Blog da Parábola Editorial

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CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

 

Os nossos cursos de Letras

 

Vou começar essa conversa com uma afirmação clara e simples: a situação dos nossos cursos de Letras é catastrófica. Qualquer um: seja de universidade pública prestigiada em grande capital, seja de pequena faculdade isolada no sertão, a diferença é pouca. É doloroso ter que admitir isso. É angustiante, para uma pessoa apaixonada pelo estudo da linguagem em todas as suas manifestações, ter de escrever essas palavras: os nossos cursos de Letras são uma catástrofe. Por quê?

 

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Tendências pedagógicas na prática escolar

Tendências pedagógicas na prática escolar

 

9 dicas de como aprender com os erros

 

Diana Laufenberg é uma professora de história que trabalha na Science Leadership Academy da Filadélfia, Pennsylvania. Ela fez uma palestra no TED Talk (2010), intitulada: “Como aprender? Com os erros”. Essa palestra está disponível na internet e disponibiliza legendas em português. Vale a pena ouvir. São apenas 10 minutos sobre tendências pedagógicas na prática escolar, mas tão preciosos! Não deixe de ver. Siga o link: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/diana_laufenberg_3_ways_to_teach

 

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Importância da leitura na escola

Importância da leitura na escola

 

Contrabando poético na escola

 

Nunca aprendi a ler poemas na escola. Passei pelo ensino público, pelo privado... e os textos poéticos, quando apareciam, eram vítimas dos clássicos esquartejamentos sintáticos. Um versinho de Vinicius aqui, alguma coisa de Drummond acolá. Tudo oco de sentido. Nada da importância da leitura na escola, nem dentro, nem fora da sala de aula

 

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Produção de textos

Produção de textos

 

Desenvolver no aluno a consciência de ‘autor’

 

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor de bons textos na escola, problema que, por sua vez, já inclui outra questão: saber em que consiste um bom texto; que propriedades ele deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

 

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Produção de textos na escola

Produção de textos na escola

Como ensinar o aluno a escrever e a desenvolver a consciência de ‘autor’

 

O problema inicial é este mesmo: ser autor na escola. Mas, em consequência, o maior problema é ser autor de bons textos na escola, problema que, por sua vez, já inclui outra questão: saber em que consiste um bom texto; que propriedades ele deve ter; que propriedades são constitutivas e, assim, são mais importantes.

 

Pesquisas e nossa própria experiência na escola dão conta de que os resultados obtidos na área da produção de textos não correspondem ao investimento de tempo e de recursos gastos pela escola. Diante de alguns textos dos alunos, chegamos mesmo a nos perguntar o que estes alunos fizeram na escola durante onze anos de estudo de língua portuguesa?

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VOCABULÁRIO DO PORTUGUÊS

VOCABULÁRIO DO PORTUGUÊS

 

(VOC) - mais do que mera lista de palavras

 

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO) de 1990 previu a elaboração de um vocabulário ortográfico comum. Sua elaboração é, portanto, uma consequência natural do AO e deve ter caráter ecumênico. Ou seja, um vocabulário ortográfico não apenas nacional – como até 1990 – mas um instrumento geral consolidador da ortografia definida pelo AO e representativo de todos os países de língua oficial portuguesa.

 

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COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL

COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL

 

5 coisas que você não pode esquecer

 

1. Coesão e coerência: aspectos da textualidade

 

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LÍNGUA PORTUGUESA

LÍNGUA PORTUGUESA

 

Desconstrua seus mitos de linguagem. Já passou da hora!

