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Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Linguagem e línguas: política, ideologia e emoção

Geopolítica, geolinguística e terminologia

 

As línguas se assemelham a esponjas. Elas absorvem palavras para preencher lacunas. Não há idiomas “puros”. Eles são todos híbridos, misturados. As palavras de um idioma x ingressam no idioma como “empréstimos”; nunca são “devolvidas” e, por isso, o termo neologismo procede. Algumas se enraízam enquanto outras são descartadas1. O interessante aqui é que os próprios falantes não têm controle nem plena consciência do fenômeno. Um(a) usuário(a) ouve ou lê determinada palavra estrangeira e, na maior parte das instâncias, ele ou ela inconscientemente a repete ou a escreve.  Assim o vocábulo é lançado em outros terrenos. A única intervenção possível por parte dos usuários, especialmente gramáticos, filólogos, lexicógrafos, é a fixação da ortografia e o registro (ou não) dos neologismos em vocabulários, glossários e dicionários.


Os idiomas funcionam como bandeiras (Rajagopalan, 2002, 2004). Na verdade, os idiomas nada fazem. São os usuários que se apropriam da linguagem com o intuito de convencer, persuadir e manipular. Diria que em todos os países os políticos agitam bandeiras para fins eleitoreiros.

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