Blog da Parábola Editorial

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA, NOSSA VELHA (DES)CONHECIDA

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 “Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?”

O trecho acima faz parte da crônica Pechada, de Luís Fernando Veríssimo. Nela, o autor apresenta uma situação bastante comum em inúmeras salas de aula: a chegada de um aluno de outro estado e a reação (não muito amistosa) dos colegas de sala.

Sem dúvida, a diferença presente tanto na fala do garoto quanto nas palavras que usava gerou o estranhamento de seus companheiros de classe. Isso porque, apesar de sabermos que nossa língua é a mesma – portuguesa - , sempre estranhamos quando nos deparamos com a constatação de que ela não é a mesma. Pode parecer um paradoxo, e na verdade é, quando consideramos o senso comum (a mesma língua, uniforme e estanque) e os estudos linguísticos (a língua como um conjunto de conjuntos de variedades. Sim, um conjunto de conjuntos!)

Como bem assinala Bagno (2019, p. 27, grifos do autor), “Toda e qualquer língua humana viva é, intrinsecamente e inevitavelmente, heterogênea, ou seja, apresenta variação [...]”. Partindo de tal pressuposto, podemos dizer que a professora, apesar de sua boa vontade em minimizar os conflitos, não acertou de todo na explicação. Em primeiro lugar, cada região não tem exatamente um idioma; em segundo lugar, as diferenças não são tão pequenas assim.

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ESQUEÇA A “LÓGICA” DA LÍNGUA!

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Marcos Bagno

Desde o surgimento da filosofia antiga na Grécia, circula na cultura ocidental o mito de que a língua se organiza numa gramática que seria um espelho da lógica que comanda os processamentos da mente/espírito/alma/razão. Desse modo, a gramática seria a “lógica” da língua, enquanto a lógica descreveria a “gramática” do pensamento. Essa concepção de língua e de mente como o espelho uma da outra, velha de 2.500 anos, se enraizou fundo e continua bastante viva até hoje, especialmente entre as pessoas que se esforçam por defender a “pureza” da língua contra os “abusos” e os “erros” cometidos pelos próprios falantes. Essas pessoas costumam argumentar que esses “abusos” e “erros” vão na contramão da “lógica da língua” que, supostamente, governa a gramática. Por exemplo, no enunciado “Descartes foi um dos filósofos que se ocupou do caráter universal da linguagem”, o verbo ocupar deveria estar no plural por motivos “lógicos”, o que se comprovaria com a inversão dos termos: “Um dos filósofos que se ocuparam do caráter universal da linguagem foi Descartes”. Não parece lógico? Só que não...

O grande equívoco dessa abordagem tradicional é acreditar que existe realmente uma identidade entre o funcionamento da língua e o funcionamento da mente. Querer encontrar na língua a mesma “lógica” que governa a mente é acreditar, em última instância, na tese de que “o homem é um animal racional”, formulada inicialmente por Aristóteles e repetida até hoje. Ora, essa suposta racionalidade do ser humano foi posta em cheque no início do século 20 pela psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud (1856-1939), que enfatizou o papel fundamental do inconsciente no funcionamento da psique e nas ações concretas — desdobramentos mais recentes da neurociência e de outros campos de investigação empírica têm sugerido que mais de 90% das operações do nosso cérebro estão fora do nível da consciência.

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Produção textual na universidade

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O livro Produção textual na universidade, publicado em 2010, pela Parábola Editorial, nasceu no primeiro curso de “Redação Acadêmica” que ministrei, em 1994, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sobre princípios básicos de leitura e escritura no contexto universitário.

Ao longo de 25 anos, o curso original transformou-se em seminários, minicursos e palestras, recebendo alunos e audiências de áreas tão diferentes – jornalismo, geografia, educação, agronomia, além de literatura e linguística, estimulando minha investigação sobre como cada campo de conhecimento concebe a comunicação escrita. As descrições detalhadas de cada aula viraram o livro didático Redação acadêmica: princípios básicos (UFSM), com informações e dados de pesquisa sobre produção textual em diferentes culturas disciplinares. As aulas foram sendo refeitas e reorganizadas com base na experiência amealhada a cada edição do curso, tanto na UFSM como em outras instituições, e também com base na investigação sobre discurso acadêmico, realizada por Graciela Rabuske Hendges, minha coautora, e por mim, há mais de duas décadas, no Grupo de Pesquisa “Linguagem como Prática Social”.