 

O que eu chamo de “mitos de linguagem” são ideias preconcebidas – e, em sua maioria, equivocadas – sobre a língua portuguesa ou sobre as línguas em geral. No livro que acaba de ser publicado pela Parábola Editorial (Mitos de linguagem), tento desconstruir 10 mitos de linguagem, como os seguintes:

  • As mulheres falam demais
  • A gramática do português não tem lógica
  • Ninguém fala o português correto
  • A língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo
  • Todo mundo tem sotaque, menos eu
  • A língua dos índios é muito rudimentar
  • Depois de adulto, é praticamente impossível aprender uma nova língua
  • Os animais têm uma forma de comunicação tão complexa quanto a nossa

 

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Português brasileiro e gramáticas

Português brasileiro e gramáticas

 

Uma palavra sobre mudança linguística

 

É indiscutível que as línguas mudam com o tempo. E a gente não precisa ser linguista pra perceber isso. Basta prestar atenção no modo como falam as pessoas de gerações anteriores ou ler um texto escrito em outra época, como uma notícia de jornal de cem anos atrás, um romance de Machado de Assis, a Carta de Pero Vaz de Caminha ou outra qualquer. O contato com registros passados de fala e escrita faz com que saltem aos ouvidos e olhos da gente construções linguísticas não mais usuais, itens lexicais que se perderam com o tempo e convenções de escrita já suplantadas. Além disso, a fala de pessoas mais jovens, com suas gírias e aspectos sintáticos particulares, também estampa esse incontornável movimento de mudança das línguas.

 

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Conversa com Antonio Candido

Conversa com Antonio Candido

 

Uma homenagem

 

Não me lembro o ano, mas eu ainda era um jovem professor da UFBA, em início de carreira. Após uma conferência do Florestan Fernandes, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, um dos colegas que estava na organização do evento me convidou para ir almoçar com os convidados, com a missão de dar atenção ao Antonio Candido (que também participava do evento), já que a maioria das pessoas ali era da área de História e Ciências Sociais e ficaria em torno do Florestan Fernandes.

 

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Análise do discurso

Análise do discurso

 

Pesquisas relevantes em análise do discurso

 

A Análise do Discurso é uma das áreas mais populares da Linguística, especialmente no Brasil. Não é difícil chegar a essa constatação. Basta folhear os (ou navegar pelos) cadernos de programação dos inúmeros congressos de Linguística que ocorrem todos os anos no país: a grande maioria das comunicações inclui-se no rol de trabalhos com o discurso.

 

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Você trabalha com produção de texto? Leia isso agora!

Você trabalha com produção de texto? Leia isso agora!

Escrever melhor é ler e ler-se

 

Quando comecei a dar aulas sobre escrever, participando de uma grande equipe contratada para ensinar a fazer o que não sabia fazer – redação técnica – para todos os alunos do primeiro semestre da UFRGS, nós lemos uma extensa bibliografia sobre o assunto. A maior parte da bibliografia era americana – e também era a mais colorida e dinâmica de todas –, e os americanos tinham algumas unanimidades, como, por exemplo, uma lista de temas e um esquema prévio, e muito frequentemente sugeriam uma lista de prós e contras. Essa lista de prós e contras fazia certo sucesso entre alguns conhecidos professores de cursinho pré-vestibular, que simplificavam dizendo que a redação devia sempre expor os dois lados da questão: devia ter um parágrafo começando... por um lado..., e o seguinte devia começar... por outro lado... Eram as coisas mais chatas de ler na avaliação das redações do vestibular.

 

essa ideia dos prós e contras na redação é coisa de americano

Eu dei aula de redação alguns anos e falava nesse esquema prévio omitindo, é claro, essa coisa dos prós e contras. Até batia boca com colegas que achavam isso interessante: Isso é coisa de americano, que acha que só tem dois lados – o deles e o dos outros; a gente aqui nasceu sabendo que não pode ter certeza de coisa nenhuma.

 

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Faculdade de Letras, xiii... e agora?

Faculdade de Letras, xiii... e agora?

 

5 Dicas para fazer do aluno um profissional

 

O sistema educacional brasileiro tem mais leis no papel do que organização de verdade na prática. Uma das consequências mais diretas disso é que os níveis de ensino não conseguem conversar entre si. A educação básica tem métodos, materiais e programas com uma estética própria que não têm qualquer relação com a estética da graduação. Então, quase sempre ocorre um choque tremendo no aluno que sai do ensino médio e consegue entrar na faculdade de Letras. Ele se sente perdido e demora bastante para se dar conta do que querem dele ali –  isso quando consegue descobrir o caminho das pedras. O mesmo ocorre quando ele sai da graduação e entra em um mestrado ou doutorado, que são outros dois níveis que parecem se odiar, cada um com sua estética própria e monológica. Ao invés de haver uma contínua progressividade nos níveis de ensino, está cada um no seu quadrado, e o aluno que se vire para se adaptar. E isso é bem ruim.

