Blog da Parábola Editorial

Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Curso de Letras - como exercitar o pensamento crítico

Formação crítica do profissional de LetrasA linguagem é elemento fundamental para a reflexão e a ação sobre a realidade social. Entender como a linguagem funciona nas práticas sociais e se posicionar frente a elas, principalmente no mundo densamente semiotizado em que vivemos, é questão de cidadania. Para trabalhar e atuar de forma consequente no mundo, portanto, o profissional de Letras (e vou me ater aqui centralmente ao professor ou professora de línguas) precisa ter uma formação crítica.

Em termos dos debates sobre ensino e aprendizagem de línguas, está pressuposto hoje que a professora e o professor irão mobilizar a leitura crítica nas práticas de atuação linguística dos e das estudantes (ou seja, nas práticas de leitura, escuta, produção textual oral e escrita e análise linguística). Para fazer isso, a professora e o professor, em sua formação durante o curso de Letras, também precisam desenvolver sua própria leitura crítica. E trata-se de um processo que tem avançado nas últimas décadas, com professores terminando a graduação com uma visão mais aguçada dos problemas sociais que envolvem a constituição e o uso de linguagens.

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Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Curso de Letras: desenvolva todas as suas competências

Um roteiro em 10 passos

 

O início de um curso envolve uma série de sentimentos, principalmente quando se trata de uma graduação, independentemente de já termos cursado outra faculdade ou de essa ser a nossa primeira vez no nível superior.

Sejam quais forem os motivos que nos trouxeram, aqui nos encontramos: no primeiro semestre do curso de Letras. Partilhei dessa sensação há exatos onze anos e, de lá para cá, muita coisa mudou, embora eu já tenha pertencido a uma geração de estudantes formados sob uma ótica linguística, algo de grande valia em minha atuação como professor.

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Situação dos professores no Brasil: autoestima e valorização profissional

Situação dos professores no Brasil: autoestima e valorização profissional

Espécie em Extinção (epílogo)

 

Este é o terceiro texto no qual me atenho à situação dos professores no Brasil. No primeiro artigo, expusemos dados e as condições gerais do magistério hoje no país; no segundo, enfrentamos as péssimas condições de trabalho que têm espantado gente boa da sala de aula. Agora, neste epílogo, vou falar da autoestima de nossos professores. Ou do que restou dela.

Fazer chacota de professor virou moda no Brasil nas últimas décadas. Se, sob a alegação de que o humor é uma forma de denúncia que chama a atenção para a condição triste de nossos professores, as diversas escolinhas malucas da televisão procuraram, de boa fé, denunciar as mazelas do magistério, parece que o tiro saiu pela culatra. Os “professores-Raimundos”, mal pagos e sofredores, se multiplicaram na cabeça da população não na forma de uma espécie a ser salva, mas na forma de uma espécie condenada. Não poucas vezes, vi, em atividades culturais da escola, arremedos da “Escolinha do Professor Raimundo” em que os alunos faziam grotescas imitações de seus próprios professores, desrespeitosas sátiras de seus mestres, como se eles não fossem dignos de qualquer respeito.

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Professores brasileiros vivem perigosamente

Professores brasileiros vivem perigosamente

Espécie em extinção (parte 2)

 

O Brasil saiu da “iminência de não ter” professores suficientes nas escolas para “a dura realidade de já não os ter”.

Vamos retomar aqui um dos fatores de deserção que mais me têm chamado a atenção: as condições efetivas de trabalho dos docentes.

A seguir, alguns casos recolhidos.

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O que faz um profissional de Letras?

O que faz um profissional de Letras?

LETRAS: profissão e carreira

 

Não se pode avaliar a utilidade de uma profissional usando critérios de outras que não sejam compatíveis com ela. Assim, não podemos comparar o curso de Computação com o de Letras. Mas podemos avaliar o curso de Letras considerando o curso de Computação. Explico-me: o profissional de computação, em algum momento de sua vida, recebeu a contribuição direta ou indireta do profissional de Letras. Porque ele teve de aprender a ler e a escrever. Por outro lado, como profissionais de Letras, contamos com a contribuição de diversos profissionais em vários aspectos de nossa vida. Seja como for, a presença da língua/linguagem em praticamente todos os atos humanos torna o profissional de Letras presente em praticamente todos esses atos. Busco aqui definir o que faz afinal um profissional de Letras.

Este texto é constituído em larga medida pelo discurso de paraninfo que fiz na cerimônia de formatura da turma de Letras 2016/2 da Universidade Católica de Pelotas. Para deixar bem claro qual meu principal interlocutor, os formandos, assim como pessoas que desejem se formar em Letras, mantenho aqui os aspectos relevantes da relação enunciativa em que estive envolvido. Sem prejuízo de minha intenção de me dirigir a outros interlocutores possíveis neste novo gênero e nesta nova relação enunciativa, ou situação de interlocução.

 

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