Portanto, Produção textual na universidade resulta da atividade em ensino e investigação sobre o contexto (atividades sociais escritas, papéis e relações sociais entre leitores e escritores) e o texto (conteúdo, estilo e forma) de gêneros acadêmicos centrais para o debate da ciência. Este volume mantém quase o mesmo formato do material original, com a maravilhosa programação visual do João Luiz Roth, que entendeu a proposta pedagógica dos primeiros materiais didáticos. Além disso, a participação de Graciela foi fundamental para qualificar e incrementar os capítulos com dados atualizados de pesquisa sobre o discurso da ciência em diferentes áreas. Nossos exemplos ilustrativos permitem comparações entre exemplares do mesmo gênero acadêmico, em várias disciplinas, para que os leitores se sintam representados e convidados a buscar problemas e temas relevantes, revisar discussões atuais, refletir sobre conceitos em voga em seus próprios campos do conhecimento.

Sempre tomei por referência os desafios do meu próprio percurso de aprendizagem de escrita na vida – tenho 60 anos – e especialmente na ciência – 35 anos como docente na universidade. Também observei os desafios enfrentados por alunos e as diversas estratégias para vencê-los. Quis fazer um livro didático que não fosse uma preleção sobre “como se deve fazer”, mas antes um estímulo para escritores menos experientes questionarem e investigarem, buscarem informação sobre o modo como as pessoas interagem sendo leitores e escritores em sua disciplina específica, para atuarem cada vez mais centralmente, por meio da produção textual, na rede de produção de conhecimento acadêmico.

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Curso de Linguística Geral

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O Curso de Linguística Geral, de Ferdinand de Saussure, é nada menos do que um clássico da Linguística. Isso porque consiste em uma obra que exerceu, e continua a exercer, uma profunda influência não apenas nesse campo de conhecimento em que foi gestada, mas também fora de suas fronteiras. A força e o alcance das ideias contidas no Curso se impuseram, ora de modo mais explícito, ora de maneira mais subterrânea, tanto porque compreendem propostas e constatações inovadoras para os estudos linguísticos quanto porque representam a consolidação de um objeto de análise e de sua abordagem. Embora Saussure não tenha sido o único a conceber a língua e a Linguística de maneira diferente daquela em vigor entre os estudiosos dedicados ao método histórico-comparativo, entre o final do século XIX e o começo do século XX, no Curso de Linguística Geral os contornos e as definições desse objeto e dessa abordagem se encontram particularmente concentrados.

Desde sua publicação, começou a se estabelecer a ideia de que os fatos e os fenômenos a serem estudados pela Linguística não mais se resumiriam às mudanças das formas da língua através do tempo. Eles deveriam compreender, antes, as unidades linguísticas, as relações entre elas e as regras que permitem ou interditam suas combinações na constituição de unidades maiores e mais complexas, no interior de um sistema, num certo estado de uma sociedade. Se as ideias fundamentais do Curso de Linguística Geral já surpreendem, a coesão e a interdependência entre elas produzem ainda mais entusiasmo. À medida que se difunde o pensamento saussuriano, consolidam-se estas ideias: a língua é uma forma e não uma substância; ela funciona como um sistema; é um fato social; suas unidades valem menos pelo que são do que por suas relações de identidade e de diferença; o laço que une o significante ao significado de um signo é arbitrário; para o falante, não existe sucessão dos fatos da língua no tempo.

Cada um desses princípios implica fundamentalmente os demais e suas mútuas dependências constituem um sólido sistema conceitual. Foram a difusão e a conservação, mas também as modificações dessas ideias que fizeram do CLG uma obra clássica da Linguística. Seus postulados e noções se estabilizaram e passaram a constituir as entranhas dos estudos linguísticos de diversos modos, ao passo que diferentes atores e fenômenos, em tempos e espaços diversos, concorreram para alterar mais profunda ou mais superficialmente seus sentidos. Assim, como tende a ocorrer com os clássicos, o Curso de Linguística Geral dá provas de sua condição extraordinária tanto pelo que traz em si quanto pelo que proporciona a outrem.

