Blog da Parábola Editorial

Língua Portuguesa e a excessiva busca de correção

Língua Portuguesa e a excessiva busca de correção

10 MANDAMENTOS +1 PARA EXORCIZAR A HIPERCORREÇÃO

 

“Ultracorreção: fenômeno que se produz quando o falante estranha, e interpreta como incorreta uma forma correta da língua e, em consequência, acaba trocando-a por uma outra forma que ele considera culta; nessa busca excessiva de correção […], nota-se em geral o temor do falante de revelar uma classe de origem socialmente discriminada; hipercorreção, hiperurbanismo” (Dicionário Houaiss da língua portuguesa).

 

Não usarás o verbo possuir

Em 99% dos casos, o querido e meigo verbo ter resolve a situação. Nos demais casos, dê uma paquerada no complemento, namore o objeto direto e veja qual verbo combina melhor com ele. Por exemplo, uma fábrica não “possui” encomendas de um modelo novo de carro: ela recebe encomendas. Ninguém “possui” dores nas costas: a gente sente/sofre/padece de dores nas costas. Uma cidade não “possui” problemas de transporte público: ela exibe/apresenta/ostenta problemas de transporte público… e por aí vai. O problema não é o verbo em si, mas a tendência que muitas pessoas exibem de querer usar possuir na crença de que é mais “sofisticado” ou “mais chique” e, por causa disso, de querer empregar o verbo dez ou doze vezes por página! Melhor é não usar nunca.

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Ensino de língua portuguesa

Ensino de língua portuguesa

Ensinar ou não nomenclatura gramatical?

 

Oração substantiva objetiva direta; regência nominal; aposto; sujeito indeterminado; pronome relativo; verbo intransitivo; sujeito oculto; objeto indireto; agente da passiva; locução adverbial; índice de indeterminação do sujeito; oração coordenada assindética; partícula apassivadora; vocativo; oração adjetiva restritiva; verbo transitivo direto; regência verbal… A lista de conceitos teóricos relacionados à gramática com a qual os estudantes se deparam na educação básica é imensa. Maior que ela, apenas a falta de paciência de muitos estudantes para lidar com essa lista de conceitos.

Será a impaciência dos estudantes justificada? Paciência ou impaciência à parte, os professores devem ou não ensinar a nomenclatura gramatical? E os estudantes precisam mesmo aprendê-la?

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Gêneros Textuais: um guia de leitura

Gêneros Textuais: um guia de leitura

16 sugestões e um convite

 

A literatura sobre gêneros no Brasil cresceu enormemente. Não é possível ler tudo o que se escreve sobre o assunto, ainda que consideremos apenas a produção brasileira em dissertações, teses, artigos e livros. Esta é apenas uma lista de sugestões, a minha lista, uma lista parcial, sem dúvida. Outros especialistas teriam uma lista diferente, com modificações aqui e ali, especialmente inclusões. Eu mesmo incluiria outros trabalhos importantes, se não fosse a necessidade de manter esse guia dentro de certos limites de brevidade e racionalidade, renunciando a qualquer pretensão de uma listagem exaustiva sobre a temática. No entanto, no meu ponto de vista, as obras aqui citadas, 15 livros e 1 artigo, não deveriam ficar de fora de qualquer levantamento inicial do trabalho com gêneros no Brasil.

Dois critérios orientaram a seleção das obras aqui incluídas: primeiro, foram selecionadas obras disponíveis no mercado, para compra, ou acessíveis para download gratuito na web, quando for o caso. Segundo, a lista propositalmente se restringe a indicações em língua portuguesa.

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Língua Portuguesa: Vírgula sem cara de interrogação

Língua Portuguesa: Vírgula sem cara de interrogação

 Os diferentes usos da vírgula

 

 

Vamos pensar nos diferentes sentidos das frases abaixo:

Não, espere! / Não espere!Aceito, obrigado. / Aceito obrigado.Isso só, ele resolve. / Isso, só ele resolve.Esse, juiz, é corrupto. / Esse juiz é corrupto.Vamos perder, nada foi resolvido. / Vamos perder nada, foi resolvido.“Não queremos saber!” / “Não, queremos saber!”
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O que faz um profissional de Letras?