 

Vejamos, então, alguns elementos importantes da estética geral da graduação. Queremos ajudar o aluno ingressante a descobrir o que querem dele em um curso de Letras. A ideia é diminuir o sofrimento pessoal e melhorar o desempenho desses alunos por meio da compreensão de como as coisas funcionam (ou deveriam funcionar) nos cursos superiores brasileiros. Vamos lá!

 

 

1. Chega de pegar na mão 

 

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Língua Portuguesa e humor. Outra vez!

Língua Portuguesa e humor. Outra vez!

Quem se comunica não intimida

 

 

Tem um tempinho que vejo circular no Facebook uma série de vídeos “humorísticos”, “estrelados” pela comediante Marcela Tavares. Achei que eles fossem morrer com o tempo, mas as pessoas insistem em propagá-los. Se você já compartilhou, eu o convido a ler meu post. Quero convencê-lo a não propagar esses vídeos.

 

Na tentativa de criar humor, a moça do vídeo aponta – aos gritos – erros comuns no uso da norma-padrão da língua portuguesa. Mostra-se indignada e acusa de burras as pessoas que cometem o desvio. Acredita a moça que, por supostamente conhecer a norma culta, está autorizada a gritar e desrespeitar alguém que não fale como ela.

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Língua portuguesa e estrangeirismos

Língua portuguesa e estrangeirismos

Influência da língua inglesa sobre o português

 

Graças à publicação de um grande número de artigos em jornais de circulação nacional e regional, em revistas científicas, além de dois livros [Motta-Roth (org.), 2000 e Faraco, 2001], todos eles críticos ao Projeto de Lei n. 1676/1999, o empreendimento do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) ficou parado numa comissão legislativa e nunca chegou a ser votado pelas plenárias das duas câmaras. Importante observar que a linguística aplicada, ainda incipiente no país por volta de 1999, foi a primeira área dos estudos da linguagem a rejeitar a proposta de proibir o uso de estrangeirismos [Motta-Roth (org.), 2000].

A Folha de S.Paulo, num editorial intitulado “Português a fórceps” (30/03/2001: 2), foi severa. O uso do vocábulo fórceps capta nitidamente a opinião do jornal.

Não considero exagerado afirmar que nenhum outro projeto proposto pelo poder legislativo chegou a ser debatido com tanta amplitude e tenha levado a tantas publicações – livros, dissertações de mestrado e teses de doutoramento – junto com uma pletora de artigos.
   

 

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PRECONCEITO LINGUÍSTICO E HUMOR NA INTERNET

PRECONCEITO LINGUÍSTICO E HUMOR NA INTERNET

Variação linguística e paródias nas redes sociais

 

Hoje, ao amanhecer, cedendo ao gesto já compulsivo de acender o celular, fui acordado pela mensagem: “Pra tu vê como vale tudo em nome do humô”. O link que se seguia me conduziu ao Facebook e a um vídeo no qual o humorista fazia um arremedo de aula de língua portuguesa. E que ponto ele abordava? A correção forçada da pronúncia dos termos “planta”, “problema”, “paroxítona” e “paralelepípedo”…


Ele tentava disciplinar a pronúncia desses termos, tendo por alunas sua mãe e outra pessoa cujo vínculo com ele não está determinado, todos os três de origem claramente popular. O vídeo, postado em 29 de março de 2017 às 12:10, já foi visto por mais de dois milhões de pessoas [!], foi compartilhado quase 25 mil vezes e recebeu dezoito mil comentários.


Há graça no trabalho do comediante? Alguma, especialmente se se considera que ele tem também a língua presa [anquiloglossia].


Temos de respeitar a liberdade do comediante de abordar todo e qualquer tema que escolha, em nome da liberdade de expressão e do respeito à autonomia de criação artística? Sim, claro!

