Blog da Parábola Editorial

Best-sellers para incrementar suas aulas de português

Best-sellers para incrementar suas aulas de português

Renegados ao lugar de livros menores, os best-sellers e sua importância estão sendo atualmente ressignificados. Um livro muito vendido não deve ser visto obrigatoriamente como sinal de baixa qualidade literária ou editorial. Diante do sempre mais facilitado acesso a informações, as redes de articulação intelectuais cresceram e os diálogos permitem que mais pessoas pesquisem e indiquem leituras adequadas e de qualidade em e para suas áreas de atuação.

Não é diferente com professores e professores. Hoje, nas redes virtuais e sociais, temos páginas, perfis, blogs e outros aplicativos voltados para a circulação de informações e referências bibliográficas. Com essa mudança de hábito, a procura por títulos específicos aumentou e sua venda também, elevando livros de ensino ao status de best-sellers, algo que há um tempo caracterizava literatura de nichos específicos como ficção científica, romances, livros infantojuvenis etc.

Então, visto que entender e conhecer o que há de novo no mercado editorial é essencial para o desenvolvimento de suas aulas, a Parábola Editorial destaca de seu acervo alguns livros que têm sido classificados como opções ideais para preparar as aulas de português e que queremos transformar em best-sellers. Vamos conhecer um pouco mais deles? 

 

Poesia na sala de aula, de Helder Pinheiro

Esse livro retira a poesia de seu lugar marginal. Helder Pinheiro propõe repensar o ensino e a leitura da poesia em sala, apresentando a professores e alunos uma nova perspectiva sobre o fazer poético e a leitura de poesia. Em seu texto, não encontraremos apenas fragmentos líricos clássicos, mas uma abrangência de possibilidades de estudo como música popular, jogo dramático, literatura de cordel, entre outros. 

Helder Pinheiro desenvolveu um título que retira a poesia do ambiente intimista e mostra a professores e estudantes que a poesia habita outros lugares, além das prateleiras escondidas de bibliotecas e livrarias. 

 

Escrever, hoje: palavra, imagem e tecnologias digitais na educação, de Ana Elisa Ribeiro

É preciso saber que a escrita é histórica e socialmente situada, ou seja, não há a ou uma escrita. Ela é viva e depende de muitas condições, inclusive e principalmente das tecnológicas. O “hoje” do título desse livro é expressão clara de que a escrita é um processo, algo que tem uma história que é preciso conhecer cada vez mais. Não podemos ficar alheios à história da escrita, como se ela fosse um modo de fazer sem nada a ver com os cidadãos. A adesão a novas máquinas, novos modos de produzir texto, novos gêneros textuais são “criações” sociais, menos ou mais inusitadas, inovadoras, que correm conosco na história da leitura e dos modos de escrever. As técnicas e tecnologias da escrita de que dispomos hoje são mais uma fase dessa história, que não despreza nenhuma outra anterior. É preciso buscar a integração, o incremento, e não competição entre modos de escrever e ler. 

best-seller de Ana Elisa Ribeiro aborda a necessidade de pensar a escrita em cada meio de comunicação. Na era da interação digital, mudou a maneira de escrever/ler. Como encarar essas mudanças? Como nos adaptar às informações veiculadas por meio de imagens? Como perceber as mudanças históricas? E as mudanças sociais? Essas são perguntas respondidas ao longo do texto, que tem o intuito de provocar reflexão sobre práticas de pensar a escrita no contexto social atual sem perder de vista o caminho feito para chegar aqui.

 

Enunciado de atividades e tarefas escolares: modos de fazer, de Denise Lino de Araújo

O que é o que é que os professores escrevem todo dia e nunca aprendem na universidade? Exercícios, atividades e tarefas escolares!

Não se tem ensinado o estudante nas várias licenciaturas de ensino a formular atividades, nem demonstrado a vinculação delas aos objetivos de ensino. Uma das maiores dificuldades da vivência da profissão está justamente na elaboração de atividades e tarefas escolares. Nem mesmo os livros didáticos são exemplares coerentes de exercícios bem elaborados e teoricamente sustentados. 

