Blog da Parábola Editorial

O mundo na sala de aula

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Intertextualidade nos anos finais do ensino fundamental

 

 

 

O livro nos propõe debruçar-nos sobre a leitura “como objeto de estudo” para o atendimento de algumas questões teóricas como: 

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Educação do campo no ensino superior: jovens iniciativas ameaçadas

Educação do campo no ensino superior

 

Não se pode negar o significativo número de conquistas sociais geradas da década de 2000 para cá, em sentido oposto ao que se vê nos últimos dois anos. No campo da educação superior, houve espaço para medidas como o ProUni e o Reuni, apenas como maiores expoentes entre vários exemplos, que promoveram a ampliação em mais de 100% do acesso à educação superior no país. Em 2001, o número de matrículas contava com pouco mais de três milhões, enquanto em 2016, de acordo com o último censo divulgado pelo governo, esse número passava de oito milhões [https://bit.ly/2ujqmFt].

É na esteira dessas conquistas que as lutas por políticas públicas em torno de uma educação do campo democrática no Brasil, protagonizadas por movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG) e outros, começam a colher certos frutos. Entre tais iniciativas, o meu foco aqui são as licenciaturas para a educação do campo e meu local de fala é o de um dos professores do curso denominado Licenciatura em Educação do Campo (LEC), voltado para a formação de professores da educação básica nas áreas de ciências da natureza e linguagens e códigos, ofertado pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Em dissertação de mestrado de 2017i [dissertação intitulada Educação do Campo no Vale do Jequitinhonha: um olhar sobre o PROCAMPO defendida pelo Programa de Mestrado Profissional Interdisciplinar em Humanidades da UFVJM, disponível em: [https://bit.ly/2uGv9hw], Carolina Vanetti Ansaniressalta que na história da luta por uma educação do campo mais democrática, nasce em 2008 o Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (PROCAMPO) que promove a abertura de cursos-piloto para formação de professores do campo como reflexo de iniciativas como o curso Pedagogia da Terra da UFMG e parcerias entre a Escola Nacional Florestan Fernandes e universidades federais. 

O PROCAMPO, então, torna-se uma iniciativa importante para a educação de ensino superior voltada para as especificidades do campo, como pressupõem as orientações epistemologicamente calcadas no interacionismo, como aponta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996. O programa vem se consolidar com a elaboração do Programa Nacional de Educação do Campo (PRONACAMPO), no ano de 2012, já no governo Dilma Roussef. O divisor de águas para ocrescimento das iniciativas foi um editaldo Ministério da Educação que selecionou 45 instituições federais de ensino superior [https://bit.ly/2LiBZR9] para a criação de cursos regulares de licenciatura em educação do campona modalidade presencial (edital 3 SESU/SETEC/SECADI/MEC de 31 de agosto de 2012). O edital também promoveu a abertura de novas turmas nos cursos em andamento pelo PROCAMPO e garantiu a essas instituições a contratação de 15 professores para cada curso e o acesso a recursos oriundos diretamente da União no âmbito do Plano de Ações Articuladas, sem onerar o caixa das universidades, o que se mostrou uma política acertada diante do que se construiu a partir de então.

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Qual política linguística?

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quem mexe na(s) língua(s)?

Parece existir um desentendimento antigo entre linguistas e não linguistas em relação à língua, um objeto que, mesmo por motivos diferentes, suscita o interesse de todo mundo. A linguagem é assunto de discussão e objeto de polêmica em qualquer sociedade, pois não há como escapar da normatividade que rege os usos da língua. As práticas sociais que Deborah Cameron (1995) chama de “higiene verbal” existem sempre que as pessoas refletem criticamente sobre os usos linguísticos, próprios ou alheios. Embora muitas opiniões sobre as convenções linguísticas se manifestem realmente sob a forma da intolerância, isso não invalida a importância das avaliações das práticas de linguagem, que fazem parte da vida social.

“a voz do linguista, que invoca a neutralidade da ciência na observação crua dos fatos, se for convocada, costuma levantar vagas de incompreensão, e mesmo de indignação, pelo seu aparente relativismo”

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FILOSOFIA DA LINGUAGEM

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A filosofia da linguagem é um conjunto de reflexões de origens distintas: observações dos filósofos a respeito da linguagem. Isso não significa que toda filosofia se interesse necessariamente pela linguagem. O silêncio de Kant quanto a essa matéria se explica por uma atenção exclusiva à universalidade do pensamento: as línguas são arbitrárias, logo, contingentes. Apesar de sua heterogeneidade e de uma evidente falta de consistência teórica do conjunto, trata-se provavelmente do mais importante e mais difícil campo da filosofia.