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PRECONCEITO LINGUÍSTICO – 20 ANOS DEPOIS

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Pouco depois de ter sido lançado, há exatos 20 anos, o livro Preconceito linguístico se tornou uma obra de referência na maioria dos cursos de Letras e Pedagogia do Brasil, além de outras áreas em que as questões de linguagem também são centrais, como o jornalismo, a fonoaudiologia, o serviço social etc. A própria noção de “preconceito linguístico”, até então restrita aos debates acadêmicos entre linguistas, ganhou espaço na mídia, no ambiente escolar, nos projetos de formação docente e em documentos oficiais de política educacional. Muitos livros didáticos de Língua Portuguesa passaram a incluir um capítulo ou uma seção sobre a discriminação social por meio da linguagem. Surgiu aos poucos uma percepção geral mais aguçada com relação a essa forma de exclusão social muito sutil e, por isso mesmo, perversa, até pelo fato de passar muitas vezes despercebida, diante de uma certa “naturalização” das noções de “falar errado” e “falar certo” que circulam na nossa cultura linguística. Preconceito linguístico mostra de forma clara e sem rodeios que essas noções são construções ideológicas, decorrem das dinâmicas socioculturais da sociedade brasileira, extremamente hierarquizada, umas das mais excludentes e desiguais do mundo. Na verdade, como diz Marcos Bagno, “o preconceito linguístico não existe: o que existe é um profundo preconceito social que usa a forma de falar das pessoas como desculpa para excluí-las dos bens e dos direitos que deveriam caber a elas”. Assim, o preconceito linguístico vem se juntar a tantas outras práticas de discriminação vigentes na sociedade como o racismo, o sexismo, a homofobia, ao chamado ódio de classe que se volta contra a maioria da população (pobre ou mesmo miserável), e às demais formas de violência simbólica que são exercidas contra a diversidade de opiniões, de crenças e de valores. A língua que uma pessoa fala é um dos componentes fundamentais de sua identidade individual e coletiva, nós somos o que falamos e falamos o que somos. Discriminar alguém por seu modo de falar é discriminar a pessoa naquilo que ela é, concretamente, em seu próprio corpo, e fere os princípios elementares da cidadania e da convivência democrática. Ao longo desses vinte anos, Bagno vêm recebendo mensagens de inúmeras pessoas que se reconhecem nas situações descritas no livro, pessoas de origem rural ou de camadas urbanas desfavorecidas que, tendo conseguido chegar ao ensino superior, encontraram em Preconceito linguístico os argumentos que buscavam para compreender as discriminações que sofriam e para criticá-las de forma bem fundamentada nos pressupostos da linguística e da sociologia da linguagem. Também têm sido muitos os depoimentos daquelas que, após a leitura do livro, se deram conta de suas próprias atitudes e práticas discriminatórias e passaram a compreender melhor a origem social e cultural do preconceito linguístico. Combater a discriminação pela linguagem não é, como muita gente desinformada supõe, defender um suposto “vale-tudo” no uso da língua, abandonar o ensino das formas prestigiadas de falar e escrever ou, pior, querer impor o uso das formas “erradas” como as únicas aceitáveis a partir de agora. As questões de educação linguística são muito mais complexas do que um binarismo fácil entre “sim” e “não” ou uma simples troca de “normas”. A multiplicidade dos usos da língua tem que ser respeitada, valorizada e defendida, e entre esses usos, evidentemente, estão, também, as formas de prestígio, faladas e escritas, que têm sido reservadas durante muito tempo a uma pequena parcela da população. Mas é esse também que causa tanto medo e apreensão, porque significa ampliar o acesso à cultura letrada num país injusto em que os bens e os direitos sociais têm sido reservados há séculos para muito pouca gente.

 

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Nurc - 50 anos

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Neste ano de 2019, a Linguística brasileira comemora os 50 anos de um dos seus mais significativos projetos – o NURC-Norma Linguística Urbana Culta. Para registrar e celebrar esse aniversário, a Parábola Editorial está lançando o livro NURC 50 anos: 1969-2019, organizado pelo Professor Miguel Oliveira Jr., atual presidente da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN).

A obra reúne artigos que recuperam a história do Projeto e fazem um balanço dos inúmeros estudos realizados a partir dele, estudos que contribuíram não só para um melhor conhecimento do português brasileiro, como também para a formação de novos pesquisadores.

