Blog da Parábola Editorial

Ler e escrever no Ensino Médio

5LER-E-ESCREVER

 

Professores que atuam com jovens no ensino médio deparam-se, cada vez mais, com o desafio de apoiá-los para que melhorem suas capacidades de leitura e de escrita, ampliem suas possibilidades de usar a linguagem, seja ela verbal ou não verbal, em especial dentro da escola, mas também fora dela. Mesmo que a formação específica desses professores não seja em língua portuguesa, não devem desconsiderar esse desafio ou evitá-lo.

 

Trabalhar com a produção de textos, estimular a oralidade, incentivar as mais diferentes leituras é tarefa de todas as disciplinas. Com mais ou menos dificuldades, acreditamos que todos os professores podem atuar ampliando as capacidades de linguagem dos seus alunos, das mais variadas maneiras. Assumir tal desafio exige, antes de mais nada, assumir que nunca estamos prontos como professores. Se, como dizia Paulo Freire, é “experimentando-nos no mundo que nos fazemos”, podemos dizer que é “experimentando-nos com os alunos que nos fazemos professores”.

 

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LETRAMENTOS DIGITAIS

4Letramentos-digitais

 

O título desta obra sugere complexidade, novas tendências, domínio de habilidades comunicativas no campo tecnológico; em contrapartida, a linguagem é simples, até mesmo para quem não se considere habilidoso com as tecnologias neste mundo digitalmente conectado. Por exemplo, ao explicar o que são aplicativos ou apps, lemos: “Pedacinhos de software baixados da internet” (p. 20), sendo que software fora definido na página anterior, permitindo envolvimento, familiarização e conhecimento para diversos leitores, algo que contribui muito com quem não tenha domínio da tecnologia.

Num momento em que os sistemas de avaliação no Brasil apresentam resultados não tão satisfatórios, Letramentos digitais nos apresenta práticas emergentes no ensino da língua.

 

“Pedacinhos de software baixados da internet”

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Comentários Recentes
francisco jeimes de olive
O texto de Vinhal esclarece muito bem os preceitos teórico-metodológicos adotados na obra Letramentos Digitais, traduzida por Marc... Leia Mais
Segunda, 08 Janeiro 2018 23:04
francisco jeimes de olive
Peço tb que deem uma olha em minha resenha na Matraga/Uerg. http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/28347/... Leia Mais
Segunda, 08 Janeiro 2018 23:09
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Hip-hop como prática de letramento

Hip-hop como prática de letramento

Letramentos de reexistência: uma história

Na docência, em nível básico ou superior, sempre temos nossa disciplina predileta, aquela que faz o olho brilhar e que a cada semestre nos leva a rever, com “furor pedagógico”,  as anotações feitas, replanejar aula a aula, buscar textos e pensar projetos como se fôssemos nós mesmas a sentar nas carteiras. Minha paixão é Língua, Poder e Diversidade Cultural, que leciono nas turmas de graduação do bacharelado interdisciplinar.   A disciplina busca problematizar algumas das ideias que sustentam a construção da noção de Brasil Nação, analisar implicações políticas, sociais, culturais para os dias atuais, perceber as intrincadas relações de poder nas quais estamos inseridos e de que maneira diferentes grupos sociais subalternizados reinventam, reconhecem, nominam, práticas que têm a intenção e permitem  viver-burlar a morte simbólica e mesmo física. 

Na sala de aula, trabalhamos com as reexistências da população em situação de rua, de grupos de quilombo, de pescadores, de lésbicas, transexuais, grupos de K.POP, de rock,  de estudantes africanos, de estudantes cotistas, grupo de proteção de mulheres em situação de violência,  e outros tantos que ao longo do semestre vamos descobrindo próximos.  Focando o histórico da população negra no Brasil e mais especificamente os jovens da cultura hip-hop, interessa saber dos usos das diversas modalidades de linguagem que os ativistas realizam, reportando-se às matrizes africanas e afro-brasileiras, bem como os saberes escolares e os da cultura de rua.

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Novos letramentos e o impacto das mídias digitais no ensino

Novos letramentos e o impacto das mídias digitais no ensino

Novas práticas de letramentos

Durante as últimas décadas, temos observado desenvolverem-se novas práticas de letramento e novas maneiras de estabelecermos participações sociais, das quais as escolas não podem, não devem ficar de fora.

Chama-nos a atenção o fato de que essas novas construções são desenvolvidas normalmente por jovens, apoiados em ferramentas digitais de edição, pós-produção (de imagem, vídeo e áudio) e por formas de distribuição independente.

Esses jovens, a partir de suas próprias necessidades e objetivos, desenvolvem novas maneiras de criar, distribuir e negociar significados, nas quais se confundem os papéis de leitor, espectador e, de maneira híbrida, constroem produções como as que vemos disseminadas em redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube (veja exemplos abaixo).

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