 

“Como é que me compreendem quando falo e, ainda por cima, como posso ser traduzido para outra língua? Essa questão, evidentemente, tem a ver com a natureza do pensamento”

 

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Linguística do texto: Irandé Antunes explica seu novo livro

Linguística do texto: Irandé Antunes explica seu novo livro
 Não à gramática da palavra e da frase

 

Minha pretensão com Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas é oferecer aos professores da educação básica e a alunos dos cursos de Letras e Pedagogia uma introdução aos estudos da textualidade e do texto, com esclarecimentos a respeito de questões mais gerais e preliminares. Uma espécie de iniciação básica… Um começo de conversa… O que significa que é uma ‘iniciação’ (‘um começo’) de ‘uma conversa’, que vai se prolongar e se aprofundar depois… Quero eu!

 

Além dessa iniciação aos conteúdos ligados a esses tópicos textuais, pretendo trazer algumas orientações e sugestões de como os professores poderiam iniciar os alunos nesses estudos textuais, tirando do foco do ensino — como tem acontecido, ainda hoje, em muitas escolas do país — conceitos e atividades mais restritos à gramática da palavra e da frase.

 

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LÍNGUA PORTUGUESA

LÍNGUA PORTUGUESA

 

Desconstrua seus mitos de linguagem. Já passou da hora!

 

O que eu chamo de “mitos de linguagem” são ideias preconcebidas – e, em sua maioria, equivocadas – sobre a língua portuguesa ou sobre as línguas em geral. No livro que acaba de ser publicado pela Parábola Editorial (Mitos de linguagem), tento desconstruir 10 mitos de linguagem, como os seguintes:

As mulheres falam demaisA gramática do português não tem lógicaNinguém fala o português corretoA língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundoTodo mundo tem sotaque, menos euA língua dos índios é muito rudimentarDepois de adulto, é praticamente impossível aprender uma nova línguaOs animais têm uma forma de comunicação tão complexa quanto a nossa

 

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Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Geopolítica, geolinguística e terminologia

 

As línguas se assemelham a esponjas. Elas absorvem palavras para preencher lacunas. Não há idiomas “puros”. Eles são todos híbridos, misturados. As palavras de um idioma x ingressam no idioma como “empréstimos”; nunca são “devolvidas” e, por isso, o termo neologismo procede. Algumas se enraízam enquanto outras são descartadas1. O interessante aqui é que os próprios falantes não têm controle nem plena consciência do fenômeno. Um(a) usuário(a) ouve ou lê determinada palavra estrangeira e, na maior parte das instâncias, ele ou ela inconscientemente a repete ou a escreve.  Assim o vocábulo é lançado em outros terrenos. A única intervenção possível por parte dos usuários, especialmente gramáticos, filólogos, lexicógrafos, é a fixação da ortografia e o registro (ou não) dos neologismos em vocabulários, glossários e dicionários.

Os idiomas funcionam como bandeiras (Rajagopalan, 2002, 2004). Na verdade, os idiomas nada fazem. São os usuários que se apropriam da linguagem com o intuito de convencer, persuadir e manipular. Diria que em todos os países os políticos agitam bandeiras para fins eleitoreiros.

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O ensino da escrita

O ensino da escrita

Escrever é uma prática

 

Escrever é uma prática, ou seja, aperfeiçoa-se a escrita praticando a escrita. Praticar a escrita é escrever. Quem escreve um artigo acadêmico e só volta a escrever quando tiver de escrever outro artigo acadêmico não está propriamente praticando a escrita, principalmente se escrever esse outro artigo seguindo as mesmas instruções pelas quais se orientou para escrever o anterior, assim como quem preenche um formulário.

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O que faz um profissional de Letras?

O que faz um profissional de Letras?

LETRAS: profissão e carreira

 

Não se pode avaliar a utilidade de uma profissional usando critérios de outras que não sejam compatíveis com ela. Assim, não podemos comparar o curso de Computação com o de Letras. Mas podemos avaliar o curso de Letras considerando o curso de Computação. Explico-me: o profissional de computação, em algum momento de sua vida, recebeu a contribuição direta ou indireta do profissional de Letras. Porque ele teve de aprender a ler e a escrever. Por outro lado, como profissionais de Letras, contamos com a contribuição de diversos profissionais em vários aspectos de nossa vida. Seja como for, a presença da língua/linguagem em praticamente todos os atos humanos torna o profissional de Letras presente em praticamente todos esses atos. Busco aqui definir o que faz afinal um profissional de Letras.