O que faz um profissional de Letras?

LETRAS: profissão e carreira

 

Não se pode avaliar a utilidade de uma profissional usando critérios de outras que não sejam compatíveis com ela. Assim, não podemos comparar o curso de Computação com o de Letras. Mas podemos avaliar o curso de Letras considerando o curso de Computação. Explico-me: o profissional de computação, em algum momento de sua vida, recebeu a contribuição direta ou indireta do profissional de Letras. Porque ele teve de aprender a ler e a escrever. Por outro lado, como profissionais de Letras, contamos com a contribuição de diversos profissionais em vários aspectos de nossa vida. Seja como for, a presença da língua/linguagem em praticamente todos os atos humanos torna o profissional de Letras presente em praticamente todos esses atos. Busco aqui definir o que faz afinal um profissional de Letras.

Este texto é constituído em larga medida pelo discurso de paraninfo que fiz na cerimônia de formatura da turma de Letras 2016/2 da Universidade Católica de Pelotas. Para deixar bem claro qual meu principal interlocutor, os formandos, assim como pessoas que desejem se formar em Letras, mantenho aqui os aspectos relevantes da relação enunciativa em que estive envolvido. Sem prejuízo de minha intenção de me dirigir a outros interlocutores possíveis neste novo gênero e nesta nova relação enunciativa, ou situação de interlocução.

 

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Por que a sociedade precisa de professores e professoras (bem)formados em Letras?

Por que a sociedade precisa de professores e professoras (bem)formados em Letras?

Estudo da língua e fenômenos linguísticos

 

A reflexão sobre as línguas não é nova, é milenar, mas seu estudo cientificamente embasado é extremamente jovem, acaba de completar um século. Sobre as línguas, e sobre a língua portuguesa, em particular, reina ainda muita ignorância. Sabe-se bastante sobre a estrutura gramatical da língua, mas pouco sobre os fenômenos sociais de uso dessa língua. Estes clamam por explicações bem fundamentadas na ciência, e não apenas guiadas por juízos de valor subjetivos e dogmáticos.

Apesar de que muitos se queixam da dificuldade de aprender as regras da gramática normativa da língua portuguesa e até, por causa disso, pensam que “não sabem” português, o maior problema nessa área é a ignorância sobre as funções sociais da língua. Por incrível que pareça, nem os intelectuais e profissionais da mídia de maior destaque na sociedade brasileira demonstram compreender efetivamente o que é e como funciona uma língua. Talvez por isso mesmo é que Sírio Possenti diz que esses profissionais leem as gramáticas como fundamentalistas leem seus livros sagrados, ou seja, procurando identificar neles os erros dos infiéis, a fim de condená-los ao fogo do inferno.

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Parem o que estão fazendo e leiam esse livro

Parem o que estão fazendo e leiam esse livro

História sociopolítica da língua portuguesa

Atravessei ontem a metade de História sociopolítica da língua portuguesa, de Carlos Faraco. Cedo aqui à vontade de dizer a tod@s que se interessam pelos temas língua, cultura e relações de dominação que parem o que estão fazendo e leiam esse livro. É obra de síntese, de grande fôlego, escrita por um autor erudito e que domina seu ofício.

Não consigo ler o livro, obra de síntese, repito, sem pensar em suas condições de produção. História sociopolítica da língua portuguesa não é só obra de síntese; é também obra de posicionamento em assuntos de política linguística. Por isso Faraco solta, com clareza cristalina, verdadeiros e necessários petardos. Temos um desses tantos petardos nas páginas 214 e 215, mas...

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Para que semiótica nos cursos de Letras?

Para que semiótica nos cursos de Letras?