Pensando, de um lado, na formação inicial de professores, com as dificuldades que os licenciandos apresentam na elaboração de atividades e, de outro, na prática profissional, que apresenta debilidades na produção de atividades, Enunciado de atividades e tarefas escolares se destina a professores de língua portuguesa, em formação ou já formados, e objetiva descrever a elaboração de enunciados de atividades como resultado da formulação de sequências injuntivas. 

 

O mundo na sala de aula: intertextualidade nos anos finais do ensino fundamental, de Maria Silvia Gonçalves

Essa obra surgiu da discrepância entre as intenções dos educadores no trabalho com a leitura e o resultado obtido junto aos alunos e examina como vêm sendo conduzidas as atividades com textos em sala de aula. A intenção é provocar uma melhora qualitativa na abordagem textual por meio de atividades inferenciais, em que se estabeleçam relações, desenvolvam-se raciocínios e deduções. Com essa estratégia, espera-se que o aluno consiga suprir a incompletude do texto. As considerações desse trabalho ressaltam a importância da leitura na formação de um indivíduo e o papel crucial do leitor-mediador no desenvolvimento do processo.

Maria Sílvia Gonçalves apresenta a urgência de uma melhora qualitativa na abordagem textual. Ela partiu de sua insatisfação com o ensino de leitura e a transformou em um livro que aponta os problemas e possíveis soluções para que as relações entre leitor e texto  se alinhem à capacidade dos alunos (mediação, cognição, interação).

Esse é um livro essencial para a formação de alunos leitores por meio de estratégias efetivas, que repensem as ações da escola/do ensino em busca de melhores resultados formativos e de queda do analfabetismo funcional

 

Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas, de Irandé Antunes

Você encontrará aqui orientações e sugestões de como iniciar os alunos da educação básica nos estudos textuais, tirando do foco do ensino conceitos e atividades mais restritos à gramática da palavra e da frase. Não ensinar os alunos a escreverem textos, e sim frases apenas, é exatamente negar os princípios básicos da linguagem e da textualidade. A posição da autora se justifica pela certeza de que a disciplina de Linguística é relativamente nova nos cursos de Letras, não consta em todos os currículos dos cursos de Pedagogia e, em um e outro curso, ocupa um tempo de estudo não muito longo. Textualidade – noções básicas e implicações pedagógicas é um começo de conversa, uma introdução às introduções já existentes. Ele oferece aos professores da educação básica e a alunos dos cursos de Letras e Pedagogia acesso compreensível aos estudos da textualidade e do texto, com o esclarecimento de questões mais gerais e preliminares que levarão a uma muito esperada mudança: tirar a palavra e introduzir o texto no ensino de língua materna. 

 

Tiras no ensino, de Paulo Ramos

Paulo Ramos trata de introduzir no ensino de língua as tirinhas, sempre tão bem recebidas pelos alunos. O autor mescla a teoria com a prática, visando à melhor maneira de agregar conhecimento por meio dos quadrinhos

As tiras constituem um mundo próprio. Mas ainda faltava uma exposição que detalhasse suas variadas facetas. A proposta aqui é justamente preencher essa lacuna. Tiras no ensino esmiúça aspectos relacionados às tiras da forma mais clara possível. A intenção é fazer a obra ser lida por quem já conhece o tema e também por aqueles ainda não iniciados no assunto. O equilíbrio foi mantido pelo uso de uma escrita mais didática, farta de exemplos. 

Quadrinhos sempre foram lidos no país, mesmo tendo estado por tanto tempo fora do circuito escolar brasileiro. Demorou décadas para que eles fossem “oficialmente” percebidos como material didático. De excluídos, os quadrinhos e as tiras agora se somaram às formas plurais de texto a serem levadas aos alunos. Agora tirinhas podem ser oficialmente trabalhadas como fomento à leitura.

 

***

 

Com esses nossos livros, professoras e professores de todo o país estão enriquecendo suas aulas e captando a atenção e interesse dos alunos ao fugirem de práticas que já não se adequam nem ao contexto nem a nossas necessidades atuais. São livros que estimulam a criatividade dos envolvidos na prática de ensino e se mostram úteis para educadores, estudantes de Letras e Pedagogia, mas também para todos aqueles que desenvolvem atividades de ensino, em sala de aula ou fora dela.

  

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