Este texto é constituído em larga medida pelo discurso de paraninfo que fiz na cerimônia de formatura da turma de Letras 2016/2 da Universidade Católica de Pelotas. Para deixar bem claro qual meu principal interlocutor, os formandos, assim como pessoas que desejem se formar em Letras, mantenho aqui os aspectos relevantes da relação enunciativa em que estive envolvido. Sem prejuízo de minha intenção de me dirigir a outros interlocutores possíveis neste novo gênero e nesta nova relação enunciativa, ou situação de interlocução.

 

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Por que a sociedade precisa de professores e professoras (bem)formados em Letras?

Por que a sociedade precisa de professores e professoras (bem)formados em Letras?

Estudo da língua e fenômenos linguísticos

 

A reflexão sobre as línguas não é nova, é milenar, mas seu estudo cientificamente embasado é extremamente jovem, acaba de completar um século. Sobre as línguas, e sobre a língua portuguesa, em particular, reina ainda muita ignorância. Sabe-se bastante sobre a estrutura gramatical da língua, mas pouco sobre os fenômenos sociais de uso dessa língua. Estes clamam por explicações bem fundamentadas na ciência, e não apenas guiadas por juízos de valor subjetivos e dogmáticos.

Apesar de que muitos se queixam da dificuldade de aprender as regras da gramática normativa da língua portuguesa e até, por causa disso, pensam que “não sabem” português, o maior problema nessa área é a ignorância sobre as funções sociais da língua. Por incrível que pareça, nem os intelectuais e profissionais da mídia de maior destaque na sociedade brasileira demonstram compreender efetivamente o que é e como funciona uma língua. Talvez por isso mesmo é que Sírio Possenti diz que esses profissionais leem as gramáticas como fundamentalistas leem seus livros sagrados, ou seja, procurando identificar neles os erros dos infiéis, a fim de condená-los ao fogo do inferno.

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Libras? Que língua é essa?

Libras? Que língua é essa?

Confrontando discursos sobre a língua brasileira de sinais

O título deste texto traz à memória a publicação de Audrei Gesser, o livro LIBRAS? Que língua é essa? publicado pela Parábola Editorial em 2009. Outro dia, eu disse a Audrei que esse era um livro que eu gostaria de ter escrito. Pelo linguajar claro, pelo didatismo e pelo ineditismo. Sim, ineditismo. Pode até parecer que estou dando os louros para quem chegou muito depois, mas publicações anteriores na área ou versavam sobre a “surdez” de uma forma muito geral, ou sobre a Libras de uma forma mais técnica. Ou seja, oito ou oitenta. A pergunta que coincide com o título do livro de Gesser e da escrita deste texto talvez hoje não esteja mais tão presente na mente dos brasileiros, muito em face das explicações contidas naquela publicação. Que bom!Em relação às outras línguas faladas no Brasil além do português, a LIBRAS é uma língua de inegável evidência. Hoje já vemos as pessoas utilizando a língua de sinais nas ruas (pelo menos eu percebo!), nos estabelecimentos comerciais, televisão, universidades etc. Numa ubiquidade maravilhosa e libertária, já que a Libras por muito tempo ficou relegada ao uso caseiro e às instituições de ensino para surdos no Brasil. Não que a população surda brasileira tenha crescido em relação às outras décadas, não! Mas, ela ganhou visibilidade. Apareceu graças à mudança de olhar, que se deu em grande parte por conta dos estudos de educadores, linguistas e da luta da própria comunidade surda, atualmente mais empoderada.Os surdos expandiram os locais de uso de sua língua e ganharam legitimidade para isso (cf. lei 10.436/2002). Embora ainda não seja uma das línguas oficiais do nosso país, arrisco dizer que a Libras é a segunda língua mais falada no território nacional, depois do português, pois a comunidade surda chega a quase 1,5 milhões de pessoas usuárias (IBGE, 2010). “Sociolinguisticamente” falando, a situação da língua não é a ideal para uma comunidade de fala (em termos de aquisição e prática), porque a surdez é randômica. Nunca se sabe se alguém nascerá surdo ou não. E não existe uma cidade, estado ou país só de surdos. O que existe é uma comunidade bastante heterogênea, a maioria filhos de pais ouvintes não sinalizadores, mas que em grande parte, cedo ou tarde passam a conviver com a Libras e a aprendem no contato linguístico. A comunidade surda brasileira existe tanto presencialmente em associações e escolas de surdos, quanto virtualmente, nos espaços de discussão e diversão na internet.Contudo, mesmo com os avanços acima descritos, é comum enfrentarmos o discurso daqueles que, baseados em sua experiência gestual, afirmam que as línguas de sinais não seriam suficientes para possibilitar o desenvolvimento linguístico de um indivíduo. Felizmente, não há mais como dar um passo atrás. Estamos muito evoluídos em termos de conhecimento científico sobre a autonomia linguística das línguas de sinais para se dizer o contrário. Somos comprovadamente seres providos de uma determinação biológica que reconhece inputs de diferentes qualidades¹, a saber:

(a) sonoros = línguas orais utilizadas pelos ouvintes;(b) visuais = línguas de sinais utilizadas por surdos videntes;(c) táteis = línguas de sinais utilizadas por surdos cegos.

 

Aproveito para remeter o leitor ao primeiro manual de línguas de sinais publicado², onde podem ser encontradas referências de pesquisas realizadas com mais de cinquenta línguas de sinais já estudadas no mundo. Não há mais como dizer que as línguas de sinais não são línguas naturais e humanas!

Três principais áreas da ciência lidam mais diretamente com as pessoas surdas: a educação, a linguística e a medicina (otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos principalmente).  A partir dessas, outras áreas correlatas também se ocuparam de investigar a surdez e seus desdobramentos materiais como a tradução, a política, a psicologia e algumas outras. Neste texto, vou me ater às três primeiras áreas, tentando pontuar suas principais contribuições ou retrocessos. 

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Linguística na sala de aula

Linguística na sala de aula

Cinco livros de Carlos Alberto Faraco que todo professor de Letras deveria ter

 

A linguística é a ciência que estuda a linguagem verbal humana. O profissional linguista se dedica ao estudo das línguas e suas dimensões, assim como: sua estrutura, a maneira como a utilizamos, sua história e suas relações com as sociedades. 

Carlos Alberto Faraco é um linguista brasileiro, professor de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, da qual foi reitor no período 1990-1994. Tem experiência na área de linguística, com ênfase em linguística aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Bakhtin, discurso, dialogismo, história do pensamento linguístico, linguística e ensino de português.

Suas obras são adotadas em diversas faculdades de Letras. Veja uma relação de cinco livros do autor que todo professor de linguística deveria ter:

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A importância de trabalhar literatura nas escolas

A importância de trabalhar literatura nas escolas

Veja uma lista de livros imperdíveis para trabalhar literatura na sala de aula.

É por meio da literatura que os alunos desenvolvem a imaginação, o hábito de leitura, o pensamento crítico e suas emoções. E mesmo sabendo que o ensino de literatura não está tão presente nas escolas como deveria, o cuidado para não tornar essa disciplina tão importante monótona deve ser tomado.

Para isso, listamos aqui quatro livros imperdíveis que lhe ajudarão a trabalhar o ensino de literatura e a prática da crítica literária em sala de aula.

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Por que estudar Filosofia da Linguagem?

Por que estudar Filosofia da Linguagem?

O estudo da Filosofia da Linguagem

Pais ouvem com admiração as primeiras palavras, os balbucios de seus bebês. A sensação é a de que se trata de um ser já capaz de algum tipo de comunicação. Pois bem, os signos, os sinais, os meios para significar algo, a compreensão dos múltiplos sentidos que nos permitem relações com outras pessoas, isso tudo seria impossível sem a capacidade de falar. Para poder raciocinar, pensar, analisar, e mesmo utilizar os sentidos e sensações pela nossa presença no mundo, pelo nosso corpo, em tudo isso e muito mais, lá está ela, a linguagem.

A Filosofia da Linguagem tem por objetivo refletir sobre os vários aspectos da linguagem, tais como o uso para significar nossas intenções e propósitos, nos situarmos na comunidade linguística, referirmo-nos ao mundo e ao que nos cerca. Mas, pergunta-se o filósofo, como se dá esse processo? Podemos pensar sem a linguagem? Quais são as escolas de pensamento e os principais filósofos que se dedicam ou se dedicaram à reflexão sobre os signos, qual são as funções da linguagem, o incrível poder das palavras para comunicar em tantas e tão variadas ações humanas?

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