Blog da Parábola Editorial

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Conversa com Antonio Candido

Conversa com Antonio Candido

 

Uma homenagem

 

Não me lembro o ano, mas eu ainda era um jovem professor da UFBA, em início de carreira. Após uma conferência do Florestan Fernandes, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, um dos colegas que estava na organização do evento me convidou para ir almoçar com os convidados, com a missão de dar atenção ao Antonio Candido (que também participava do evento), já que a maioria das pessoas ali era da área de História e Ciências Sociais e ficaria em torno do Florestan Fernandes.

 

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Análise do discurso

Análise do discurso

 

Pesquisas relevantes em análise do discurso

 

A Análise do Discurso é uma das áreas mais populares da Linguística, especialmente no Brasil. Não é difícil chegar a essa constatação. Basta folhear os (ou navegar pelos) cadernos de programação dos inúmeros congressos de Linguística que ocorrem todos os anos no país: a grande maioria das comunicações inclui-se no rol de trabalhos com o discurso.

 

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Você trabalha com produção de texto? Leia isso agora!

Você trabalha com produção de texto? Leia isso agora!

Escrever melhor é ler e ler-se

 

Quando comecei a dar aulas sobre escrever, participando de uma grande equipe contratada para ensinar a fazer o que não sabia fazer – redação técnica – para todos os alunos do primeiro semestre da UFRGS, nós lemos uma extensa bibliografia sobre o assunto. A maior parte da bibliografia era americana – e também era a mais colorida e dinâmica de todas –, e os americanos tinham algumas unanimidades, como, por exemplo, uma lista de temas e um esquema prévio, e muito frequentemente sugeriam uma lista de prós e contras. Essa lista de prós e contras fazia certo sucesso entre alguns conhecidos professores de cursinho pré-vestibular, que simplificavam dizendo que a redação devia sempre expor os dois lados da questão: devia ter um parágrafo começando... por um lado..., e o seguinte devia começar... por outro lado... Eram as coisas mais chatas de ler na avaliação das redações do vestibular.

 

essa ideia dos prós e contras na redação é coisa de americano

Eu dei aula de redação alguns anos e falava nesse esquema prévio omitindo, é claro, essa coisa dos prós e contras. Até batia boca com colegas que achavam isso interessante: Isso é coisa de americano, que acha que só tem dois lados – o deles e o dos outros; a gente aqui nasceu sabendo que não pode ter certeza de coisa nenhuma.

 

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Faculdade de Letras, xiii... e agora?

Faculdade de Letras, xiii... e agora?

 

5 Dicas para fazer do aluno um profissional

 

O sistema educacional brasileiro tem mais leis no papel do que organização de verdade na prática. Uma das consequências mais diretas disso é que os níveis de ensino não conseguem conversar entre si. A educação básica tem métodos, materiais e programas com uma estética própria que não têm qualquer relação com a estética da graduação. Então, quase sempre ocorre um choque tremendo no aluno que sai do ensino médio e consegue entrar na faculdade de Letras. Ele se sente perdido e demora bastante para se dar conta do que querem dele ali –  isso quando consegue descobrir o caminho das pedras. O mesmo ocorre quando ele sai da graduação e entra em um mestrado ou doutorado, que são outros dois níveis que parecem se odiar, cada um com sua estética própria e monológica. Ao invés de haver uma contínua progressividade nos níveis de ensino, está cada um no seu quadrado, e o aluno que se vire para se adaptar. E isso é bem ruim.

 

Vejamos, então, alguns elementos importantes da estética geral da graduação. Queremos ajudar o aluno ingressante a descobrir o que querem dele em um curso de Letras. A ideia é diminuir o sofrimento pessoal e melhorar o desempenho desses alunos por meio da compreensão de como as coisas funcionam (ou deveriam funcionar) nos cursos superiores brasileiros. Vamos lá!

 

 

1. Chega de pegar na mão 

 

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Língua Portuguesa e humor. Outra vez!

Língua Portuguesa e humor. Outra vez!

Quem se comunica não intimida

 

 

Tem um tempinho que vejo circular no Facebook uma série de vídeos “humorísticos”, “estrelados” pela comediante Marcela Tavares. Achei que eles fossem morrer com o tempo, mas as pessoas insistem em propagá-los. Se você já compartilhou, eu o convido a ler meu post. Quero convencê-lo a não propagar esses vídeos.