O estudo da semiótica nos cursos de Letras

 

Vivemos em um mundo em que nos ocupamos não somente das palavras, mas também de imagens, de sons, de movimentos, de sentidos táteis. Frequentemente nos perguntamos sobre o sentido de cultivar as palavras e pouco relacionamos essa pergunta com o bombardeio sensorial que se apresenta não somente nas mídias, mas na música, nas artes, no esporte, nas representações culturais, nos rituais religiosos, no cotidiano.

Em um universo de compreensão tão complexa quanto o nosso, o profissional de Letras tem um papel essencial de apresentar ferramentas capazes de mobilizar recursos cognitivos do aluno para que ele passe a enxergar com lupa o mundo em que está inserido.

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Os gêneros do discurso na sala de aula

Os gêneros do discurso na sala de aula

Como exercitar os gêneros do discurso com alunos do curso de Letras?

Os estudantes do curso de Letras podem ter uma profícua experiência no mundo dos gêneros textuais/discursivos em duas dimensões:

(I) dimensão da vivência como leitor e produtor de textos orais e escritos nas diversas esferas sociais em que os gêneros (primários e secundários) forem utilizados no processo de interação verbal;

(II) dimensão da vivência como professor em formação que precisa conhecer teorias e encaminhamentos para o trabalho de leitura e de produção de textos na perspectiva dos gêneros.

Nas dimensões apontadas, defendo a ideia de “vivência” no sentido de experimentar, na literalidade do termo, e de ter experiência como leitor para formar leitores; ter a experiência de produtor de textos orais e escritos para ser professor de práticas orais e escritas; ter a experiência de analisar a configuração estrutural e composicional, a dinamicidade heterogênea e multifacetada, bem como a circulação ampla e irrestrita dos gêneros textuais para poder conduzir os diálogos que levam à interpretação e construção de sentidos do texto (verbal ou não verbal).

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Linguística na sala de aula

Linguística na sala de aula

Cinco livros de Carlos Alberto Faraco que todo professor de Letras deveria ter

 

A linguística é a ciência que estuda a linguagem verbal humana. O profissional linguista se dedica ao estudo das línguas e suas dimensões, assim como: sua estrutura, a maneira como a utilizamos, sua história e suas relações com as sociedades. 

Carlos Alberto Faraco é um linguista brasileiro, professor de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, da qual foi reitor no período 1990-1994. Tem experiência na área de linguística, com ênfase em linguística aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Bakhtin, discurso, dialogismo, história do pensamento linguístico, linguística e ensino de português.

Suas obras são adotadas em diversas faculdades de Letras. Veja uma relação de cinco livros do autor que todo professor de linguística deveria ter:

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Linguística contemporânea

Linguística contemporânea

Relativa cortadora: Que história é essa?

Recentemente, folheando a revista de bordo da Azul, topei com uma página inteira de propaganda da própria empresa que trazia, no alto e em letras bem grandes, a seguinte frase: “Você acumula pontos todos os meses para fazer aquela viagem que sonha todos os dias”. Claro que na mesma hora guardei a revista na mochila para incluir o achado no meu banco de dados. Por quê? Porque é um indício de uma mudança linguística que já se completou. Como assim?

Desde os anos 1970, diversos linguistas brasileiros vêm se dedicando a estudar o fenômeno chamado estratégias de relativização. As orações iniciadas por um pronome relativo (que, cujo, o qual etc.) são rotuladas tradicionalmente de “orações adjetivas”, mas na pesquisa linguística contemporânea recebem o nome de orações relativas. Quando o verbo é transitivo direto, tudo se passa sem nenhuma surpresa: “O carro que comprei é vermelho”. Mas quando o verbo é transitivo indireto, ou seja, quando o complemento desse verbo é introduzido por uma preposição, a coisa muda de figura. Onde a prescrição tradicional exigiria, por exemplo: “Ninguém imagina os problemas por que / pelos quais eu tenho passado”, o que de fato ouvimos (e lemos) é: “Ninguém imagina os problemas que eu tenho passado”. Onde foi parar a preposição? Ela foi apagada ou cortada, justamente por isso essa construção é chamada de relativa cortadora.

