Blog da Parábola Editorial

É doutora em Linguística Aplicada pela Universidade de Campinas (2009), mestra em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996), graduada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política do Estado de São Paulo (1988). É professora adjunta da Universidade Federal da Bahia. Tem estudos e projetos na área de Linguística, com ênfase em letramento e relações raciais, atuando principalmente nos seguintes temas: hip-hop, identidade, juventude negra, educação. Ocupou o cargo de Pró-Reitora de Extensão Arte e Cultura na UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - Ceará de junho de 2013 a março de 2015. Integra, desde 2013, o quadro de professores do Programa de Mestrado Profissional em Letras - ProfLetras. Desde de 01/2016 é vice-coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Letras - ProfLetras.

Hip-hop como prática de letramento

Hip-hop como prática de letramento

Letramentos de reexistência: uma história

Na docência, em nível básico ou superior, sempre temos nossa disciplina predileta, aquela que faz o olho brilhar e que a cada semestre nos leva a rever, com “furor pedagógico”,  as anotações feitas, replanejar aula a aula, buscar textos e pensar projetos como se fôssemos nós mesmas a sentar nas carteiras. Minha paixão é Língua, Poder e Diversidade Cultural, que leciono nas turmas de graduação do bacharelado interdisciplinar.   A disciplina busca problematizar algumas das ideias que sustentam a construção da noção de Brasil Nação, analisar implicações políticas, sociais, culturais para os dias atuais, perceber as intrincadas relações de poder nas quais estamos inseridos e de que maneira diferentes grupos sociais subalternizados reinventam, reconhecem, nominam, práticas que têm a intenção e permitem  viver-burlar a morte simbólica e mesmo física. 

Na sala de aula, trabalhamos com as reexistências da população em situação de rua, de grupos de quilombo, de pescadores, de lésbicas, transexuais, grupos de K.POP, de rock,  de estudantes africanos, de estudantes cotistas, grupo de proteção de mulheres em situação de violência,  e outros tantos que ao longo do semestre vamos descobrindo próximos.  Focando o histórico da população negra no Brasil e mais especificamente os jovens da cultura hip-hop, interessa saber dos usos das diversas modalidades de linguagem que os ativistas realizam, reportando-se às matrizes africanas e afro-brasileiras, bem como os saberes escolares e os da cultura de rua.

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