 

Na tentativa de criar humor, a moça do vídeo aponta – aos gritos – erros comuns no uso da norma-padrão da língua portuguesa. Mostra-se indignada e acusa de burras as pessoas que cometem o desvio. Acredita a moça que, por supostamente conhecer a norma culta, está autorizada a gritar e desrespeitar alguém que não fale como ela.

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Língua portuguesa e estrangeirismos

Língua portuguesa e estrangeirismos

Influência da língua inglesa sobre o português

 

Graças à publicação de um grande número de artigos em jornais de circulação nacional e regional, em revistas científicas, além de dois livros [Motta-Roth (org.), 2000 e Faraco, 2001], todos eles críticos ao Projeto de Lei n. 1676/1999, o empreendimento do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) ficou parado numa comissão legislativa e nunca chegou a ser votado pelas plenárias das duas câmaras. Importante observar que a linguística aplicada, ainda incipiente no país por volta de 1999, foi a primeira área dos estudos da linguagem a rejeitar a proposta de proibir o uso de estrangeirismos [Motta-Roth (org.), 2000].

A Folha de S.Paulo, num editorial intitulado “Português a fórceps” (30/03/2001: 2), foi severa. O uso do vocábulo fórceps capta nitidamente a opinião do jornal.

Não considero exagerado afirmar que nenhum outro projeto proposto pelo poder legislativo chegou a ser debatido com tanta amplitude e tenha levado a tantas publicações – livros, dissertações de mestrado e teses de doutoramento – junto com uma pletora de artigos.
   

 

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PRECONCEITO LINGUÍSTICO E HUMOR NA INTERNET

PRECONCEITO LINGUÍSTICO E HUMOR NA INTERNET

Variação linguística e paródias nas redes sociais

 

Hoje, ao amanhecer, cedendo ao gesto já compulsivo de acender o celular, fui acordado pela mensagem: “Pra tu vê como vale tudo em nome do humô”. O link que se seguia me conduziu ao Facebook e a um vídeo no qual o humorista fazia um arremedo de aula de língua portuguesa. E que ponto ele abordava? A correção forçada da pronúncia dos termos “planta”, “problema”, “paroxítona” e “paralelepípedo”…


Ele tentava disciplinar a pronúncia desses termos, tendo por alunas sua mãe e outra pessoa cujo vínculo com ele não está determinado, todos os três de origem claramente popular. O vídeo, postado em 29 de março de 2017 às 12:10, já foi visto por mais de dois milhões de pessoas [!], foi compartilhado quase 25 mil vezes e recebeu dezoito mil comentários.


Há graça no trabalho do comediante? Alguma, especialmente se se considera que ele tem também a língua presa [anquiloglossia].


Temos de respeitar a liberdade do comediante de abordar todo e qualquer tema que escolha, em nome da liberdade de expressão e do respeito à autonomia de criação artística? Sim, claro!

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A língua portuguesa no mundo

A língua portuguesa no mundo

O ensino de português como língua estrangeira


Estamos vivendo um momento interessante da história sociopolítica da língua portuguesa. Há um aumento de falantes no círculo externo (países em que o português é língua oficial não majoritária em contexto multilíngue) e no seu círculo em expansão (contextos em que é estudado como língua estrangeira).

No círculo interno, o Brasil, por si só, tem forças de atração inquestionáveis e suficientes para promover a sua língua hegemônica. Esse conjunto de forças compensa, em parte, o fato de a língua portuguesa, diferentemente do espanhol, estar concentrada num só país.

Embora haja uma promoção espontânea, o Brasil não deve deixar de desenvolver políticas de Estado consistentes e continuadas com vistas a uma promoção sistemática da língua. No nosso meio universitário, há, inclusive, a expectativa de que o Estado brasileiro assuma maior protagonismo nessa promoção sistemática – um protagonismo que corresponda à sua condição de país com o maior número de falantes da língua portuguesa no mundo.