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Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Desafios para o professor de língua portuguesa recém-formado: saberes teóricos necessários

Os principais desafios para o professor de língua portuguesa 

Um bom professor de língua precisa entender que atualmente se considera o texto como elemento fundamental que possibilita a interação verbal, na oralidade e na escrita. Ele é entendido como unidade de comunicação, formada por elementos do sistema linguístico e por aspectos relacionados a seu uso. Nessa perspectiva, o texto é formado por sua estrutura morfossintática (elementos lexicais e gramaticais organizados de acordo com regras do sistema da língua), pelos seus níveis de significação e pelas suas possibilidades pragmáticas de interpretação, presentes quando a unidade textual está inserida em contextos específicos de uso.

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“Não sei falar português!”

“Não sei falar português!”

Guia básico do português brasileiro

A Parábola Editorial é uma editora comprometida, desde sua fundação, com a língua portuguesa do Brasil, com o português brasileiro.

Um pouco pelo fato de Marcos Bagno ter figurado entre os três sócios originais da casa [na companhia de Andréia Custódio e Marcos Marcionilo] e de ter continuado como autor e “sócio afetivo” depois de sua saída da sociedade, ainda em 2002; um pouco pelas inquietações teóricas do editor e muito pelo fato de a linguística brasileira, depois de mais de cinquenta anos de pesquisa [a linguística é matéria universitária desde 1962 entre nós], estar a ponto de dar frutos maduros de reflexão sobre nossa língua desde um ponto de vista teórico que não se pode e não se deve mais ignorar.

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Sociolinguística em sala de aula

Sociolinguística em sala de aula

Como introduzir a Sociolinguística em sala de aula?

 

A Sociolinguística é um ramo dos estudos da linguagem que teve origem na chamada Linguística Estruturalista do século XX, mas que não adotou um de seus pressupostos herdados do suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913) e influenciados por Émile Durkheim (1858-1917): o de que há que se fazer uma distinção entre o fato social, a língua, e sua manifestação, a fala. A primeira, por ser social e compartilhada  é homogênea e, portanto, podia ser estudada e descrita, enfatizando-se as oposições que se estabeleciam em seu interior. Já a fala seria a província da variação e era infensa a regularidades.

 

Os estudiosos que vieram a ser chamados de sociolinguistas estavam em busca de regularidades também na fala heterogênea, isto é, no uso que os indivíduos fazem da língua. Muitos deles simplesmente descartaram a dicotomia saussuriana língua e fala, bem como a outra, chomskiana, competência e desempenho, que faz uma releitura daquela.Tal busca emergiu principalmente nos Estados Unidos, nas décadas de 1960 e 1970, quando aquele país assistia às reivindicações da população afro-americana, que deram origem à postulação dos Direitos Civis, depois transformados em lei. Nesse contexto, é fácil entender por que  os primeiros trabalhos de Sociolinguística se voltaram à descrição da variedade do inglês usada pela população estigmatizada.  A intenção era demonstrar que tal variedade era regida por regras linguísticas sistemáticas e previsíveis, que podiam ser identificadas por meio de análises estatísticas, até então não utilizadas nos estudos da linguagem.

 

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Saussure e seu impacto sobre a linguística

Saussure e seu impacto sobre a linguística

100 anos depois de publicado o Curso de linguística geral

 

Comemoramos em 2016 o centenário da publicação do livro Curso de linguística geral (CLG) atribuído por seus organizadores-editores ao linguista genebrino Ferdinand de Saussure (1857-1913).

O livro foi composto por Charles Bally e Albert Sechehaye, ambos professores na Universidade de Genebra, com base nas notas de cadernos de alunos que haviam frequentado os três cursos de linguística geral dados por Saussure nos anos letivos de 1907, 1908-09 e 1910-11.

A partir dos últimos anos da década de 1920, o CLG começou a ter grande repercussão, primeiro em linguística (assentando as bases da linguística estrutural sincrônica) e, depois, em antropologia (pelas mãos de Claude Lévi-Strauss) e em psicanálise (por meio da releitura que Lacan fez do pensamento de Freud). Na década de 1960, o “efeito Saussure” alcançou os estudos de semiologia e de teoria literária.

