intenção era demonstrar que tal variedade era regida por regras linguísticas sistemáticas e previsíveis, que podiam ser identificadas por meio de análises estatísticas, até então não utilizadas nos estudos da linguagem.

 

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Você se interessa por linguística?

Você se interessa por linguística?

10 livros sobre linguística para você ficar craque no assunto

O que é linguística?

É a ciência que se ocupa em estudar as características da linguagem humana em seus aspectos fonético, morfológico, sintático, semântico, social e psicológico O profissional linguista, portanto, é um cientista que se dedica aos estudos a respeito da língua, fala e linguagem.

Alguns dos campos de estudo da linguística são:

Linguística AntropológicaLinguística AplicadaLinguística ComparadaLinguística DescritivaLinguística DiacrônicaLinguística EducacionalLinguística EstruturalLinguística GeralLinguística GerativaLinguística HistóricaLinguística NeurológicaLinguística QuantitativaLinguística Sincrônica
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26 de setembro: Dia Nacional do surdo

26 de setembro: Dia Nacional do surdo

26 de setembro, marco simbólico de inúmeras décadas de luta, pede nossa celebração.

DIA NACIONAL DO SURDO

Muitos podem não saber, mas todo 26 de setembro comemoramos, em nosso país, o Dia Nacional do Surdo. Sua celebração dentro do calendário nacional é bastante recente: de outubro de 2008, e foi instituída pela Lei Federal no. 11.796.

Como todas datas comemorativas, há uma história constitutiva e marcos sociais fundantes. Olhá-las com atenção nos revelam os caminhos pelos quais certas ideias se transformam no tempo, enquanto ação humana no mundo, embasadas em certos paradigmas.

E o que poderiam nos revelar seu dia de celebração e o ano de sua instituição oficial?

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Ensinar língua portuguesa a adolescentes conectados – tem jeito?

Ensinar língua portuguesa a adolescentes conectados – tem jeito?

Letramentos digitais, o caminho para conectar os jovens ao ensino de língua portuguesa

 

Separemos logo este título tão amplo – e complicado – em três ou quatro assuntos: ensinar língua portuguesa; a adolescentes; conectados. Três ou quatro? É que poderíamos começar, já de saída, separando o ensino e a língua portuguesa. Juntando os dois, no entanto, a luz recai sobre aquele algo do que posso falar, que é minha tarefa diária há anos… e nem por isso me parece resolvida e fluida. Menos ainda fácil. Mesmo na dificuldade, mesmo sem respostas, é importante trazer o tema à tona. Ou à tela.

 

Ensinar língua portuguesa

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A origem da língua portuguesa

A origem da língua portuguesa

Os livros que explicam a origem do português brasileiro

 

Quando os portugueses desembarcaram por aqui, em 1500, existiam no Brasil centenas de povos indígenas que falavam também centenas de línguas diferentes. Com a influência das línguas indígenas e africanas, a língua portuguesa foi se enriquecendo.

 

Hoje, falada por aproximadamente 250 milhões de pessoas, a língua portuguesa é a sexta língua mais falada no mundo, ficando atrás dos idiomas: 1º mandarim, 2º espanhol, 3º inglês, 4º hindu, 5º árabe.No Brasil falamos o português brasileiro, termo utilizado para classificar a variedade da língua portuguesa falada pelos mais de 200 milhões de brasileiros dentro e fora do Brasil. Portanto o português brasileiro é a variante da língua portuguesa mais falada, escrita e estudada no mundo.

 Na Parábola Editorial temos vários títulos que tratam do português brasileiro e suas origens, confira nossa seleção:

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A importância da leitura na infância

A importância da leitura na infância

Para ler e criar é só começar!

 

Ninguém nasce um leitor, é preciso aprender a gostar da leitura. E para isso, é necessário estabelecer um vínculo de prazer com o ato de ler.

 

A sociedade atual tende a estimular os sentidos à exaustão, oferecendo uma superdose de imagens e movimento. Assim, torna-se cada vez mais difícil despertar o interesse e a concentração da criança em um objeto estático e único: o livro.

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Ensino e aprendizagem da língua portuguesa

Ensino e aprendizagem da língua portuguesa

Tendências pedagógicas para o ensino de língua portuguesa: quais adotar?

Tendência: direção ou forma que algo toma em uma determinada época. É isso que nos diz o Caldas Aulete. Depreende-se daí que os contextos socioculturais, epistemológicos e filosóficos favorecem determinadas ideias e comportamentos. Isso se aplica a todas as esferas das atividades humanas, desde algo aparentemente sem muita importância, como a moda e o futebol, até a algo notoriamente importante, como a saúde pública e o ensino.