O Brasil não está, obviamente, ausente dessa promoção sistemática. Dispomos de um exame de proficiência (o Celpe-Bras) e temos a rede constituída pelos Centros de Estudos Brasileiros, os leitorados e os institutos binacionais. Talvez o desafio do momento seja avaliar essa rede, buscando meios de intensificar seu alcance. Para isso, será importante aproveitar outro expressivo acontecimento das últimas décadas, a criação de grupos de pesquisa em várias universidades do país voltados para o ensino de português como língua estrangeira, plenamente capacitados para cooperar com as políticas oficiais, como já ficou demonstrado com a criação e implantação do nosso certificado de proficiência, o Celpe-Bras.
É bem claro para qualquer analista que, em geral, não há aí esforços convergentes.

 

Além do meio universitário, é fundamental envolver outros agentes sociais, além do Estado, em projetos de promoção sistemática da língua. O capital que fala português, diferentemente do que fala espanhol, não encontrou ainda motivação para transformar a língua em ativo econômico. Há toda uma área a ser conquistada para as políticas de promoção do português.

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Literatura: a leitura é sempre boa

Literatura: a leitura é sempre boa

A guerra entre literaturas

 

Enquanto se discute o que é bom e o que é ruim, há um mundo de leitores e interesses ignorados, pela simples ideia de dividir as literaturas pelo critério boa vs. ruim.


Meses atrás, enquanto ministrava um curso para formação de editores, abrimos uma discussão a respeito de como formar leitores. Um participante, que atua numa ONG que cria e organiza bibliotecas populares, persistiu numa questão bastante recorrente no mercado editorial: “O que garante que uma criança, jovem ou adulto que lê uma obra de puro entretenimento vá evoluir para uma literatura de melhor qualidade?”.


Nesse momento acendeu-se uma luz vermelha imaginária na sala. Para mim, era como se todos estivessem imóveis e eu assistindo a uma cena da Inquisição. Foram segundos, mas lembrei naquela hora as repetidas vezes em que ouvi a mesma questão, sob a crença de que há um percurso necessário para se fazer em literatura, de que há um tipo de evolução, de que ler livros cada vez mais complexos é um ótimo caminho.

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Quem é o pai da Língua Portuguesa?

Quem é o pai da Língua Portuguesa?

ENTRE A MEMÓRIA E A LINGUÍSTICA HISTÓRICA

 

 

O homem, em sua incessante busca por respostas, deparou-se com diversos questionamentos, que fazem parte de sua natureza “investigativa”. Essa eterna necessidade de conhecer e estabelecer ligações apresenta diversas facetas e o levou a inúmeras descobertas, de grande importância para sua existência. 

 

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Língua portuguesa: tecnologia e ensino

Língua portuguesa: tecnologia e ensino

Do eu lírico à selfie

 

Meu objetivo específico neste pequeno texto é refletir sobre o uso da selfie no ensino da língua portuguesa. Para isso, desenvolvo a seguinte tese:

(1) todos falam de si;

(2) falar de si não é uma atividade superficial;

(3) falar de si ajuda na aprendizagem da língua.

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O curso de Letras e suas possibilidades no mercado editorial

o curso de letras

Vamos sair da teoria e entrar na prática?

 

Um amigo pelo qual tenho enorme consideração e grande respeito pelo seu trabalho e inteligência me pediu que escrevesse sobre os aprendizados que um estudante de Letras pode adquirir trabalhando no meio editorial. Pensei se deveria mesmo escrever; afinal, seria para um blog cheio de teses, artigos acadêmicos, textos de pessoas cultas, doutores, autores renomados...


Mas daí me lembrei de tantos estagiários que já passaram por mim em mais de vinte anos na área editorial. Então, resolvi escrever um texto simples e direto para aqueles estudantes que, além de desejarem aprender coisas novas, querem entender como poderão aplicar alguns conhecimentos teóricos adquiridos na faculdade em sua vida profissional. E são muitas as áreas em que eles poderão atuar no futuro; afinal, o curso de Letras abre várias possibilidades de profissões. E na área editorial há diversas delas.


Muitos estudantes, ao se formarem, optam pela nobre carreira de professor. Ou pela continuidade da vida acadêmica, seguindo cursos de mestrado e doutorado, desenvolvendo pesquisas, publicando artigos e até mesmo livros, mas, provavelmente, também sendo professores. Essa profissão, porém, não tem seduzido muitos formados atualmente, independentemente da formação acadêmica. O que é uma pena, pois todos precisamos de bons professores para sermos bons em nossas profissões.