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A língua portuguesa no mundo

A língua portuguesa no mundo

O ensino de português como língua estrangeira


Estamos vivendo um momento interessante da história sociopolítica da língua portuguesa. Há um aumento de falantes no círculo externo (países em que o português é língua oficial não majoritária em contexto multilíngue) e no seu círculo em expansão (contextos em que é estudado como língua estrangeira).

No círculo interno, o Brasil, por si só, tem forças de atração inquestionáveis e suficientes para promover a sua língua hegemônica. Esse conjunto de forças compensa, em parte, o fato de a língua portuguesa, diferentemente do espanhol, estar concentrada num só país.

Embora haja uma promoção espontânea, o Brasil não deve deixar de desenvolver políticas de Estado consistentes e continuadas com vistas a uma promoção sistemática da língua. No nosso meio universitário, há, inclusive, a expectativa de que o Estado brasileiro assuma maior protagonismo nessa promoção sistemática – um protagonismo que corresponda à sua condição de país com o maior número de falantes da língua portuguesa no mundo.

O Brasil não está, obviamente, ausente dessa promoção sistemática. Dispomos de um exame de proficiência (o Celpe-Bras) e temos a rede constituída pelos Centros de Estudos Brasileiros, os leitorados e os institutos binacionais. Talvez o desafio do momento seja avaliar essa rede, buscando meios de intensificar seu alcance. Para isso, será importante aproveitar outro expressivo acontecimento das últimas décadas, a criação de grupos de pesquisa em várias universidades do país voltados para o ensino de português como língua estrangeira, plenamente capacitados para cooperar com as políticas oficiais, como já ficou demonstrado com a criação e implantação do nosso certificado de proficiência, o Celpe-Bras.
É bem claro para qualquer analista que, em geral, não há aí esforços convergentes.

 

Além do meio universitário, é fundamental envolver outros agentes sociais, além do Estado, em projetos de promoção sistemática da língua. O capital que fala português, diferentemente do que fala espanhol, não encontrou ainda motivação para transformar a língua em ativo econômico. Há toda uma área a ser conquistada para as políticas de promoção do português.

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Literatura: a leitura é sempre boa

Literatura: a leitura é sempre boa

A guerra entre literaturas

 

Enquanto se discute o que é bom e o que é ruim, há um mundo de leitores e interesses ignorados, pela simples ideia de dividir as literaturas pelo critério boa vs. ruim.


Meses atrás, enquanto ministrava um curso para formação de editores, abrimos uma discussão a respeito de como formar leitores. Um participante, que atua numa ONG que cria e organiza bibliotecas populares, persistiu numa questão bastante recorrente no mercado editorial: “O que garante que uma criança, jovem ou adulto que lê uma obra de puro entretenimento vá evoluir para uma literatura de melhor qualidade?”.


Nesse momento acendeu-se uma luz vermelha imaginária na sala. Para mim, era como se todos estivessem imóveis e eu assistindo a uma cena da Inquisição. Foram segundos, mas lembrei naquela hora as repetidas vezes em que ouvi a mesma questão, sob a crença de que há um percurso necessário para se fazer em literatura, de que há um tipo de evolução, de que ler livros cada vez mais complexos é um ótimo caminho.

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Quem é o pai da Língua Portuguesa?

Quem é o pai da Língua Portuguesa?

ENTRE A MEMÓRIA E A LINGUÍSTICA HISTÓRICA

 

 

O homem, em sua incessante busca por respostas, deparou-se com diversos questionamentos, que fazem parte de sua natureza “investigativa”. Essa eterna necessidade de conhecer e estabelecer ligações apresenta diversas facetas e o levou a inúmeras descobertas, de grande importância para sua existência. 

 

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Língua portuguesa: tecnologia e ensino

Língua portuguesa: tecnologia e ensino

Do eu lírico à selfie

 

Meu objetivo específico neste pequeno texto é refletir sobre o uso da selfie no ensino da língua portuguesa. Para isso, desenvolvo a seguinte tese:

(1) todos falam de si;

(2) falar de si não é uma atividade superficial;

(3) falar de si ajuda na aprendizagem da língua.

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