No que diz respeito ao ensino de língua portuguesa, há tendências que considero as mais adequadas nesta nossa contemporaneidade. E elas dizem respeito à forma como os professores concebem o ensino, a aprendizagem e a língua.

Durante muitas décadas, gerações de professores foram influenciadas pelo behaviorismo, segundo o qual é o professor quem transfere seus conhecimentos para a mente vazia dos seus alunos, cuja tarefa seria absorver passiva e corretamente tais conhecimentos. Na segunda metade do século passado, as ideias construtivistas de Jean Piaget e de Lev Vygotsky mostraram que o processo de aprendizagem é uma construção ativamente realizada pelos aprendizes. Tanto o amadurecimento biológico do indivíduo, como defendia Piaget, quanto a interação que ele estabelece com a sociedade, como enfatizava Vygotsky, contribuem para a construção de conhecimentos. À voz desses dois psicólogos uniu-se a do educador Paulo Freire, crítico ferrenho da concepção behaviorista de ensino e de aprendizagem, à qual ele deu o rótulo de concepção bancária.

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LUIZ ANTÔNIO MARCUSCHI

LUIZ ANTÔNIO MARCUSCHI

Sem tristeza, com muita saudade

 

A Parábola Editorial presta homenagem ao nosso autor, Luiz Antônio Marcuschi,  valendo-se das palavras de seus amigos e também nossos autores diante de sua partida....

 

 

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Saussure e seu impacto sobre a linguística

Saussure e seu impacto sobre a linguística

100 anos depois de publicado o Curso de linguística geral

 

Comemoramos em 2016 o centenário da publicação do livro Curso de linguística geral (CLG) atribuído por seus organizadores-editores ao linguista genebrino Ferdinand de Saussure (1857-1913).

O livro foi composto por Charles Bally e Albert Sechehaye, ambos professores na Universidade de Genebra, com base nas notas de cadernos de alunos que haviam frequentado os três cursos de linguística geral dados por Saussure nos anos letivos de 1907, 1908-09 e 1910-11.

A partir dos últimos anos da década de 1920, o CLG começou a ter grande repercussão, primeiro em linguística (assentando as bases da linguística estrutural sincrônica) e, depois, em antropologia (pelas mãos de Claude Lévi-Strauss) e em psicanálise (por meio da releitura que Lacan fez do pensamento de Freud). Na década de 1960, o “efeito Saussure” alcançou os estudos de semiologia e de teoria literária.

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Professor de Línguas - um novo olhar sobre a formação

Professor de Línguas - um novo olhar sobre a formação

Parceria sustentada em técnicas de coaching instrucional para a formação continuada de professores

 

FATO

É fato bem documentado na literatura que o ensino de língua estrangeira na escola pública brasileira encontra-se à deriva e os professores em um contexto de “solidão profissional”. Os cursos de formação continuada em serviço são escassos, para não dizer inexistentes na maioria das cidades, e o professor raramente tem a quem recorrer para compartilhar experiências, dúvidas, angústias e tantas nuanças de seu fazer profissional.

 

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O livro que faz você (+ seu filho adolescente) megafeliz

O livro que faz você (+ seu filho adolescente) megafeliz

A autora Françoize Boucher ensina como pais e filhos adolescentes podem ser mais felizes

 

O livro que faz você megafeliz (mesmo nos piores dias) é uma brincadeira séria. Assumindo o papel de “professora de felicidade” (como se pudesse existir uma professora dessas), Françoize Boucher, a autora do texto e das ilustrações, aborda o tema da felicidade, que tem um peso considerável e cada vez mais crescente na vida de todas as pessoas e que assume, tantas vezes, a forma de angústia na cabeça dos adolescentes. É nessa fase da vida que surgem perguntinhas nada fáceis de responder como:

 

1. Será que todo mundo pode ser feliz?

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A 24ª Bienal do Livro de São Paulo começa hoje, dando início à maior festa do mercado editorial brasileiro

A 24ª Bienal do Livro de São Paulo começa hoje, dando início à maior festa do mercado editorial brasileiro

Em sua 24ª edição, a Bienal do Livro vai até o dia 04 de setembro na capital paulista

 

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo chega à 24ª edição neste ano. A festa literária aconteceu pela primeira vez entre os dias 15 e 30 de agosto de 1970 e não tardou a se tornar a principal feira de livros do Brasil, conquistando mais e mais leitores a cada edição.