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Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Formação crítica do profissional de Letras


A linguagem é elemento fundamental para a reflexão e a ação sobre a realidade social. Entender como a linguagem funciona nas práticas sociais e se posicionar frente a elas, principalmente no mundo densamente semiotizado em que vivemos, é questão de cidadania. Para trabalhar e atuar de forma consequente no mundo, portanto, o profissional de Letras (e vou me ater aqui centralmente ao professor ou professora de línguas) precisa ter uma formação crítica.


Em termos dos debates sobre ensino e aprendizagem de línguas, está pressuposto hoje que a professora e o professor irão mobilizar a leitura crítica nas práticas de atuação linguística dos e das estudantes (ou seja, nas práticas de leitura, escuta, produção textual oral e escrita e análise linguística). Para fazer isso, a professora e o professor, em sua formação durante o curso de Letras, também precisam desenvolver sua própria leitura crítica. E trata-se de um processo que tem avançado nas últimas décadas, com professores terminando a graduação com uma visão mais aguçada dos problemas sociais que envolvem a constituição e o uso de linguagens.

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Língua Portuguesa e a excessiva busca de correção

Língua Portuguesa e a excessiva busca de correção

10 MANDAMENTOS +1 PARA EXORCIZAR A HIPERCORREÇÃO

 

Ultracorreção: fenômeno que se produz quando o falante estranha, e interpreta como incorreta uma forma correta da língua e, em consequência, acaba trocando-a por uma outra forma que ele considera culta; nessa busca excessiva de correção […], nota-se em geral o temor do falante de revelar uma classe de origem socialmente discriminada; hipercorreção, hiperurbanismo” (Dicionário Houaiss da língua portuguesa).

 

  1. Não usarás o verbo possuir

Em 99% dos casos, o querido e meigo verbo ter resolve a situação. Nos demais casos, dê uma paquerada no complemento, namore o objeto direto e veja qual verbo combina melhor com ele. Por exemplo, uma fábrica não “possui” encomendas de um modelo novo de carro: ela recebe encomendas. Ninguém “possui” dores nas costas: a gente sente/sofre/padece de dores nas costas. Uma cidade não “possui” problemas de transporte público: ela exibe/apresenta/ostenta problemas de transporte público… e por aí vai. O problema não é o verbo em si, mas a tendência que muitas pessoas exibem de querer usar possuir na crença de que é mais “sofisticado” ou “mais chique” e, por causa disso, de querer empregar o verbo dez ou doze vezes por página! Melhor é não usar nunca.

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Ler para as crianças é entrar no coração delas e nunca mais sair

Ler para as crianças é entrar no coração delas e nunca mais sair

7 motivos para tirar o escorpião do bolso e comprar um livro bem bacana

 

Já prestou atenção? Que criança não curte uma boa história? Difícil encontrar um piá que não fique boquiaberto com dragões, quartos escuros, portais mágicos ou bruxas engraçadas. Meu filho, por exemplo, quando menor, curtia uma bruxa bem feia, que zanzava por aí montada em um bode voador. Ouvia aquela história num misto gostoso de medo e gargalhada. Impagável. Até mandei um e-mail ao autor, certa vez, para agradecer a oportunidade de que eu fosse uma leitora divertida para meu pequeno, que ainda nem sabia ler.

 

Ah, mas vai saber. O garoto ficava tão curioso e tão intrigado com a magia de tirar palavras e histórias de uns rabiscos que era doido para aprender aquilo. Quem mais poderia atrair um novo leitor, além de outro leitor? Experimenta, depois me conta. Uma boa história de medo, um conto bonito, uma narrativa comovente, um poema altissonante, bem rimadão assim, as crianças curtem, curtem muito, sem as desobrigações que virão mais tarde. E se curtirem o embalo desde bem cedo, quem sabe o guri ou a guria passam a ler a torto e a direito, sem ligar se a escola mandou, se a mãe pediu, se o pai deu de castigo, se é moda na TV…

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Análise do discurso é política

Análise do discurso é política

Análise do discurso e questões sociais

 

Que a análise do discurso é política, não há dúvida. É, inclusive, um motivo de desconfiança de que se trate de uma especialização no interior da linguística (o curioso é que a “cognição” não sofre a mesma acusação – e dizer isso já é fazer política...).


