Blog da Parábola Editorial

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Professora associada da Unidade Acadêmica de Letras da Universidade Federal de Campina Grande, onde leciona na graduação desde 1996, e na pós-graduação em Linguagem e Ensino desde 2004. Pós-doutora em Educação, pela FAE/UFMG, na área de currículo, onde trabalhou (2012-2013) junto ao GECC ― Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículo e...

Professora associada da Unidade Acadêmica de Letras da Universidade Federal de Campina Grande, onde leciona na graduação desde 1996, e na pós-graduação em Linguagem e Ensino desde 2004. Pós-doutora em Educação, pela FAE/UFMG, na área de currículo, onde trabalhou (2012-2013) junto ao GECC ― Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículo e Culturas. Tem formação em Linguística Aplicada, numa vertente "mestiça e indisciplinar", por isso concluiu doutorado em Educação pela USP (2004), mestrado em Linguística Aplicada pela Unicamp (1995), especialização em Linguística Aplicada pela PUC-MG (1993), e graduação em Letras-Português pela UFPB (1991). Seus trabalhos de ensino, pesquisa e extensão têm como foco o ensino de português como língua materna, em especial no ensino médio, os letramentos múltiplos na escola, os usos pedagógicos da mídia, tanto na escola quanto na sociedade. Os exames de larga escala também têm sido tematizados em várias de suas pesquisas. Orienta pesquisas de mestrado e doutorado sobre formação de professores e transposição didática. E-mail: deniselinoaraujo@gmail.com

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Enunciado de atividades e tarefas escolares: muda alguma coisa no ensino remoto?

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Denise Lino

 

Quando escrevi o livro “Enunciado de atividades e tarefas escolares – modos de fazer”, a referência era o ensino presencial e a atuação docente naquilo que hoje pode ser chamado de o trabalho convencional do professor: na escola, com alguns horários para planejar e elaborar atividades para os alunos. No momento do planejamento, era comum a discussão com colegas, a apresentação de sugestões e quase sempre a refacção dos enunciados.

Como decorrência da COVID-19, a suspensão das aulas presenciais levou à introdução do ensino remoto que mudou esse cenário. Não só a sala de professores e a sala de aula estão na sala da casa dos professores, como aquela interlocução presencial com os colegas é também remota, virtual, por vezes assíncrona, o que leva a perda do timing da discussão. Porém, a mudança mais significativa nesse cenário diz respeito à interlocução. Neste momento, o primeiro interlocutor do professor não é mais necessariamente o(a) seu(ua) aluno(a) é também, e às vezes primeiro, o pai/a mãe, os avós e/ou o(a)s cuidadore(a)s das crianças e adolescentes que estão assistindo aulas através de celulares, notebooks e até TV e rádio, nos cenários díspares do Brasil. Assim, o professor hoje não só “fala”, mas escreve para um outro público que precisa receber de forma clara as instruções sobre o que fazer e o como fazer.

Em função desse cenário, penso que a elaboração de enunciados de atividades e de tarefas escolares se mostra muito relevante e deve ser levada em consideração pelo(a)s docentes dos diferentes componentes curriculares. Conforme defendo no livro em tela, a autoria de material didático é uma competência a ser enfatizada nos cursos de formação inicial e continuada, dada sua importância para a autonomia e desenvolvimento profissional. Por isso, o propósito dessa obra é apresentar critérios para a redação de enunciados escolares. Se estes estiverem tecnicamente corretos e forem escritos de modo desafiador à inteligência, tanto discentes quanto os que lhe assistem entenderão o que está sendo orientado, questionado, solicitado, etc. Quando se tem isso em vista, é possível elaborar atividades em função das aprendizagens dos alunos.

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Atividades e tarefas escolares na aula de Língua Portuguesa

Atividades e tarefas escolares na aula de Língua Portuguesa
  

O que são atividades, tarefas ou exercícios na aula de Língua Portuguesa?

 

Parece provocação, mas precisamos revisitar o óbvio: o que são atividades, tarefas ou exercícios na aula de Língua Portuguesa? Utilizamos essa nomenclatura há muito tempo e agimos como se os sentidos estivessem estabilizados e como se todos, iniciantes e veteranos, ao usarem as mesmas expressões, se referissem aos mesmos objetos. Na realidade, porém, a elaboração de atividades e tarefas ou exercícios na formação do professor de português é um aspecto não tematizado como parte de um saber profissional.

 

Sem dúvida, elaborar atividades e tarefas ou exercícios é inerente à atuação docente. Mas em que momento da formação inicial esse aprendizado é sistematizado? A crença tácita na área é a de que os professores de Prática de Ensino ou os orientadores/supervisores de estágio devem se encarregar de ensiná-lo. A depender de como essa etapa da formação está organizada, espera-se que o(s) professor(es) de Didática tenha(m) abordado tal assunto em suas aulas. Mesmo que os professores de prática de ensino ou supervisores de estágio docente assumam a responsabilidade de ensinar a seus estagiários como formular exercícios, o tempo é quase sempre reduzido e são elaboradas poucas atividades. A observação geral sobre nossa atuação tem demonstrado que tal sistematização deveria começar desde as primeiras disciplinas da licenciatura.

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