 

Há mais de 40 anos buscando promover a cultura e o acesso aos livros, a Bienal do Livro apresenta uma programação plural que abarcará as diferentes áreas do mercado editorial brasileiro. Livros universitários, literatura infantil, infantojuvenil, poesia, teatro – todas as categorias serão contempladas no evento. São 280 expositores ao todo nesta edição da feira.

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Que tal montar um clube de leitura em família?

Que tal montar um clube de leitura em família?

Começar um clube de leitura em família pode ser divertido (e econômico!)

 

Adolescentes pobres que conseguem ler

Numa remota infância numa vila da Zona da Mata Norte de Pernambuco chamada Upatininga, um grupo de crianças pobres, muito pobres mesmo, lia muito, lia tudo o que lhes caísse nas mãos.

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Literatura útil é inútil

Literatura útil é inútil

Literatura tem que servir para pais educarem filhos adolescentes?

 

Há muitas discussões sobre o papel imprescindível da leitura na educação dos adolescentes. E muito bem fundadas convicções de que a leitura pode vir a desempenhar, quando assimilada à rotina escolar, a função de catalisadora do melhor em cada leitor, impulsionando-o para grandes voos pessoais, profissionais…Realmente. Mas…espere! Há um risco evidente de grande reducionismo se essa visão se tornar uma abordagem instrumentalizadora da literatura.

 

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Dicas de leitura: ensinamentos que só uma autora com 22 filhos pode dar

Dicas de leitura: ensinamentos que só uma autora com 22 filhos pode dar

Em entrevista à Parábola, a escritora Françoize Boucher fala sobre seus livros, que são ótimas dicas de leitura não só para adolescentes, mas também para adultos

 

 

Entrevistamos Françoize Boucher, autora das obras: “O livro que faz amar os livros – mesmo que você não goste de ler!”; “O livro que explica tudo sobre seus pais (por que eles obrigam você a comer legumes e tudo mais)”; “O livro que finalmente diz tudo sobre meninas e meninos (o fim do grande mistério)”; e o “O livro que faz você megafeliz”, com o objetivo de conhecer a autora, seu trabalho e suas ideias.

 

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Autora de “Dúvidas de mãe” traz 5 dicas valiosas para passar pelo desafio da maternidade

Autora de “Dúvidas de mãe” traz 5 dicas valiosas para passar pelo desafio da maternidade

"Dúvidas de mãe", de Larissa Fonseca, ensina pais e mães de primeira viagem a lidar melhor com as dificuldades da nova rotina

 

Ser mãe ou se tornar pai é um grande sonho para a maioria das mulheres e homens. No entanto, a maternidade e a paternidade são repletos de desafios diários, seja qual for a idade dos filhos. E como "filho não tem manual de instruções", muitas vezes as mães e os pais sentem-se perdidos nos conflitos do dia a dia. Pensando nisso, a autora Larissa Fonseca, de “Dúvidas de mãe”, traz cinco dicas para lidar melhor com as dificuldades dessa nova rotina.

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5 livros infantojuvenis para incentivar seu filho adolescente a ler mais

5 livros infantojuvenis para incentivar seu filho adolescente a ler mais

Separamos alguns livros infantojuvenis de nosso catálogo para

incentivar a leitura entre os adolescentes

 

Com tantos aplicativos, jogos e redes sociais sendo lançados a todo o momento, ler uma matéria no Publishnews e saber que o número de leitores no Brasil aumentou e que o número de leitores adolescentes – fãs de livros infantojuvenis –, também cresceu é animador.

 

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Como desenvolver o gosto pela leitura e mostrar que ler também é legal

Como desenvolver o gosto pela leitura e mostrar que ler também é legal
Com tantas distrações digitais, muitas crianças deixam de tomar gosto pela leitura para ficar mexendo no celular. O que fazer para mudar isso?!

 

Não é novidade que grande parte dos brasileiros não tem gosto pela leitura. Hoje, com a popularização dos celulares e das redes sociais, muitos passam horas a fio diante das telinhas lendo postagens, vendo vídeos e se divertindo com memes, mas não conseguem pegar um livro e sentir prazer em uma leitura mais detida, informativa e profunda. Isso tem razões bem conhecidas.

 

Assim como a maioria dos bons hábitos, a leitura precisa ser desenvolvida na criança desde a primeira infância. A família tem grande influência nesse processo, de duas formas: a primeira é deixando a criança exposta a bom material de leitura desde os primeiros anos de vida e a segunda é dando o exemplo, isto é, lendo. Quando a criança vê seus pais e outras pessoas da família lendo habitualmente, nasce nela, naturalmente, o desejo pela leitura.

 

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