Claro, podem-se encontrar trabalhos de pesquisa que se colocam sob o guarda-chuva “análise do discurso” e que tratam de questões “culturais”, “cognitivas”, “conversacionais”. Nestes casos (simplifico um pouco), discurso é quase sinônimo de fala (há quem prefira chamar estes trabalhos de estudos do discurso).

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Ensino de língua portuguesa

Ensino de língua portuguesa

Ensinar ou não nomenclatura gramatical?

 

Oração substantiva objetiva direta; regência nominal; aposto; sujeito indeterminado; pronome relativo; verbo intransitivo; sujeito oculto; objeto indireto; agente da passiva; locução adverbial; índice de indeterminação do sujeito; oração coordenada assindética; partícula apassivadora; vocativo; oração adjetiva restritiva; verbo transitivo direto; regência verbal… A lista de conceitos teóricos relacionados à gramática com a qual os estudantes se deparam na educação básica é imensa. Maior que ela, apenas a falta de paciência de muitos estudantes para lidar com essa lista de conceitos.


Será a impaciência dos estudantes justificada? Paciência ou impaciência à parte, os professores devem ou não ensinar a nomenclatura gramatical? E os estudantes precisam mesmo aprendê-la?

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Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Um roteiro em 10 passos

 

O início de um curso envolve uma série de sentimentos, principalmente quando se trata de uma graduação, independentemente de já termos cursado outra faculdade ou de essa ser a nossa primeira vez no nível superior.


Sejam quais forem os motivos que nos trouxeram, aqui nos encontramos: no primeiro semestre do curso de Letras. Partilhei dessa sensação há exatos onze anos e, de lá para cá, muita coisa mudou, embora eu já tenha pertencido a uma geração de estudantes formados sob uma ótica linguística, algo de grande valia em minha atuação como professor.

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Gêneros Textuais: um guia de leitura

Gêneros Textuais: um guia de leitura

16 sugestões e um convite

 

A literatura sobre gêneros no Brasil cresceu enormemente. Não é possível ler tudo o que se escreve sobre o assunto, ainda que consideremos apenas a produção brasileira em dissertações, teses, artigos e livros. Esta é apenas uma lista de sugestões, a minha lista, uma lista parcial, sem dúvida. Outros especialistas teriam uma lista diferente, com modificações aqui e ali, especialmente inclusões. Eu mesmo incluiria outros trabalhos importantes, se não fosse a necessidade de manter esse guia dentro de certos limites de brevidade e racionalidade, renunciando a qualquer pretensão de uma listagem exaustiva sobre a temática. No entanto, no meu ponto de vista, as obras aqui citadas, 15 livros e 1 artigo, não deveriam ficar de fora de qualquer levantamento inicial do trabalho com gêneros no Brasil.


Dois critérios orientaram a seleção das obras aqui incluídas: primeiro, foram selecionadas obras disponíveis no mercado, para compra, ou acessíveis para download gratuito na web, quando for o caso. Segundo, a lista propositalmente se restringe a indicações em língua portuguesa.

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Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Geopolítica, geolinguística e terminologia

 

As línguas se assemelham a esponjas. Elas absorvem palavras para preencher lacunas. Não há idiomas “puros”. Eles são todos híbridos, misturados. As palavras de um idioma x ingressam no idioma como “empréstimos”; nunca são “devolvidas” e, por isso, o termo neologismo procede. Algumas se enraízam enquanto outras são descartadas1. O interessante aqui é que os próprios falantes não têm controle nem plena consciência do fenômeno. Um(a) usuário(a) ouve ou lê determinada palavra estrangeira e, na maior parte das instâncias, ele ou ela inconscientemente a repete ou a escreve.  Assim o vocábulo é lançado em outros terrenos. A única intervenção possível por parte dos usuários, especialmente gramáticos, filólogos, lexicógrafos, é a fixação da ortografia e o registro (ou não) dos neologismos em vocabulários, glossários e dicionários.


Os idiomas funcionam como bandeiras (Rajagopalan, 2002, 2004). Na verdade, os idiomas nada fazem. São os usuários que se apropriam da linguagem com o intuito de convencer, persuadir e manipular. Diria que em todos os países os políticos agitam bandeiras para fins eleitoreiros.

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