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A 24ª Bienal do Livro de São Paulo começa hoje, dando início à maior festa do mercado editorial brasileiro

A 24ª Bienal do Livro de São Paulo começa hoje, dando início à maior festa do mercado editorial brasileiro

Em sua 24ª edição, a Bienal do Livro vai até o dia 04 de setembro na capital paulista

 

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo chega à 24ª edição neste ano. A festa literária aconteceu pela primeira vez entre os dias 15 e 30 de agosto de 1970 e não tardou a se tornar a principal feira de livros do Brasil, conquistando mais e mais leitores a cada edição.

 

Há mais de 40 anos buscando promover a cultura e o acesso aos livros, a Bienal do Livro apresenta uma programação plural que abarcará as diferentes áreas do mercado editorial brasileiro. Livros universitários, literatura infantil, infantojuvenil, poesia, teatro – todas as categorias serão contempladas no evento. São 280 expositores ao todo nesta edição da feira.

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Que tal montar um clube de leitura em família?

Que tal montar um clube de leitura em família?

Começar um clube de leitura em família pode ser divertido (e econômico!)

 

Adolescentes pobres que conseguem ler

Numa remota infância numa vila da Zona da Mata Norte de Pernambuco chamada Upatininga, um grupo de crianças pobres, muito pobres mesmo, lia muito, lia tudo o que lhes caísse nas mãos.

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5 livros infantojuvenis para incentivar seu filho adolescente a ler mais

5 livros infantojuvenis para incentivar seu filho adolescente a ler mais

Separamos alguns livros infantojuvenis de nosso catálogo para

incentivar a leitura entre os adolescentes

 

Com tantos aplicativos, jogos e redes sociais sendo lançados a todo o momento, ler uma matéria no Publishnews e saber que o número de leitores no Brasil aumentou e que o número de leitores adolescentes – fãs de livros infantojuvenis –, também cresceu é animador.

 

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O médico e o monstro na web: um raôxis dos letramentos e da intolerância linguística

O médico e o monstro na web: um raôxis dos letramentos e da intolerância linguística
Caso de intolerância linguística entre médico e paciente reacendeu debate sobre os letramentos no Brasil

 

Todos sabemos que questões sociais e questões de linguagem estão ali, ó, juntinhas. Não é sem razão que o bafafá da última semana de julho, nas redes sociais e na web brasileira, tenha relação com um jovem médico que “debochou” de um paciente que “falava errado”. As aspas aqui têm mais de uma função, mas uma delas é retomar termos empregados por outros redatores. Uma pesquisa rápida no Google trará à sua tela diversas notícias, em veículos de imprensa maiores ou menores, relatando – mas não apenas isso – o caso de intolerância linguística ou de preconceito linguístico, para usar os termos respectivos de Marta Scherre e de Marcos Bagno, autores da Parábola.

 

Resumo da óperaO resumo da ópera é o seguinte: o jovem médico Guilherme Capel Pasqua, formado pela Unesp, funcionário do Hospital Santa Rosa de Lima, na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo, atendeu um cidadão pouco estudado, isto é, uma pessoa “simples”, na quarta-feira, dia 27 de julho.

 

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Português ou brasileiro? Português brasileiro!

Português ou brasileiro? Português brasileiro!
A definição da nossa língua: português ou brasileiro

 

Logo depois da Independência, em 1822, alguns intelectuais começaram a divulgar a ideia de que era preciso também proclamar a “independência linguística” do Brasil. Afinal, deveríamos chamar nossa língua de português ou brasileiro?

 

Um dos nomes mais conhecidos dessa fase é o do escritor José de Alencar (1829-1877), autor de Iracema e de O Guarani. O conceito era muito simples: já que o Brasil não pertencia mais a Portugal e era agora uma nação autônoma, independente, a língua também tinha que ser autônoma, independente. E muitas pessoas chegaram mesmo a propor o nome “brasileiro” ou “língua brasileira”.

 

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