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Tendências pedagógicas na prática escolar

Tendências pedagógicas na prática escolar

 

9 dicas de como aprender com os erros

 

Diana Laufenberg é uma professora de história que trabalha na Science Leadership Academy da Filadélfia, Pennsylvania. Ela fez uma palestra no TED Talk (2010), intitulada: “Como aprender? Com os erros”. Essa palestra está disponível na internet e disponibiliza legendas em português. Vale a pena ouvir. São apenas 10 minutos sobre tendências pedagógicas na prática escolar, mas tão preciosos! Não deixe de ver. Siga o link: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/diana_laufenberg_3_ways_to_teach

 

Aqui estão alguns trechinhos que consideramos importantes:

 

“Aprender tem de incluir uma quantidade de fracasso, porque o fracasso é instrutivo no processo”.

 

Faça perguntas realmente interessantes e elas não vão te desapontar

 

“Abandonamos a ideia de que crianças têm de vir à escola para obter informação, e em vez disso, perguntamos o que elas podem fazer com essa informação. Faça perguntas realmente interessantes e elas não vão te desapontar.”

 

“O ponto principal é que se continuarmos a olhar a educação como se se tratasse apenas de ir à escola para ter acesso à informação, e não aprender pela experiência, fortalecendo a voz dos estudante e abraçando o fracasso, estamos perdendo o bonde. [...] Não vamos chegar lá com testes padronizados e não chegaremos lá com uma cultura de uma única resposta correta. Sabemos como fazer isso melhor.”

 

Vamos seguir agora algumas das dicas da Diana Laufenberg (disponíveis em https://goo.gl/qD0Hn9, acessado em 07/06/2017) de como ajudar os alunos a encontrar seus próprios caminhos para aprender na escola:

 

1. Seja flexível

Quanto menos os educadores tentarem controlar o que os alunos vão aprender, mais as vozes desses alunos serão ouvidas, levando-os a dirigir sua própria aprendizagem. Mas isso exige mais abertura de mentalidade por parte dos professores. Diante dos problemas educacionais crônicos, eles se perguntam: “Como dar conta de 40 projetos individuais de aprendizagem, se formos dar espaço a cada aluno?” A questão está posta, não ainda respondida.

 

2. Promova a investigação instigando a curiosidade

O nome disso é pedagogia progressiva. Atice a curiosidade deles sobre aquele assunto a ponto de eles sentirem necessidade de pesquisarem por si mesmos.

 

3. Promova a participação dos alunos

Existem muitas formas de aprender ativamente, além da tradicional pergunta e resposta. Claro que é difícil fazer isso se você leciona para sete turmas de quarenta alunos, mas isso indica ter passado a hora de o professor usar as tecnologias disponíveis para fazer isso. É preciso lançar mão de todos os instrumentos à disposição para levar os estudantes a construírem seu próprio aprendizado.

 

4. Professores do fundamental ensinam crianças e pré-adolescentes, não sujeitos adultos

Você não pode pedir a crianças e pré-adolescentes para assumirem riscos se eles não confiam, não acreditam que você se importa com eles. Quando os estudantes reconhecem que seus professores estão pessoalmente engajados com eles, todos vão mais longe.

 

5. Abra espaço para a aprendizagem experimental

Se o que aprendem não for real para eles, se estiver apenas nos livros, eles perdem o interesse. Eles querem fazer coisas reais, e nós estamos, o tempo todo, subestimando o que eles podem fazer.

 

6. Assuma o fracasso

Pensemos que existem dois tipos de fracasso: o “condenável” e o “admirável”. Decidir não participar de um projeto é um exemplo de fracasso condenável. O fracasso admirável é quando os alunos arriscam e experimentam, mesmo sabendo que podem não acertar da primeira vez. É preciso dar a eles a coragem de arriscar fracassar para aprender com o erro.

 

7. Não seja chato

Diga sempre a seus alunos: “Se eu cair na chatice, me avisem. E se vocês estiverem chatos, vou avisar também”. Mas, atenção, existem alunos que preferem aulas chatas porque elas são mais fáceis, são quantificáveis. Eles sabem o que precisam fazer para tirar uma boa nota. É necessário convencê-los de que a aula que não é chata, sem respostas previsíveis, quando eles se deixarem desafiar, é aquela que os levará a aprenderem mais, a serem autônomos.

 

8. Alimente a alegria

É importante criar um espaço onde os alunos sejam valorizados, onde a criatividade seja soberana e onde as vozes dos alunos possam se fazer ouvir em todos os níveis da escola.

 

9. Instigue a autonomia

Diana diz: “Se ao final do ano, eles ainda precisarem de mim, não terei feito meu trabalho. Não vou com eles para a universidade. Eles precisam ter impulso próprio, desenvolverem o pensamento independente”.

 

existem alunos que preferem aulas chatas

 

Agora pense em como você pode criar situações em que seus alunos possam errar e aprender com os erros, seguindo essas tendências pedagógicas em sua prática escolar sem medo do fracasso, acreditando que há sempre mais de uma resposta possível, mesmo no Brasil.

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Adaptado de material produzido por
Carla Viana Coscarelli e pela
equipe do Redigir, FALE/UFMG

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