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5 livros para ler em 2019

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Já sabe quais são os melhores livros para você ler em 2019? É fundamental você reservar o  tempo necessário para a atualização e busca de novas perspectivas pedagógicas e enriquecer suas estratégias de ensino e aprendizagem.   

 

No artigo de hoje, separamos as melhores leituras para você intensificar os seus conhecimentos e orquestrar as melhores aulas em 2019. Confira! 

 

1. A linguística, o texto e o ensino da língua

O sucesso de qualquer empreendimento pedagógico depende de que os estudantes sejam aptos a ler e escrever com desenvoltura, competência a ser cultivada ao longo de toda a vida escolar.

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Como definir o tema do TCC em 5 dicas rápidas

Como definir o tema do TCC

 

 

Chegou o momento tão esperado por todos e temido por muitos: escrever o trabalho de conclusão de curso. O problema enfrentado por muitos é a indecisão na escolha do tema sobre o qual escrever. Está pass ando por esse momento? Então abriu o artigo certo. Listamos abaixo 5 dicas para ajudar você na definição do tema para a escrita do seu TCC. 

 

 

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3 dicas para montar a sua aula de português

3 dicas para montar sua aula

 

 

Professor(a), além de ensinar, você deseja surpreender os alunos com uma aula de português diferente que possa ajudá-los na fixação na matéria? Então confira abaixo 3 boas dicas.

 

 

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Variação Linguística – o que é, exemplos, dicas de leitura

Variação Linguística
É muito importante compreender a variação na língua. O entendimento da variação linguística evita o preconceito contra aqueles que falam diferentemente, além de nos proporcionar mais conhecimento e bagagem no que diz respeito a todos os aspectos da nossa história.

 

 

O que é variação linguística?

 

Como o nome já sugere, a variação linguística trata as mudanças da língua dentro do seu próprio sistema. A língua não é fixa, invariante, ela varia no decorrer de sua história, de sua localização social e cultural. Mesmo conhecer a “nomenclatura”, alguma vez na vida você já se deparou com variação, seja conversando com alguém, assistindo a programas de TV ou lendo textos regionais.

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Os 5 livros campeões de vendas de 2018

Os 5 livros campeões de vendas de 2018

 

Quando um ano termina e com a chegada de um ano novo, é costume muitas pessoas e empresas fazerem um balanço e avançarem perspectivas. Nós, da Parábola Editorial, resolvemos fazer isso também. Listamos abaixo os 5 melhores livros de 2018 na perspectiva dos leitores e leitoras. Vale a pena conferir a dica quente e ainda adquirir o seu, caso ainda não os tenha lido. 

 

 

1 - Preconceito linguístico

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Valorizar os livros

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“Presentear com livros não é a solução. Tomar consciência da importância deles na formação do indivíduo é que é."

 

 

A "pseudofalência" das duas maiores redes de livrarias do país chamou a atenção de algumas pessoas nestas duas últimas semanas. Alguns muito espantados, outros nem tanto... 

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7 dicas para escrever bem

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Escrever pode parecer algo complicado, e é! Aquele frio na barriga que dá ao ter uma boa ideia, a insegurança de estar sendo incoerente, a sensação de que escrever é uma bobagem [não, não é!], de que seria um dom reservado a poucos [também não], todos são sentimentos que bloqueiam qualquer processo criativo. Seja ele para produzir textos da vida acadêmica, literária, jornalística ou por hobby.

 

Por isso, selecionamos as seguintes sete dicas para você escrever bem. 

 

 

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Black Friday da Parábola

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Um final de semana de ofertas para uma vida inteira de conhecimento

 

Há alguns anos, a tradição da Black Friday começou no Brasil. Vai chegando o fim do ano e muita gente fica ansiosa para aproveitar as promoções. Todo mês de novembro, as lojas se preparam para conquistar os clientes com bons descontos, e os consumidores se preparam para a busca do melhor preço. 

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Best-sellers para incrementar suas aulas de português

Best-sellers para incrementar suas aulas de português

Renegados ao lugar de livros menores, os best-sellers e sua importância estão sendo atualmente ressignificados. Um livro muito vendido não deve ser visto obrigatoriamente como sinal de baixa qualidade literária ou editorial. Diante do sempre mais facilitado acesso a informações, as redes de articulação intelectuais cresceram e os diálogos permitem que mais pessoas pesquisem e indiquem leituras adequadas e de qualidade em e para suas áreas de atuação.

Não é diferente com professores e professores. Hoje, nas redes virtuais e sociais, temos páginas, perfis, blogs e outros aplicativos voltados para a circulação de informações e referências bibliográficas. Com essa mudança de hábito, a procura por títulos específicos aumentou e sua venda também, elevando livros de ensino ao status de best-sellers, algo que há um tempo caracterizava literatura de nichos específicos como ficção científica, romances, livros infantojuvenis etc.

Então, visto que entender e conhecer o que há de novo no mercado editorial é essencial para o desenvolvimento de suas aulas, a Parábola Editorial destaca de seu acervo alguns livros que têm sido classificados como opções ideais para preparar as aulas de português e que queremos transformar em best-sellers. Vamos conhecer um pouco mais deles? 

 

Poesia na sala de aula, de Helder Pinheiro

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O professor e o analfabetismo funcional

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Mês de outubro, sala de aula e muitas pessoas focadas nas folgas e feriados que acompanham as comemorações do período: dia das crianças e dia dos professores. Diante das rotinas de trabalho e do cansaço provocado pela correria da vida, parece que essas datas comemorativas são como uma válvula de escape. Um meio de se desligar dos problemas. Mas quais problemas poderiam ser esses, já que lecionar é uma das profissões mais nobres? Fazendo uma análise crítica, nos deparamos com fatos desanimadores como o analfabetismo funcional, a violência, a desvalorização da categoria.

 

 

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“ME FORMEI. E AGORA?”

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Cinco dicas para formandos[as] em Letras

“Me formei. E agora?” Esta frase assombra todo recém-formado. Sair de uma graduação é uma vitória; porém, encarar o fato de não saber qual o próximo passo a ser dado é um assombro.  

E se tivermos algumas dicas de como nos planejar para evitar esse “terror”?

Este post vem com este intuito: iluminar os caminhos dos recém-formados no curso de Letras. O mercado de trabalho para o profissional das Letras se mostra amplo e diversificado. Um formando em Letras pode lecionar, atuar como intérprete, tradutor, revisor, redator, pesquisador, entre outras funções. Isso permite a ele transitar em diversas funções, ampliar seu conhecimento e conseguir uma remuneração adequada a sua formação e capacidade profissionais.  

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CARNAVAL

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A IDEIA DE CARNAVAL EM BAKHTIN

 

As ideias de carnaval e da correlata carnavalização emergem da leitura feita por Bakhtin da cultura folclórica popular da Idade Média e de sua transmissão no Renascimento, tema de seu livro Rabelais e seu mundo (quase todo escrito no final dos anos 1930 e durante os anos 1940, publicado em russo em 1965 e, em tradução para o inglês, em 1968). Em um sentido evidente, o carnaval é profundamente reflexivo do pensamento bakhtiniano como um todo, por levar as ideias-chave de corporificação e inacabamento a um extremo quase poético (pelo qual Bakhtin foi muito criticado). O livro sobre Rabelais está, portanto, mais obviamente relacionado com o ensaio sobre o cronotopo, ao elaborar, em sua ênfase sobre o vir-a-ser, a insistência em que nada é mais significativo do que a resistência ao fechamento, ao inacabamento do ser humano, à questão do processo de “como uma pessoa vem a ser outra” (FTC 115). Também se pode argumentar que, embora o ensaio sobre o cronotopo tenha focalizado o tempo como a “categoria primária” (FTC 85), o livro sobre Rabelais revisita o mesmo conjunto de problemas, só que agora priorizando “o princípio material corporal” (RM 19), em busca de todas as implicações da vida encarnada, participativa como base para um “conceito de ser [explicitamente] materialista” (RM 52). O tempo não está ausente do carnaval — se estivesse, não poderia produzir o desenvolvimento, o vir-a-ser requerido para a renovação e o renascimento (inacabamento) —, mas no carnaval como “espetáculo ritual” efetivo o tempo está suspenso: ele cede seu papel primário à habitação corporal do espaço de carnaval.

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